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Correio da Manhã

Boa Vida
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Billie Eilish, a nova musa anti-pop que ainda vai ao pediatra, dá concerto em Lisboa

A cantora norte-americana estreia-se dia 4 de setembro em Portugal na Altice Arena.
Miguel Azevedo 2 de Setembro de 2019 às 16:00
Billie Elish
Billie Elish
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Esgotou o Coliseu de Lisboa em menos de uma hora e, por força da procura, viu o seu concerto de estreia em Portugal, primeiramente agendado para a velhinha sala das Portas de Santa Antão, passar para a Altice Arena.

Aos 17 anos, Billie Eilish atua em Portugal no próximo dia 4 de setembro, trazendo consigo, por ventura, o estatuto de maior, mais precoce e meteórico fenómeno pop visto de há muito tempo a esta parte.

Se é verdade que no ano passado a BBC já a tinha incluído, com apenas 16 anos de idade, na lista dos 16 nomes emergentes no mundo da música, o facto é que este ano Billie Eilish estoirou.

Ela é a única artista nascida neste milénio a ter conseguido alcançar o primeiro lugar do top norte-americano de vendas, e a loucura em seu redor já era tanta que mesmo antes de lançar o disco de estreia já tinha sido ouvido mil milhões de vezes no Spotify.

Tem mais de 35 milhões de seguidores no Instagram, os seus vídeos já ascendem aos quase dois mil milhões de visualizações no YouTube e, basicamente, anda por todo o lado.

Em maio foi capa de ‘Billboard’, em junho da ‘Vogue’ e em julho da ‘Rolling Stone’. O ‘New Yorker’ considerou-a "o rosto de mudança da pop" e o ‘The Telegraph’ a impulsionadora do que chama de "misery pop".

Com letras sombrias e vídeos musicais sinistros, já há quem lhe tenha colado mesmo o rótulo de anti-pop. Mas afinal quem é esta miúda, de quem até Dave Grohl, dos Foo Fighters, já se declarou fã?

Nascida em Los Angeles a 18 de dezembro de 2001, no seio de uma família de atores e músicos, Billie Eilish começou a cantar num coro infantil aos 8 anos de idade, fez dança contemporânea (mas uma lesão afastou-a dessa área) e aos 12 já estava a escrever a sua primeira canção, então inspirada na série ‘The Walking Dead’.

Tem tido no irmão, Finneas O’Connell, que entrou na última temporada da série musical ‘Glee’, o seu grande companheiro de composição. Uns dizem que a sua música é controversa, por levar temas como a droga, sexualidade, depressão ou dominação a públicos ainda muitos jovens, mas há quem não lhe poupe elogios.

Thom York, dos Radiohead, já lhe disse, na cara, que ela é a única pessoa a fazer alguma coisa interessante no dias de hoje. Mistura rebeldia com irreverência, faz aquilo que lhe dá na gana e apesar do sucesso lhe ter batido à porta demasiado cedo, nem por isso deixa de gozar os anos dourados da sua juventude.

O YouTube, de resto, está cheio de vídeos disparatados da cantora, próprios da idade, vistos por milhões de fãs. A mãe, no entanto, já a veio pôr no sítio ao declarar publicamente que a filha não passa de uma miúda que ainda é vista pelo pediatra de infância. Agora estreia-se em Portugal. Certamente, para deixar marca.
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