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Correio da Manhã

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'Joker': Palhaço ou monstro, eis a complexa questão

Leão de Ouro do Festival de Veneza, ‘Joker’ concede a Joaquin Phoenix um papel marcante e uma reflexão sobre o caos e a violência.
Rui Pedro Vieira 5 de Outubro de 2019 às 17:00
'Joker'
‘Playmobil: o filme’
‘Vita & Virginia'
'Joker'
‘Playmobil: o filme’
‘Vita & Virginia'
'Joker'
‘Playmobil: o filme’
‘Vita & Virginia'
Éuma das mais icónicas personagens do cinema fantástico. Depois do tom espalhafatoso de Jack Nicholson ou da interpretação visceral de Heath Ledger, cabe agora a Joaquin Phoenix recriar a personalidade turbulenta do arqui-inimigo de Batman, conseguindo com mestria mais uma memorável incarnação, só sua.

‘Joker’, filme já em exibição, fixa-se na mente fervilhante e atormentada do homem que começa por se vestir de palhaço mas que, aos poucos, sucumbe à violência psicológica.

Na cidade de Gotham, o clima é de tensão. Ainda não há homem-morcego para salvar o dia, mas há um triplo homicídio que vem instalar a insegurança e criar protestos nas ruas.

Tímido e a viver uma relação intensa com uma mãe doente, o atormentado Arthur Fleck (Phoenix) é despedido do trabalho de palhaço quando, numa visita a um hospital pediátrico, é visto com uma arma. Incapaz de lidar com a pressão, a figura vai sucumbindo ao medo e ao preconceito, num jogo psicológico impróprio para os mais sensíveis.

Mais para a frente, surge a oportunidade de aparecer num programa de televisão, mas resta saber se a demência não leva a melhor.

Vencedor do Leão de Ouro do último festival de Veneza, ‘Joker’ deve chegar à linha da frente das nomeações dos próximos Óscares. Se Joaquin Phoenix - que perdeu vários quilos e levou os trejeitos faciais às últimas consequências - é compulsivo num papel que fica para a posteridade, o tom da história de Todd Phillips é amargurado, numa complexa reflexão sobre os limites da violência. Se existe um defeito nesta obra é a falta de contenção dramática.

Mas, afinal, no universo de ‘Joker’ não há espaço para subtilezas.

OUTRAS ESTREIAS
‘Playmobil: o filme’
Prossegue a tendência recente de criar filmes de animação inspirados diretamente em célebres marcas de brinquedos. Chegou a hora dos Playmobil protagonizarem aventuras, numa produção que assinala os 45 anos destas famosas figuras. Uma jovem vai embarcar numa arriscada jornada para salvar o irmão, que desaparece.

‘Vita & Virginia’
Produção de época sensível, este melodrama biográfico centra-se na paixão proibida entre as escritoras Virginia Woolf e Vita Sackville-West. Na Londres de 1922, o romance vai enfrentar barreiras quando ambas se cruzam em Bloomsbury. O par protagonista é interpretado pelas atrizes Gemma Arterton e Elizabeth Debickil.
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