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Correio da Manhã

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Orchestral Manoeuvres in the Dark celebra 40 anos de carreira em Portugal

Banda mítica dos anos 80 atua dia 15 em Lisboa e 16 no Porto.
Miguel Azevedo 15 de Outubro de 2019 às 17:00
Orchestral Manoeuvres in the Dark
Orchestral Manoeuvres in the Dark FOTO: Marc Broussely
Estavam os ainda adolescentes Andy McCluskey e Paul Humphreys, no final dos anos 70, a tentar dar um novo nome ao projeto musical que tinham em comum, VCL XI, quando se sentiram atraídos por uma das muitas frases e ideias que, entretanto, tinham escrito na parede do quarto de Humphreys: Orchestral Manoeuvers in The Dark.

E assim ficou. Andy e Paul, que já estavam juntos desde a escola primária, ficaram ligados para sempre. Aproveitando o nova onda da música pop britânica, mais virada para a vertente eletrónica, o duo lançou o seu primeiro disco, ‘Eletricity’, em 1979, abrindo ali uma das mais interessantes páginas da história da música. No ano seguinte, conseguem aquele que é provavelmente o seu grande sucesso, ‘Enola Gay’, a que se seguiu, em 1981, ‘Souvenir’. Ora, é precisamente para assinalar esta carreira de 40 anos, que o grupo vem agora a Portugal, dia 15, na Aula Magna, em Lisboa, e dia 16 na Casa da Música, no Porto.

Depois de algumas entradas e saídas do grupo e de, em 1988, terem suspendido a banda e abraçado outros projetos (em 1996 McCluskey e Humphreys alegaram mesmo declínio do interesse publico), o grupo voltou a reunir-se em 2006, depois de McCluskey ter sido desafiado em direto num programa de televisão alemão.

Como estava em processo de divórcio, o músico encontrou ali o conforto de que precisava e chamou Humphreys. De lá para cá não têm parado, tendo passado por alguns dos maiores palcos e festivais do Mundo. Portugal vai vê-los agora, aos dois, na casa dos 60 anos, com toda a intemporalidade da sua música.

Nesta digressão de celebração, os OMD farão mais de 40 concertos em palcos europeus até fevereiro de 2020, passando por Portugal, Espanha, Reino Unido, Alemanha, França e Dinamarca, entre outros países.

A banda decidiu intitular esta digressão de ‘Souvenir Tour’, nome de um dos temas mais conhecidos, mas, em rigor, os espetáculos que aí vêm têm vários motivos de interesse. "Vamos tocar os nossos êxitos e algum material mais antigo raramente tocado", afirmou o grupo na página oficial.
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