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Correio da Manhã

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Patxi Andión regressa a Portugal para celebrar 50 anos de carreira

Músico espanhol vai dar três concertos em território luso. Em destaque está o disco ‘La Hora Nobican’.
Miguel Azevedo 20 de Setembro de 2019 às 17:00
Patxi Andión
Patxi Andión FOTO: Gloria Rodríguez
Com uma forte ligação a Portugal, que começou ainda no tempo da ditadura, Patxi Andión, o mítico músico espanhol, que chegou a ser expulso do nosso país pela PIDE, regressa a Portugal para comemorar 50 anos de carreiras.

Os espetáculos acontecem esta sexta-feira no Centro de Artes de Águeda, sábado na Aula Magna, em Lisboa, e domingo na Casa da Música, no Porto. "Estes concertos terão duas caras, por um lado a comemoração da edição do meu primeiro disco, ‘Retratos’, em 1968, e por outro a apresentação do meu novo disco, ‘La Hora Nobican’", começa por explicar o músico madrileno.

"Pelo meio vou tocar também algumas músicas destes 50 anos. Não é fácil escolher entre as mais de 200 músicas que tenho gravadas, porque existe sempre este conflito entre o que o autor deseja mostrar e o que o público espera ouvir. Não podemos fazer um espetáculo de karaoke".

Em destaque estará por isso o novo disco ‘La Hora Nobican’, um trabalho "mais culto, mais refinado, menos intuitivo, mas que mantém as mesmas preocupações sociais, culturais e politicas", adianta o músico de 71 anos, que continua a fazer música com a mesma paixão com que começou.

"Aprendi a cantar ao piano com a minha avó, que era soprano, mas na verdade nunca deixamos de aprender. Um músico nunca chega ao fim do caminho. Subir ao palco é sempre como voltar a nascer".
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