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Correio da Manhã

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Paulo Bragança atua no CCB 22 anos depois

Depois do exílio, o 'fadista punk' pôs tudo cá para fora, num disco sugestivamente intitulado ‘Cativo’.
Miguel Azevedo 25 de Outubro de 2019 às 15:00
Paulo Bragança
Paulo Bragança FOTO: Pedro Ferreira
Vinte e dois anos depois do seu primeiro e único concerto no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém (a 25 de outubro de 1997), Paulo Bragança regressa àquela sala.

O fadista mal-amado ou ‘fadista punk’, como alguém já lhe chamou, apresenta esta noite de sexta-feira o seu último disco, ‘Cativo’, lançado no ano passado, resultado de um exílio espiritual e artístico de mais de uma década.

Primeiro disco de Paulo Bragança em 17 anos, ‘Cativo’, é um trabalho que revela a sede de palco e vontade de cantar de um artista em paz com a sua existência e com os seus fantasmas, mas ainda de costas voltadas com alguma da indústria que, em tempos, o desprezou.

O novo trabalho foi lançado pela editora independente Alma Mater, de Fernando Ribeiro, dos Moonpsell, uma das pessoas que mais o apoiou no regresso a casa.

"Não estou reconciliado com a indústria. Ela está viciada. Os artistas são muito vítimas disso. Há uma parte da indústria que explora o artista português", dizia-nos no início de 2018. ‘Cativo’ marca um reencontro de Paulo Bragança consigo mesmo. E agora um reencontro com o público.
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