Correio da Manhã

Três instituições portuguesas precisam de ajuda
07:00
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Em todas as localidades das Chegadas da Volta a Portugal, há bicicletas disponíveis para ajudar quem mais precisa

Até 12 de agosto vá "Pedalar por uma Causa" em todas as localidades das Chegadas da 80ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta. De Setúbal, onde começou a prova no dia 1 de agosto, a Fafe, cidade terminal da Volta a Portugal, há stands da Rubis Gás com bicicletas, para que todos possam contribuir a favor de uma causa e ajudar quem mais precisa.

"Considerámos que este seria o espaço ideal para promover uma iniciativa solidária que envolvesse a comunidade. Teremos três bicicletas disponíveis em cada localidade. Assim, as pessoas podem pedalar em conjunto enquanto apoiam uma boa causa", conta Raquel Monteiro, do departamento de Marketing e Comunicação da Rubis Gás, patrocinadora da Camisola Verde na Volta a Portugal em Bicicleta.

Cada quilómetro pedalado equivale a cinco euros. O total de quilómetros percorridos nas várias localidades vai ser convertido em dinheiro, repartido depois por três instituições: o Centro de Acolhimento Temporário de Tercena, o Grupo de Ação Social Tagus (GASTagus) e a Associação de Paralisia Cerebral de São Miguel (Açores).

Incentivo ao voluntariado

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Para a GASTagus, esta união à Rubis Gás permite atingir um dos maiores objetivos da instituição: "Capacitar os jovens para a cidadania ativa através do voluntariado, consciencializando-os para o que os rodeia", diz Vânia Santos, responsável do Grupo de Ação Social.

Como associação juvenil sem fins lucrativos, a GASTagus necessita de angariação de fundos, realizada por todos os voluntários, para se conseguir organizar durante cada ano. Estes fundos são usados em bilhetes de avião, na compra de medicação, na alimentação de cada equipa, nos vistos de entrada em países parceiros e noutras logísticas. Além destes gastos anuais, há também a "necessidade de dar continuidade a cada novo ano, que só é possível através de um colaborador remunerado".

Vânia Santos elogia a Rubis Gás que, com esta proposta, "demonstra uma vez mais que se encontra atenta e preocupada com aquilo que a rodeia também, revela ser um modelo a seguir pelas empresas, quer nacionais quer internacionais, na ajuda ao voluntariado".

E deixa um apelo aos portugueses: "Esperamos que estejam mais atentos ao próximo, começando com gestos simples como, por exemplo, olhar para as pessoas que vivem ao nosso redor."

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Caminhada para a concretização de sonhos

O Centro de Alojamento Temporário de Tercena, em Cascais, acolhe 48 crianças e jovens privados do meio familiar. Crianças e jovens que têm sonhos. "Mais que muitos!" Tirar a carta de condução, fazer uma viagem especial ou alistar-se num curso de teatro. "Esta iniciativa vai permitir fazer um pouco de magia", comenta Marta Ferreira.

"Nós asseguramos a concretização dos projetos de vida de forma segura e com estes apoios temos capacidade de ir mais longe e acrescentar aquele brilho nos olhos tão necessário aos nossos jovens", continua. A instituição precisa também de melhorar as instalações para que continue a ser um "espaço maravilhoso", onde é possível "assegurar um ambiente de segurança, um crescimento físico e psicológico saudável, a promoção do equilíbrio emocional e o desenvolvimento cognitivo e afetivo" para estas crianças e jovens.

A associação espera que todos os portugueses se envolvam nesta causa. "São projetos assim que marcam a diferença. Estamos muito gratos", agradece Marta Ferreira em nome da instituição.

Uma forma de contribuir para um mundo melhor

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"É sempre de louvar quem vai mais além de olhar só para o seu negócio e se lembra de apoiar causas e, neste caso, de lhes dar visibilidade. Acreditamos que o desconhecimento é a maior causa de discriminação que ainda existe no nosso país", começa por dizer Eliana Aguiar, da Associação de Paralisia Cerebral de São Miguel (APCSM), "cuja atuação é fora do território continental e, por isso, com menor visibilidade".

Entre as vertentes que podem beneficiar da doação da Rubis Gás está o projeto "Uma noite no Hotel". Desde 2013, a APCSM tem conseguido incluir no Plano de Atividades Anual esta experiência de dois dias e uma noite fora de casa, o que significa também uma noite de descanso para os cuidadores. Este projeto tem sido realizado em vários hotéis de São Miguel, permitindo aos cidadãos com paralisia cerebral e situações neurológicas afins o contacto com locais e pessoas diferentes, "trabalhando assim, simultaneamente, a autonomia e a inclusão destes cidadãos na nossa comunidade a vários níveis", explica Eliana Aguiar.

Outros dos projetos que podem beneficiar desta iniciativa da Rubis Gás está ligado ao empréstimo de produtos de apoio cujo valor é demasiado elevado para as famílias adquirirem e que são fundamentais para minorar as limitações dos clientes, "na área da mobilidade, alimentação, comunicação e acesso às TIC".

"Existem muitas formas simples de contribuirmos para um mundo melhor, e esta é, sem dúvida, uma delas", termina Eliana Aguiar, que aproveita ainda para agradecer à Rubis Gás "a oportunidade de falar sobre a paralisia cerebral e da sua realidade na Região Autónoma dos Açores, para quem vive ou trabalha com ela".



Valores a transmitir

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Sabendo do papel importante que detém na consciencialização da sociedade para estas questões de responsabilidade social, a Rubis Gás quer transmitir valores como a solidariedade, a cooperação e a entreajuda com iniciativas solidárias como "Pedalar por uma Causa". Mas não é a única…

"Temos várias ações de responsabilidade social dentro da Rubis Energia Portugal. No ano passado, por exemplo, o nosso evento anual de team building passou pela recuperação do recreio e jardim do Centro de Acolhimento Temporário de Tercena, uma das instituições que este ano faz parte do ‘Pedalar por uma Causa’. Fizemos, ainda, uma recolha e entrega de bens às pessoas afetadas pelos incêndios de Pedrógão Grande. Anualmente, fazemos uma recolha interna de brinquedos para distribuir na época do Natal", enumera Raquel Monteiro.

Sucesso para repetir

Depois do sucesso alcançado no ano passado, a Rubis Gás decidiu voltar com a iniciativa solidária ‘Pedalar por uma Causa’ para mais uma edição da Volta a Portugal. Em 2017, mais de 4 mil pessoas pedalaram 3266 quilómetros. Para este ano, espera-se superar estes números.

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"Temos exemplos muito bons do que foi feito no ano passado. A Associação Acreditar conseguiu pagar uma viagem que faz anualmente, a Ajuda de Berço adquiriu equipamento para a Casa de Monsanto e a Dançando com a Diferença abriu uma cozinha pedagógica para ajudar a desenvolver a autonomia em jovens com deficiência. São estes géneros de projetos que nos movem e que queremos ajudar a construir", conclui.

Um pequeno contributo faz a diferença

Com esta iniciativa solidária, o patrocinador oficial da Camisola Verde da Volta a Portugal pretende ajudar instituições de cariz social a "desenvolver da melhor forma o seu trabalho e apoiar cada vez mais pessoas".

"Temos consciência de que um pequeno contributo pode fazer a diferença para algumas instituições. Queremos ter mais pessoas a pedalar e superar o número de quilómetros percorridos para que esta ação continue a ser um sucesso! Qualquer pessoa pode participar no ‘Pedalar por uma Causa’. Basta dirigir-se ao nosso stand na Feira de Animação das chegadas da Volta a Portugal", apela Raquel Monteiro.



Pedalar por uma Causa nas localidades das chegadas da Volta a Portugal

  •          Setúbal – 1 de agosto
  •          Albufeira – 2 de agosto
  •          Portalegre – 3 de agosto
  •          Oliveira do Hospital – 4 de agosto
  •          Covilhã/Penhas da Saúde – 5 de agosto
  •          Viseu – 6 de agosto
  •          Boticas – 8 de agosto
  •          Viana do Castelo (Sta. Luzia) – 9 de agosto
  •          Braga – 10 de agosto
  •          Mondim de Basto/Sra. da Graça – 11 de agosto
  •          Fafe – 12 de agosto

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