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A superstição mais improvável da Seleção envolve… bacalhau

Em Portugal, há tradições que resistem a tudo: aos anos, às derrotas, às mudanças de geração e até às discussões intermináveis sobre futebol. E depois há aquelas que nascem quase sem darmos por isso. Pequenos rituais, superstições e coincidências que passam de boca em boca até começarem a parecer verdade absoluta.

26 de maio de 2026 às 12:14

A poucos dias de mais uma grande competição internacional, voltou a circular uma teoria curiosa entre adeptos: afinal, será que existe uma ligação antiga entre a Seleção Nacional e o bacalhau?

Pode soar exagerado. Mas os sinais acumulam-se há décadas.

Há quem lhe chame superstição

Ao longo dos anos, vários relatos deram conta da presença constante do bacalhau nas refeições da Seleção portuguesa. Desde estágios a fases finais internacionais, o prato foi ganhando um lugar quase simbólico à mesa da equipa.

Reza a lenda que, em 1966, a Seleção comeu bacalhau antes de todos os jogos do Mundial… menos antes da derrota frente à Inglaterra, que acabaria por ditar a eliminação portuguesa.

Em 1966, a seleção portuguesa comeu bacalhau antes de todos os jogos, exceto contra a Inglaterra
Mito ou verdade? Em 1966, a seleção portuguesa comeu bacalhau antes de todos os jogos, exceto contra a Inglaterra

Com o passar do tempo, começaram também a surgir pequenas histórias difíceis de confirmar, mas impossíveis de ignorar entre adeptos.

Há quem diga que Ricardo comeu bacalhau antes do célebre jogo contra Inglaterra em que defendeu um penálti sem luvas e marcou o remate decisivo.

Outros contam que, antes da final do Euro 2004, os gregos terão “intercetado” o bacalhau português. E há ainda quem garanta que Éder comeu bacalhau antes da final histórica de 2016.

Nas redes sociais, a teoria ganhou ainda mais força. Circularam até listas com os supostos pratos preferidos dos jogadores da Seleção, e o bacalhau aparecia repetidamente ligado a vários nomes. Cristiano Ronaldo e Quaresma teriam pedido ao chef Miguel Rocha Vieira, antes da estreia de Portugal no Mundial de 2018, o clássico bacalhau à Brás, enquanto Pepe teria preferido uma posta de bacalhau grelhado com muita cebola.

Coincidência? Talvez. Mas o futebol vive muito destas narrativas. E os adeptos também.

Em 2016, jogador comeu bacalhau e encheu Portugal de orgulho
Mito ou verdade? Em 2016, Éder comeu bacalhau e encheu Portugal de orgulho

Afinal, porque leva a Seleção tanto bacalhau?

Mais tarde, surgiram novos episódios que ajudaram a alimentar a teoria. Em 2021, uma notícia chamou particularmente a atenção dos adeptos: a Seleção portuguesa levou cerca de 150 quilos de bacalhau para acompanhar a equipa durante a competição. Para muitos, foi apenas uma escolha alimentar. Para outros, mais uma prova de que o bacalhau já faz parte dos rituais não oficiais da equipa nacional.

E talvez seja precisamente por isso que o bacalhau continua a aparecer tantas vezes associado à Seleção: porque faz parte da memória coletiva portuguesa.

Num país onde o futebol e a comida ocupam lugares quase sagrados à mesa, talvez não seja assim tão estranho que os dois acabem ligados por superstição.

Se funciona? Ninguém sabe.

Mas há uma coisa certa: sempre que Portugal entra em campo, milhões de portugueses voltam a acreditar em pequenos rituais. Mesmo nos mais improváveis.

 

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