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IMI: Esteja atento, pode estar a pagar a mais pela sua casa!

O Imposto Municipal sobre Imóveis representa uma fatia substancial de muitos orçamentos familiares. Uma simples simulação pode poupar-lhe dezenas de euros!
13 de Maio de 2019 às 08:06

A atualização do valor de construção dos imóveis no início de 2019, com uma subida por metro quadrado de 12 euros, traz algumas dores de cabeça aos proprietários de imóveis. Esta subida não significa, que vá pagar mais IMI para o ano, nem que o que paga atualmente é o valor correto.

Porquê? Esta atualização não se aplica de forma automática. O mesmo acontece com outras parcelas que determinam o valor dos imóveis para efeitos de aplicação das taxas de IMI: como o coeficiente de localização – que muda a cada três anos – ou a idade das casas.

O Estado limita-se a aumentar o valor já existente, consoante a inflação. A atualização das parcelas que determinam o valor final, só acontece, sem a iniciativa do proprietário, se o imóvel mudar de dono, quer seja através de herança, quer de aquisição.

Como poupar no IMI?


A resposta é simples: pedir proativamente a revisão dos coeficientes nas Finanças é a forma mais eficaz de se certificar de que a fatura que vai pagar está, no fim de contas, certa. Ainda assim, é preciso alertar: nem sempre há uma poupança imediata, tornando a incursão pela repartição das Finanças inglória. Vamos por partes.

Em primeiro lugar deve fazer uma simulação em www.paguemenosimi.pt. Este simulador permite-lhe perceber, através de alguns dados simples da sua habitação, se deve pedir uma nova avaliação, ou se nada há a fazer.

"Nas simulações realizadas pelos consumidores desde o início do ano, após a atualização do valor de construção, registámos uma poupança média de 75 euros por ano", destaca Ernesto Pinto, especialista em fiscalidade da DECO Proteste.

Se a sua simulação indicar poupança deve, então, requerer a atualização dos dados do imóvel para efeitos de IMI. Para isso, basta preencher o modelo 1 do IMI e submetê-lo no Portal das Finanças. A DECO Proteste recomenda, contudo, que opte por este pedido de forma presencial, no serviço de Finanças, já que pode não conseguir preencher todos os dados e que a própria repartição os poderá facultar.


Este pedido é gratuito, mas deve ser feito antes de 31 de dezembro, para se certificar de que a poupança acontece logo no ano seguinte. A resposta ao seu pedido é enviada por escrito para a morada fiscal do proprietário do imóvel.

Se não houver poupança assinalada na simulação, não desespere! Pode ter de esperar mais algum tempo, caso a última revisão tenha sido feita há menos de três anos. O simulador dá, no entanto, uma resposta personalizada sobre quando o poderá fazer, e ainda tem um sistema de alerta que avisa o contribuinte na altura de repetir a simulação e, eventualmente, começar a poupar no IMI.

Estas informações são particularmente relevantes numa altura em que se começam a receber notificações de pagamento do IMI, o que se pode facilmente tornar um peso para algumas famílias. Ernesto Pinto salienta, no entanto, que consoante o valor, a conta pode ou não ser paga em prestações, e alerta para as datas fixas dos pagamentos: "A conta do IMI é paga numa única prestação se o valor for inferior a 100 euros. Pode pagar em duas prestações, em maio e novembro, se o valor for entre os 100 e os 500 euros e pode pagar em três prestações, maio, agosto e novembro, se o valor ultrapassar os 500 euros."