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Jogar para ajudar

Sabia que ao jogar no Euromilhões não está só a contribuir para criar excêntricos, mas também para melhorar a qualidade de vida de milhares de pessoas?

11 de março de 2020 às 08:28

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Todos reconhecemos o Euromilhões, o Totoloto, o Joker, a Lotaria Clássica, a Raspadinha e a Lotaria Nacional. Mesmo aqueles que não jogam habitualmente a sorte já se cruzaram com, pelo menos, um destes jogos sociais entregues pelo Estado, em exclusivo, à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML). Mas poucos são os que realmente sabem a que se destinam as receitas dos Jogos Santa Casa. E se lhe disséssemos que, ao jogar, está a contribuir para melhorar a vida de milhares de pessoas com apoios de ação social, saúde, educação e ensino, cultura e qualidade de vida?

Mas não ficamos por aqui. Ao tentar a sua sorte, está também a apoiar diretamente a investigação científica, ao permitir que a SCML continue uma missão que começou há 92 anos com a procura da cura da tuberculose óssea. Todos os anos são atribuídas distinções no valor de 400 mil euros, através dos Prémios Santa Casa Neurociência, tanto para a recuperação e o tratamento de lesões vertebro-medulares – com o Prémio Melo e Castro – como para promover e dinamizar investigações científicas e clínicas de doenças neurodegenerativas associadas ao envelhecimento, como a doença de Parkinson e de Alzheimer, com o Prémio Mantero Belard

Pilar das políticas sociais em Portugal

Há mais de cinco séculos que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa imagina e prepara o futuro. São séculos passados ao lado de quem mais precisa, a combater o isolamento, a proteger as crianças, a cuidar de um valioso património, a promover atividades culturais acessíveis a todos. São séculos de vanguarda, de inovação e, sobretudo, de boas causas, agora ampliadas com o apoio que a Santa Casa recebe dos jogos.

Tudo começou em agosto de 1498, com a rainha D. Leonor a instituir uma Irmandade na Sé de Lisboa, a que seria a primeira misericórdia portuguesa. Atuava junto dos pobres, apoiava órfãos, prestava cuidados de saúde a doentes. Centenas de anos passaram e a SCML continua o mesmo caminho de humanismo e excelência, agora como uma instituição de vanguarda, moderna, próxima das pessoas, adaptando-se sempre às mudanças e exigências dos tempos.

Hoje, é um modelo para todas as instituições de beneficência, reconhecida pelo grande impacto na sociedade. São raras as instituições que, em Portugal, têm a dimensão e o peso que a Santa Casa tem. Com um trabalho exemplar, a SCML foi respondendo às necessidades da população com uma obra imensa que, embora muitas vezes desconhecida do grande público, foi marcando o país.

"Realização da melhoria do bem-estar das pessoas, prioritariamente dos mais desprotegidos, abrangendo as prestações de ação social, educação e ensino, cultura e promoção da qualidade de vida (…) bem como a promoção, o apoio e a realização de atividades que visem a inovação, a qualidade e a segurança na prestação de serviços e, ainda, o desenvolvimento de iniciativas no âmbito da economia social."

Há um conjunto de obras levadas a cabo pela SCML que são hoje possíveis, em grande medida, graças à receita dos Jogos Santa Casa. São exemplo disso mesmo:

- Fundo Rainha D. Leonor, que ajuda outras misericórdias portuguesas no trabalho em causas sociais prioritárias e na recuperação do património histórico;

- Fundo Recomeçar, criado com as receitas dos jogos que antecederam o Natal de 2017 e que serviram para apoiar financeiramente crianças e jovens residentes nos concelhos afetados pelos incêndios de outubro de 2017;

- Programa Lisboa, Cidade de Todas as Idades, uma resposta integrada à população com mais de 65 anos, com vista à promoção de uma vida autónoma, independente e apoiada, que atua em conjunto com o projeto RADAR (sinalização da população +65 anos).

Crianças e jovens, adultos, famílias, comunidades étnicas, idosos, indivíduos em risco de exclusão, toxicodependentes, pessoas portadoras de deficiência e pessoas portadoras de VIH/sida são alguns dos grupos que recebem apoio social da SCML, que conta com a ajuda financeira de cidadãos. São estas benemerências que permitem o auxílio a milhares de pessoas.

Estes apoios servem ainda para manter e recuperar imóveis com interesse histórico e arquitetónico – como o Museu de São Roque e o Convento de São Pedro de Alcântara –, apoiar a criação de microempresasfomentar a educação (através de jardins de infância, Escola Superior de Saúde de Alcoitão e vários centros de formação) e prestar serviços de saúde à população carenciada (com sete unidades de saúde e três extensões de saúde em Lisboa).

Continue a jogar, continue a apoiar.

Aqui vai um brinde aos 521 anos de história da Santa Casa.

Um brinde aos Séculos de Boas Causas.

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