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Mesmo no paraíso, as férias podem acabar mal

Se está a pensar fazer uma viagem para fora de Portugal, nada melhor do que ouvir quem sabe. Palpites ou conselhos de saúde de quem não é especialista não são suficientes
12 de Novembro de 2018 às 11:15

Imaginemos que está pronto a embarcar para o destino de sonho. Asiático, sul-americano, africano, caribenho… até mesmo europeu. Em qualquer parte do mundo, há riscos. A preparação da viagem – seja ela curta ou longa, com paragem por apenas um país ou vários – não deve passar apenas pela reserva, verificação dos documentos de identificação pessoal, roteiro e, finalmente, embarque.

Algures nesta sequência devem estar as preocupações com a saúde. Afinal, não vai querer ser barrado à entrada de um país porque falta uma vacina obrigatória. Não vai querer passar as férias que deveriam ser de sonho enfiado nas urgências do país de destino, normalmente com custos elevadíssimos para quem viaja sem seguro. Também não vai querer regressar e passar dias, semanas ou meses em idas ao médico com queixas de indisposição sem aparente causa.

Prevenir é proteger-se. Se tem uma viagem marcada para um ambiente distinto daquele em que reside, marque uma consulta do viajante. Ninguém melhor do que um médico para explicar todos os riscos de saúde associados à viagem. Se está a pensar que basta uma pesquisa rápida na Internet ou uma conversa com um amigo para saber tudo o que precisa, engana-se.

Cada viagem é uma viagem. Cada pessoa é diferente. A avaliação é feita de acordo com o perfil do viajante, os destinos e a altura em que é feita a viagem. Mesmo que já tenha viajado para um determinado país ou cidade, não deve dispensar a consulta. Há surtos e alertas que são levantados provisoriamente.

O aconselhamento dos especialistas pode ser feito sob as vacinas a tomar, os cuidados específicos a ter na região e as crises de saúde pública que ocorram a dado momento. São medidas adaptadas ao histórico clínico de cada viajante.

A consulta do viajante não impede que adoeça em viagem. Mas previne. E a prevenção pode ser a chave para que as férias acabem sempre bem.

1. O que são as consultas do viajante?

Segundo o Serviço Nacional de Saúde, servem para aconselhar as medidas preventivas a adotar antes, durante e depois da viagem. Dependem do destino, da idade, do estado de saúde do viajante, do intervalo de tempo que falta para o início da viagem e do tipo de viagem.

Incluem medidas de proteção individual, vacinação e medicação preventiva, assim como informação sobre a higiene individual, os cuidados com a alimentação e a adaptação ao novo meio ambiente. Sem esquecer a proteção da picada de insetos.

Vale a pena sublinhar a importância da consulta de assistência médica após o regresso, para diagnosticar problemas de saúde possivelmente contraídos durante a viagem e efetuar o controlo de pessoas que passam temporadas prolongadas em países ou regiões onde o risco de contrair doenças é elevado. Quanto maior a permanência, maior o risco.

É fundamental para todos os viajantes. Imperativa para grupos de maior risco: grávidas, crianças, idosos e pessoas com doenças crónicas.

2. Onde pode fazer a consulta?

Até há pouco tempo, as consultas do viajante eram presenciais, marcadas com muita antecedência em centros de saúde especificamente indicados para o efeito ou entidades privadas. Agora basta uma simples conexão à Internet e um aparelho com câmara (smartphone, tablet, computador). O conceito inovador chama-se Consulta do Viajante em Telemedicina, uma consulta médica privada online, feita por videoconferência e a preços acessíveis.

Para aqueles que ainda não dispensam o contacto direto com o médico, há dezenas de centros de vacinação internacional em Portugal. Consulte a página do Serviço Nacional de Saúde para saber os locais, organizados por região, onde pode fazer a consulta prévia à viagem, a vacinação obrigatória e recomendada, e o acompanhamento pós-viagem.

3. Com quanto tempo de antecedência deve ir à consulta?

Idealmente, deve ser marcada entre oito e quatro semanas antes da partida. Tenha em atenção que há centros de vacinação com tempos de espera de várias semanas e vacinação com necessidade de reforço. Marque com antecedência. Se a viagem estiver demasiado próxima, opte pela consulta do viajante online.

4. Quanto custa?

O preço varia entre a taxa moderadora dos centros de saúde e os 70-100€ das consultas num serviço privado. No caso da Consulta do Viajante em Telemedicina, o valor começa nos 25€ para uma pessoa, 45€ para duas e 60€ para uma família de quatro. A este valor acrescenta-se o custo das possíveis vacinas e medicação prescrita.

5. Que documentos deve levar?

Boletim de vacinas, cartão de cidadão ou bilhete de identidade e cartão do SNS/ADSE ou outros de acordos de saúde são os documentos obrigatórios a levar quando se dirigir à consulta. Não se esqueça da lista dos medicamentos habituais. No caso das crianças, faça-se acompanhar do Boletim Individual de Saúde.


Não se esqueça: prevenir é proteger. Marque a consulta do viajante e faça boa viagem!