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Otoplastia

A otoplastia é uma das intervenções mais procuradas em cirurgia plástica pela simplicidade relativa do procedimento e pelos bons resultados asociados.
20 de Agosto de 2019 às 09:07


Redigido por Dr.ª Juliana Martins Sousa (OM51122), cirurgiã plástica e reconstrutiva e estética no Trofa Saúde Hospital em Loures e na Amadora.

A otoplastia denomina a cirurgia estética que permite alterar a forma e a posição das orelhas, estando indicada nas situações vulgarmente conhecidas como ‘orelhas em abano’ ou ‘orelhas descoladas’. Este é, geralmente, um procedimento simples e gratificante para o cirurgião e para o doente, uma vez que os resultados são altamente satisfatórios na grande maioria dos casos.

As crianças com ‘orelhas em abano’ são, muitas vezes, alvo de bullying, o que pode causar dano psicológico com consequências nefastas na autoimagem e personalidade, que se podem manter por toda a vida. Por esta razão, a otoplastia é, talvez, a única cirurgia estética com indicação na infância (idade mínima de 4 anos). No entanto, este é, também, um procedimento frequentemente realizado em adultos.

A otoplastia pode ser efetuada com anestesia geral ou com anestesia local e sedação, tem a duração de cerca de 60 minutos por cada orelha, e pode realizar-se em regime de ambulatório ou com internamento de um dia.

Pelo facto de as ‘orelhas em abano’ se deverem, essencialmente, a uma má posição ou a um excesso da cartilagem que as forma, a cirurgia consiste, genericamente, na moldagem da cartilagem com pontos de sutura e na excisão da cartilagem excedente (se necessário) através de uma incisão cirúrgica na parte posterior da orelha, de forma que as cicatrizes resultantes sejam praticamente impercetíveis. O resultado cirúrgico é imediato.

O primeiro penso é efetuado cerca de 2-3 dias após cirurgia e o doente pode retomar a atividade escolar/profissional, geralmente, ao fim de uma semana. A prática desportiva poderá ser retomada ao fim deum mês. No pós-operatório, é necessária a utilização de uma banda de compressão sobre a região operada, permanentemente durante uma semana e à noite por mais três semanas, a fim de garantir a durabilidade do resultado.

Os resultados são, geralmente, definitivos. Nos casos raros de recidiva, poder-se-á efetuar nova correção cirúrgica cerca de seis meses após o procedimento inicial.