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Raio-x dos WC nas escolas: o que está em causa?

A conclusão não é novidade, mas foi debatida e justificada no programa Manhã CM: as casas de banho das escolas públicas precisam de ser limpas, cuidadas e preservadas
6 de Maio de 2019 às 10:26
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Olhar para o dia a dia das crianças e adolescentes portugueses é mais do que olhar para o plano curricular e para as metas de aprendizagem. O espaço escolar encerra em si um sem-número de atividades, de tempo e de espaços sobre os quais é preciso estar atento.

O estudo "Escolas Públicas – Condições de Saneamento e Conservação" deu palco à forma como se encontram as casas de banho nas escolas públicas. O retrato não é animador: falta de papel higiénico, limpeza insuficiente, falta de segurança e falta de vigilância são algumas das referências dos alunos inquiridos.

A este propósito, o Dr. Viriato Horta, especialista em medicina geral e familiar, e Jorge Ascensão, presidente da CONFAP – Confederação Nacional das Associações de Pais, debateram as causas e as consequências do problema.

"Temos de chamar as pessoas à escola"

Para Jorge Ascensão, a envolvência entre os vários núcleos é essencial para a limpeza e a conservação dos espaços. O presidente da CONFAP é perentório: "Desde os diretores, os alunos, as famílias, o Estado, todos têm de assumir a sua quota-parte de responsabilidade na resolução deste problema." 

Quando questionado sobre o ónus do problema nos orçamentos, Jorge defende: "O orçamento serve para justificar muita coisa, mas acho que há aqui uma questão de gestão, de cuidado, às vezes de desperdício, também. Desperdiçamos não só materiais, mas também o tempo, os recursos humanos."

O presidente da CONFAP acredita que as limpezas mais superficiais são feitas, mas foca-se em dois aspetos, para ele, cruciais: a falta de papel higiénico e a ausência de funcionários em locais tão necessários como os WC.

Alunos não bebem água para evitar as idas à casa de banho

As causas podem ser variadas, mas a conclusão é clara: mais de 50% dos alunos inquiridos evitam utilizar o WC na escola. Uma atitude que, quando tomada de forma sistemática, pode ter consequências graves para a saúde das crianças.

O Dr. Viriato Horta salienta desde consequências diretas e imediatas a outras mais prolongadas e, muitas vezes, complicadas. O especialista exemplifica: "[Os alunos] não bebem água, para não terem urina e não irem lá [ao WC], o que quer dizer que vão estar desidratados um dia inteiro. Ora, uma criança desidratada tem menos rendimento, tem menos capacidade intelectual, tem menos capacidade de aprendizagem, tem menos atenção."

O médico destaca que algumas questões que parecem menores, como a ausência de tampos nas sanitas, têm na verdade uma maior relevância. O motivo? Na ausência de tampo, está-se a favorecer a projeção de aerossóis numa distância de até um metro e meio. O que significa que qualquer fungo, bactéria, vírus ou parasitas se propagam pelo chão, pelas portas, e até para os utilizadores.

O especialista destaca algumas das patologias que poderão ocorrer depois do uso de uma casa de banho contaminada: gastroenterites, infeções urinárias, infeções fúngicas vaginais e do pénis, do prepúcio e infeções respiratórias.

A conclusão do Dr. Viriato Horta é incisiva: "A higiene é uma coisa básica, e esse básico ainda não foi entendido como necessário absoluto."

Como podemos, então, incitar este entendimento?

Tal como referido pelos dois convidados, as mudanças não podem nem devem ser puramente físicas nem exclusivas dos responsáveis na escola. A melhor forma de lidar com a situação é envolver toda a comunidade escolar. Em casa, incutir bons hábitos de higiene, mas também o respeito pelo espaço do outro e pela preservação dos sítios comuns.

O trabalho não termina em casa. Pais, professores, auxiliares e alunos devem promover a limpeza, a conservação e o civismo. A marca Domestos, especialista em limpeza de casa de banho, assume agora um papel mais ativo com a iniciativa Domestos nas Escolas.

Quer melhorar as condições de higiene e segurança das casas de banho na escola do seu filho? Participe no passatempo da marca Domestos e candidate-se a uma intervenção nos WCs da instituição.

Uma pequena mudança pode tornar-se a mudança essencial na rotina, na saúde e na educação dos jovens. 




A marca Domestos vai estar nas escolas públicas para dar a conhecer o passatempo e convidar à participação dos alunos. Esteja atento! A iniciativa percorre instituições da Grande Lisboa, entre 6 e 10 de maio, e do Grande Porto, entre 13 e 15.