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A agricultura europeia e a guerra na Ucrânia

A invasão provocada pelo agressor Vladimir Putin à Ucrânia causou horríveis perdas de vidas humanas e tem desestabilizado os mercados mundiais, em especial no setor agroalimentar.
9 de Maio de 2022 às 11:25


Artigo de opinião de Álvaro Amaro, eurodeputado.

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A invasão provocada pelo agressor Vladimir Putin à Ucrânia, para além das horríveis perdas de vidas humanas a lamentar, tem provocado uma grande desestabilização dos mercados mundiais e em especial no setor agroalimentar.

A Rússia e a Ucrânia representam 29% das exportações mundiais de trigo, 15% de milho e 69% do óleo de girassol. Um quarto das importações de cereais e óleos vegetais da UE, incluindo quase metade das importações de milho provêm da Ucrânia.

Em países como Portugal, a dependência dos cereais ucranianos, nomeadamente milho e colza — essenciais para a produção de alimentos compostos para animais — eleva-se, respetivamente, aos 40% e 50%.

Os preços no consumidor já estão a aumentar e é expectável que venham a aumentar ainda mais, devido às subidas dos preços nos mercados mundiais. É assim no caso das rações para a produção de carne, mas também nos óleos e em outros alimentos à base de cereais, em que, mesmo que indiretamente, estamos dependentes da Ucrânia e da Rússia.

No último ano, a constante escalada dos preços dos fatores de produção (energia, rações e fertilizantes), que em alguns casos se traduz num acréscimo de 250% face a 2020 e os fenómenos meteorológicos extremos (como a seca) têm exercido uma enorme pressão nos agricultores.

A União Europeia e os Estados-membros devem fazer um esforço para serem ainda mais solidários com os nossos agricultores e apoiar, fora da PAC, os produtores que estão a viver momentos absolutamente excecionais e de grande dificuldade.


Álvaro Amaro defende que no mínimo 30% dos Fundos de Coesão sejam para as Zonas Rurais

Enquanto relator do parecer da Comissão de Desenvolvimento Regional da Visão a Longo Prazo para as Zonas Rurais da UE, Álvaro Amaro tem vindo a defender uma dimensão rural para as Políticas de Coesão, que passe pela afetação de um montante mínimo do FEDER e do Fundo de Coesão para estas Zonas de 30%. O relatório final deverá ser aprovado no segundo semestre pelo Parlamento Europeu.


PSD questiona a Comissão Europeia sobre a aplicação dos Fundos Europeus em Portugal

No seguimento do Relatório de Auditoria do Tribunal de Contas ao Acordo Portugal 2020, onde se conclui que “em 7 anos de execução, só foi possível concretizar perto de 60% de um montante global de cerca de 26 mil M € de financiamento europeu, importa alertar para o risco que representa absorver mais de 60 mil milhões de euros [nos próximos anos]. É, pois, necessário multiplicar exponencialmente a capacidade de absorção deste financiamento”, Álvaro Amaro questionou a Comissão alertando-a para estas conclusões numa pergunta parlamentar subscrita por todos os eurodeputados do PSD.

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