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Dar voz ao isolamento para combater a pandemia

A pandemia de Covid-19 veio alertar a sociedade para uma questão essencial: a tecnologia pode ajudar a combater a solidão, as fragilidades e as desigualdades.
13 de Agosto de 2020 às 13:58
Projeto surgiu para amenizar os efeitos do isolamento social
Tecnologia ajuda os mais velhos
Projeto surgiu para amenizar os efeitos do isolamento social
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Projeto surgiu para amenizar os efeitos do isolamento social
Tecnologia ajuda os mais velhos

A pandemia de Covid-19 veio alertar a sociedade para uma questão essencial: a tecnologia pode ajudar a combater a solidão, as fragilidades e as desigualdades. Foi com base nesta ideia que nasceu o projeto #darvoz, ao qual a Santa Casa da Misericórdia se associou. Filipa Neves, responsável pela Direção de Desenvolvimento e Intervenção de Proximidade da SCML, explicou ao CM de que forma esta iniciativa beneficia os utentes mais isolados.

CM - Em que consiste o projeto #darvoz?

Filipa Neves - A BCG (Boston Consulting Group), a Câmara de Lisboa, a Carris, a Indigo, a Mercedes-Benz.io e a NOS juntaram-se para criar o projeto #darvoz com a missão de permitir que todos possam comunicar com os seus familiares e amigos, independentemente da sua condição social ou situação. É um movimento agregador que deverá crescer com o tempo, para ligar mais pessoas, sobretudo aquelas em maior isolamento, mesmo depois da Covid-19 passar. Mais tarde a SCML associou-se com muito gosto a esta iniciativa na perspetiva de beneficiário.

Como está a correr? 

Está a correr muito bem. Os beneficiários têm realizado já contactos por videochamada com os familiares e também com os vários técnicos que os acompanham. Os serviços que beneficiaram desta doação também têm vindo a desenvolver diversas atividades com recurso ao smartphone.

Quantas pessoas e instituições abrange? 

Nesta fase inicial, a SCML recebeu 61 smartphones que distribuiu da seguinte forma: um para cada Centro de Dia SCML, o que totaliza 20; um a cada Serviço de Apoio Domiciliário SCML, o que totaliza 10; 31 a utentes previamente selecionados, provenientes dos vários serviços, desde o atendimento social, equipas de apoio a idosos, utentes de centro de dia e de serviço de apoio domiciliário. A atribuição de smartphones aos Centros de Dia e aos vários Serviços de Apoio Domiciliário permite um alcance muito maior do que apenas os 31 utentes selecionados. A ideia é que os smartphones atribuídos aos serviços sejam ‘portáteis’ e sejam levados a casa dos utentes beneficiários dessas mesmas respostas. Desta forma conseguimos garantir a mesma oportunidade de videochamada para familiares, amigos e técnicos a um número muito significativo de utentes SCML e que em muito ultrapassa os 31 beneficiários. Estes equipamentos estão também a ser utilizados para a realização de atividades online.

Há a hipótese de este projeto ser alargado a mais pessoas?

Sim. Pretende-se angariar mais smartphones, e assim poder apoiar mais pessoas, quer sejam ou não utentes da SCML.

Qual a importância de dar voz ao que nos vai na alma?  

É fundamental! O ser humano é por natureza um ser comunicante e a comunicação vai muito além da voz (comunicação verbal). Poder ver os outros, olhar nos olhos e com isso sentir-se acompanhado e ouvido (comunicação não verbal) torna a experiência de ‘dar voz ao que nos vai na alma’ muito mais rica e significante.


"Desconhecemos o que nos espera"

Face a uma sociedade em que se vive cada vez mais sozinho, Filipa Neves faz questão de salientar a importância que as novas tecnologias têm para quebrar as barreiras da solidão e do isolamento. "Nesta fase, todos desconhecemos o que nos espera ou quanto tempo mais a população idosa e mais vulnerável terá que se resguardar, deixando de poder conviver. Temos notado um aumento significativo do declínio físico e psicológico dos utentes por nós acompanhados e de acreditarmos que o recurso ao smartphone e a todas as suas potencialidades poderá ajudar a minimizar os impactos a longo prazo", confessa a responsável.

Filipa Neves acrescenta que ensinar os mais idosos a lidar com a tecnologia tem sido fácil, pela "motivação que sentem em poder ver familiares e amigos, bem como realizar atividades e com isso se sentirem mais acompanhados".  As equipas no terreno têm apoiado os utentes na utilização desta nova ferramenta.