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“Mais do que palavras é preciso ação”

Longevidade ativa só se consegue com o apoio de uma comunidade realmente envolvida.
20 de Agosto de 2020 às 11:20
José Graça, presidente do Movimento Democrático de Reformados e Pensionistas (MODERP)
José Graça, presidente do Movimento Democrático de Reformados e Pensionistas (MODERP)

O valor de uma pessoa é sempre superior ao da sua idade", diz José Graça, presidente do Movimento Democrático de Reformados e Pensionistas (MODERP), para quem "a longevidade ativa é fundamental, mas não se consegue sem o apoio de toda a comunidade verdadeiramente envolvida e solidária".

"Mais do que palavras é preciso ação", afirma este responsável, que também participou no workshop Políticas Públicas na Longevidade, da Santa Casa da Misericórdia, e para quem legislar não basta: é preciso pôr as leis em prática.

"O acesso a cuidados paliativos, a institucionalização em lares e o acompanhamento domiciliário continuam a ser das maiores fragilidades do nosso sistema, para quem não tenha reformas condignas. Enquanto uns escolhem a sua ‘residência sénior’, a outros resta um qua-quer lar ou casa de acolhimento clandestina", aponta.

Apesar do esforço das autarquias e do SNS, José Graça diz que é preciso ir mais longe e taxar a riqueza. "A sociedade tem de ter ricos, pessoas que criam, que investem na realização da sociedade, mas não obscenamente ricos, acumuladores de dinheiro." E dá um exemplo. "Se uma empresa introduz uma máquina que virá a substituir dez pessoas, essa máquina que leva ao afastamento e empobrecimento dos dez trabalhadores onera, também, a Segurança Social. É justo que a criação de riqueza que se alcança com a máquina seja tributada, proporcionalmente, ao valor criado", afirma.

O responsável contesta também que se dividam as pessoas por faixas etárias, como se não fôssemos "um todo inseparável". "Não poderíamos viver uns sem os outros", lembra.