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“A Santa Casa tem grupo de peritos para a Covid”

Utentes infetados têm apoio 24 horas por dia e reforço das visitas médicas.
27 de Agosto de 2020 às 10:18
Luís Afonso, diretor clínico da Direção de Saúde da Santa Casa
Luís Afonso, diretor clínico da Direção de Saúde da Santa Casa

Os lares geridos pela Santa Casa da Misericórdia são caso de sucesso no controlo da pandemia de Covid-19. Luís Afonso, diretor clínico da Direção de Saúde da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), explica as razões deste triunfo sobre a doença e fala do que mudou no acompanhamento terapêutico das ERPIs (Estruturas Residenciais para Idosos).

Como conseguiram controlar a Covid-19 nas ERPIs?

A Santa Casa criou um grupo de peritos para acompanhar a pandemia e estabeleceu um contrato com um laboratório para execução de testes à SARS- CoV-2, quer a utentes quer a colaboradores. Elaborou também um plano de contingência para a Covid-19 segundo as Orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS) e adequado a cada um dos equipamentos.

Que mensagem passaram aos colaboradores?

Informação sobre a necessidade de utilizar o equipamento de proteção individual de forma correta e adequada ao desempenho das tarefas de cada um.

E em caso de detetarem alguém infetado?

Sempre que ocorra um caso positivo na ‘comunidade’ é preciso testar todos os colaboradores e os residentes, e afastar a pessoa de imediato do equipamento, caso se trate de um colaborador. Para a situação de utente positivo criou-se a ‘zona Covid’, isolada, com colaboradores próprios, reforço de equipas de enfermagem. Há equipas de profissionais dedicadas à ‘zona Covid’ e independentes das restantes.

O que mudou na prática diárias das terapêuticas?

As orientações promovidas pelo Grupo Restrito tiveram como ‘carta de marear’ as orientações da DGS. Redistribuíram-se espaços, foram promovidas medidas de afastamento social, quer em zonas de refeições quer de lazer. Em alguns equipamentos foram criados turnos para as refeições. Criaram-se novas rotinas de limpeza e higienização de espaços individuais e coletivos.

E junto dos utentes?

Aqueles que toleravam máscara foram sensibilizados para a importância de a usar. Mas também para a lavagem frequente das mãos e higienização das mesmas com solução de base alcoólica. Todas as superfícies de contacto são desinfetadas regularmente: corrimãos, puxadores de portas, secretárias, teclados de computadores e outros de utilização comum.

Houve alterações no acompanhamento médico?

A prestação de cuidados aos utentes ‘Covid free’ foi mantida. Os utentes infetados, para além do apoio de equipas dedicadas 24/24h de enfermeiros e auxiliares passaram a ter reforço das visitas médicas. Os tratamentos de fisioterapia foram interrompidos conforme orientação da DGS, mas compensados de modo a garantir a mobilidade e a autonomia dos utentes.