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Apoio dos psiquiatras é fundamental nesta fase

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa reforçou a sua equipa de especialistas para lidar com os desafios colocados pela pandemia. Idosos agradecem a atenção extra.
27 de Agosto de 2020 às 10:32
Espaçamento das visitas dos familiares é uma das queixas mais referidas pelos idosos institucionalizados
Luís Afonso, diretor clínico da Direção de Saúde da SCML
Utentes não infetados continuaram a fazer fisioterapia
Frio pode trazer nova vaga de Covid-19, mas a Santa Casa está preparada
Espaçamento das visitas dos familiares é uma das queixas mais referidas pelos idosos institucionalizados
Luís Afonso, diretor clínico da Direção de Saúde da SCML
Utentes não infetados continuaram a fazer fisioterapia
Frio pode trazer nova vaga de Covid-19, mas a Santa Casa está preparada
Espaçamento das visitas dos familiares é uma das queixas mais referidas pelos idosos institucionalizados
Luís Afonso, diretor clínico da Direção de Saúde da SCML
Utentes não infetados continuaram a fazer fisioterapia
Frio pode trazer nova vaga de Covid-19, mas a Santa Casa está preparada

Luís Afonso, diretor clínico da Direção de Saúde da SCML admite que que as mudanças trazidas pela pandemia apanharam de surpresa os utentes das ERPIs, alguns dos quais "demonstraram alguma tristeza e dificuldade de aceitação da alteração das rotinas".

O espaçamento das visitas dos familiares e, por vezes, o isolamento, foram "as maiores dificuldades" dos idosos. Daí a importância que assumiu o facto da Santa Casa ter recorrido, ainda mais do que o habitual, "ao apoio da psiquiatria e dos enfermeiros com especialidade de Saúde Mental".

"Em alguns equipamentos houve até necessidade de contratar novos profissionais, nomeadamente Agentes de Geriatria e Apoio Comunitário e, pontualmente, de enfermeiros, de forma a manter a qualidade e eficiência dos serviços", garante o responsável. Assim que foi possível, as visitas dos entes queridos foram retomadas, mas por razões de segurança, "tiveram de ser espaçadas, quer na periodicidade, quer no tempo de duração".

Atenção que vem aí o outono

A primeira vaga da Covid-19 foi enfrentada, com sucesso, pelas ERPIs da Santa Casa, mas o diretor clínico da Direção de Saúde da instituição avisa que o perigo não passou.

"Vamos em breve enfrentar o outono/inverno, o que poderá complicar a gestão de uma segunda vaga face a coincidir com o arrefecimento ambiental e o aparecimento da gripe sazonal", alerta Luís Afonso.

Com vista a uma preparação contra males maiores, além da vacinação contra a gripe, os equipamentos da SCML vão apostar "nas medidas de autoavaliação e prevenção, no afastamento social recomendado e na utilização dos equipamentos de proteção individual preconizados". E a despistagem vai continuar. A Santa Casa contabiliza 7500 testes efetuados, mas está preparada para fazer muitos mais.

Centro de Alcoitão defende telemedicina no futuro

Uma das alterações que a pandemia de Covid-19 veio trazer à vida dos portugueses foi o aumento das experiências de telemedicina – um mecanismo que o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão sugere que se torne rotina no sistema de saúde deste equipamento da Santa Casa.

A prestação de cuidados de reabilitação à distância, através de consultas por videochamada, permitirá aos doentes irem ao médico sem terem de sair de casa e alargará a toda a gente o acesso simples e rápido a cuidados de saúde.

Segundo Isabel Amorim, uma das médicas responsáveis pelo desenvolvimento deste projeto do Centro de Alcoitão, o acesso online a consultas será um "completamento ou alternativa ao programa de reabilitação convencional, para casos selecionados".

O programa, que prevê consultas por videochamada com duração aproximada de 20 minutos, deverá mobilizar cerca de 50 profissionais.

Herdeiros da nova pandemia

O Covid-19 veio alterar o modo como pensamos, agimos e sentimos. Uma vez ultrapassada a situação pandémica qua assusta o Mundo e que levou à mobilização dos cientistas, à procura de uma vacina ou de um tratamento eficazes para combater a doença. Luís Afonso diz que não é certo e seguro que tudo regresse, calmamente, ao "normal" a que estávamos habituados antes de tudo isto ter começado, na província chinesa de Wuhan. Uma onda de receio invadiu as pessoas, sobretudo os mais vulneráveis à doença.

"Penso que no pós-Covid iremos assistir a algumas alterações comportamentais, quer pessoais quer sociais", diz o diretor clínico da Direção de Saúde da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

"A atual pandemia, na minha opinião, está a gerar em algumas camadas da sociedade uma nova pandemia: a pandemia da insegurança e do medo. Até que ponto pode vir a deixar sequelas futuras? Difícil de prever", conclui.