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Candidaturas abertas aos Prémios Santa Casa Neurociências

A SCML atribui todos os anos 400 mil euros a projetos de investigação científica ou clínica nas diferentes áreas das biociências.
25 de Junho de 2020 às 15:12
Rita Paiva Chaves, diretora do Departamento de Qualidade e Inovação da SCML, na apresentação dos vencedores dos Prémios Santa Casa Neurociências edição do ano passado
Rita Paiva Chaves, diretora do Departamento de Qualidade e Inovação da SCML, na apresentação dos vencedores dos Prémios Santa Casa Neurociências edição do ano passado

Por acreditar que não se deve abstrair da responsabilidade de procurar novas soluções e tratamento na área da saúde, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) já abriu as candidaturas para a 8ª edição dos Prémios Santa Casa Neurociências. Rita Paiva Chaves, diretora do Departamento de Qualidade e Inovação da SCML, fala em entrevista do investimento que é feito nesta área, da sua importância e da melhoria da qualidade dos projetos submetidos.

A SCML tem vindo a fazer um investimento cada vez maior nas áreas da ciência, inovação e tecnologia. Porquê esta aposta?

As respostas que conhecemos nos dias de hoje, nas diversas áreas da saúde (oncologia, pneumologia, imunologia), não surgiram sem investimento. Se existe um caminho no sentido da cura ou tratamento, não nos devemos abstrair dessa responsabilidade. Para com a comunidade, e sobretudo para com os nossos utentes.

Falo dos doentes com lesão medular, que de um dia para o outro vêm o resto da sua m dia para o outro vêm o resto da sua vida condicionada ou alterada (e de todo o impacto familiar, pessoal, profissional que tal acarreta), e dos doentes que sofrem de problemas demenciais ou outras patologias neurodegenerativas na segunda metade da vida.

Foram exatamente estas duas áreas que priorizamos, em 2013, no mapa de esforço do nosso investimento, e que se cumprem pela organização dos concursos e acompanhamento de projetos vencedores dos Prémios Santa Casa Neurociências (dois prémios de 200.000,00€ cada).

São realidades com que lidam diariamente?

São duas áreas críticas no dia a dia desta instituição. As lesões vertebro-medulares são uma das patologias mais impactantes na vida de uma pessoa: as probabilidades de recuperação são muito reduzidas e substancialmente limitadas, e o impacto pessoal e familiar é avassalador.

É uma das realidades bem presente no Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão, onde todos os dias estes profissionais de saúde trabalham incansavelmente para pequenos (e tão significativos) incrementos na autonomia dos utentes. Porque a barreira da ciência ainda não permitiu a regeneração de neurónios funcionais ao longo da coluna, "curando" a lesão.

No caso dos problemas neurodegenerativos associados ao envelhecimento, também facilmente se entende a necessidade deste investimento. Os estados demenciais são, como já o eram, em 2013, uma das prioridades em saúde pública pelo tendente de crescimento da sua prevalência.

Já foi possível, entretanto, ver aplicadas no terreno algumas das investigações premiadas?

Infelizmente, e na escala desejável, não. Todas as descobertas científicas em saúde necessitam de ser validadas por criteriosas fases de segurança, que demoram vários anos. No entanto, todos os projetos financiados (14 desde 2013, no que respeita aos Prémios Santa Casa Neurociências) foram palco de significativos avanços no conhecimento, com um número considerável de indicadores científicos (mais de 600), o que possibilitou que muitos deles conseguissem obter outras formas de financiamento complementar, e estejam hoje muito mais perto de nos trazer respostas promissoras.

Passados sete anos, não temos qualquer dúvida de que o nosso contributo foi fundamental para o encontro do nosso objetivo, que é ver chegar melhores e mais eficazes respostas aos nossos utentes.

Quem pode concorrer aos Prémios Santa Casa neurociências?

Profissionais de saúde ou investigadores nas áreas das biociências, nomeadamente neurologia, neuropatologia, bioquímica, biologia molecular, genética molecular, química, farmacologia, imunologia, fisiologia, biologia celular, entre outros, desde que afiliados numa instituição portuguesa de ensino superior, de saúde ou centro de investigação, público ou privado.

Qual o valor dos prémios a atribuir?

Os Prémios Santa Casa Neurociências disponibilizam anualmente 400 mil euros em duas linhas de investigação, de 200 mil euros cada.

Qual a qualidade das candidaturas que têm recebido?

Ao fim de sete edições concluídas, fomos sensíveis a uma evolução substancial na qualidade. Sabemos que temos uma comunidade científica muito dedicada e de muita qualidade, focada não só na doença mas, sobretudo, e cada vez, mais no doente. É também um orgulho verificar que os elementos internacionais que integram o júri ficam sempre, inevitavelmente, muito bem impressionados com a qualidade dos investigadores e instituições de ciência em Portugal.