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Desafios e virtudes da longevidade

Refletir sobre a valorização dos mais velhos e o seu papel na sociedade foi a preocupação central da segunda edição do simpósio ‘Interações’
12 de Dezembro de 2019 às 13:19

Organizado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o evento 'Interações’, subordinado ao tema ‘Expectativas e Potencialidades’, pretendeu ser essencialmente um espaço de partilha de conhecimentos e expectativas relativamente às questões relacionadas com os desafios e as virtudes do envelhecimento e a melhoria da qualidade de vida dos mais velhos, no âmbito do programa ‘Lisboa, Cidade de Todas as Idades’.

Na sessão de abertura, em que participaram o provedor da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, e o secretário de Estado da Segurança Social, Gabriel Bastos, foi discutida a lógica da intervenção partilhada para problemas transversais a todos. Edmundo Martinho dirigiu as suas primeiras palavras a todos os parceiros que integram o programa, pois só esta partilha de "esforços, objetivos, recursos e, sobretudo, de ambições" o tornam viável.

"Este simpósio foi um lugar para perceber todos os desafios que temos pela frente, em questões de longevidade, mas essencialmente as soluções que podemos testar, as que podemos pôr em prática e, fundamentalmente, ajudar-nos a perceber as nossas fragilidades e aquilo que podemos melhorar, para aumentar a qualidade de vida dos cidadãos de Lisboa, mas, em boa medida, também a nível nacional", afirmou o provedor da Santa Casa. A ideia foi igualmente defendida pelo secretário de Estado da Segurança Social.

Sobre o programa ‘Lisboa, Cidade de Todas as Idades’, Gabriel Bastos afirmou não ter dúvidas de que "será um instrumento transformador da cidade, tornando-a mais inclusiva e participativa a todas as pessoas".

O secretário de Estado explicou que "é necessário um esforço concertado, por parte de todos os atores sociais, no sentido de uma estratégia coerente e integrada", de maneira a "testar soluções e apontar caminhos alternativos".

Durante a sessão, Maria da Luz Cabral, coordenadora da Unidade de Missão da Santa Casa, apresentou ainda os resultados do projeto Radar, que se destina a identificar pessoas com mais de 65 anos que estejam em situações de vulnerabilidade.

Para o administrador de ação social da Misericórdia de Lisboa, Sérgio Cintra, este projeto "foi essencial" para constatarmos que as expectativas destas pessoas variam de território para território. "O que um vizinho do primeiro andar necessita não é o mesmo que o vizinho do segundo andar precisa. Por isso, a resposta deve ser individualizada e numa lógica de partilha entre todos os nossos parceiros", disse.

O evento contou ainda com painéis de discussão, momentos musicais e três mesas redondas, cada uma delas dedicada a um dos três eixos do programa ‘Lisboa, Cidade de Todas as Idades’: Vida Ativa, Vida Autónoma e Vida Apoiada.

Radar permite conhecer e também cuidar 

No âmbito do projeto ‘Radar’, dezenas de técnicos superiores em equipas multidisciplinares da Misericórdia de Lisboa percorreram diariamente as ruas da cidade para conhecerem esta população e perceber quais são os seus maiores desafios e expectativas.

De acordo com os dados revelados por Maria da Luz Cabral, já foram até ao momento identificadas 23 500 pessoas. Destas, apenas duas pessoas se encontravam no nível 1 de carência (o mais gravoso) e cerca de 92% encontram-se no nível 5, o menos crítico.

"Na verdade, o projeto ‘Radar’ iniciou-se como um levantamento, mas tem vindo a ganhar cada vez mais uma vertente de operacionalização, tornando-se numa ferramenta também para a prevenção das situações e que nos permite, no terreno, concretizar o objetivo de falar, escutar e cuidar", afirmou Maria da Luz Cabral.