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Investir na ciência para tratar do futuro

O Teatro Thalia, em Lisboa, recebeu na passada terça-feira a cerimónia de entrega dos Prémios Santa Casa Neurociências, uma das maiores bolsas portuguesas atribuídas exclusivamente a investigadores nacionais.
28 de Novembro de 2019 às 12:49
O Teatro Thalia recebeu a cerimónia de entrega dos Prémios Santa Casa Neurociências
O Teatro Thalia recebeu a cerimónia de entrega dos Prémios Santa Casa Neurociências

Este ano, o Prémio Mantero Belard (200 mil euros) premiou o projeto ‘Sincronizar’, uma investigação no âmbito das doenças neurodegenerativas associadas ao envelhecimento (como a doença de Parkinson), desenvolvida pela equipa liderada pelo investigador Fábio Teixeira (Universidade do Minho em parceria com o instituto francês Neurospin). Já o  Prémio Melo e Castro 2019 foi atribuído ao projeto Spiny, um estudo que potencia a recuperação e tratamento de lesões vertebromedulares, liderado pela investigadora Mónica Sousa e desenvolvido pelas Universidades do Porto e Algarve. Ao CM, Rita Paiva Chaves,  diretora do Departamento de Qualidade e Inovação da SCML, explicou a importância destas distinções na estratégia da Santa Casa para fazer face aos problemas colocados pelo envelhecimento populacional.

"Estes Prémios foram instituídos na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa em 2013, sob o lema ‘Investigação por Boas Causas’.  Foi o primeiro instrumento de financiamento de ciência biomédica regular que se instituiu na Santa Casa, no domínio das neurociências. Com esta iniciativa, a SCML pretendeu promover avanços no tratamento e nos cuidados de saúde de excelência em áreas prioritárias da atuação da SCML e da sociedade atual: a recuperação e tratamento de lesões vertebromedulares  (Prémio Melo e Castro) e o tratamento de doenças associadas ao envelhecimento, como as doenças de Parkinson e de Alzheimer (Prémio Mantero Belard)", disse.

Uma iniciativa que se insere claramente numa estratégia de incentivo à investigação com os olhos postos no futuro.

"A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem vindo a reforçar a sua aposta na investigação científica de forma consistente, com especial enfoque e destaque nas diferentes áreas das neurociências onde a investigação assume um principal relevo na promoção da melhoria da qualidade de vida de quem está afetado por doenças que são, na sua maioria, devastadoras".

Na sessão do teatro Thalia, além da entrega de prémios aos representantes das duas equipas vencedoras, houve ainda tempo para falar sobre a importância da investigação clínica e da  inovação biomédica nas unidades da SCML.

A mesa redonda contou com a participação de Nuno Sousa, presidente da Escola de Saúde do Minho e diretor do Centro Clínico Académico de Braga, Helena Canhão, professora catedrática convidada de Epidemiologia e Investigação Clínica da escola Nacional de Saúde Pública, e líder do projeto, e diretora da equipa médica da Patient Innovation e Joana Lobo Antunes, comunicadora de Ciência (IST e UNL) e Presidente da Rede portuguesa de comunicadores de ciência.

Uma academia mais envolvida

Qual o benefício deste envolvimento com a academia?

Acreditamos que com o investimento que fazemos através destes concursos desde 2013, conseguimos aumentar a atenção dos investigadores para estas áreas específicas e catalisar o aparecimento de respostas concretas para os doentes.

Qual o montante do investimento nesta área?

Os prémios atribuídos pela Santa Casa preveem um investimento anual  de 400 mil euros. Associado a outros projetos de financiamento também no domínio das neurociências, a SCML totaliza em 2019 um investimento em investigação na área das neurociências superior a três milhões de euros ao longo dos últimos sete anos.  Este envolvimento não passa apenas pelo financiamento. Os projetos são acompanhados regularmente pela Santa Casa, que promove várias iniciativas para juntar clínicos, cientistas, doentes e familiares. Acreditamos que este contacto potencia e alinha as prioridades e objeto de investigação, pelas próprias prioridades dos doentes.

Foi fácil escolher os vencedores?

Creio que perante um tecido científico tão produtivo e perante projetos candidatos tão robustos, originais, com enorme potencial e oriundos das melhores instituições de ciência nacionais, essa escolha não deve ser fácil para o nosso júri.