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Correio da Manhã

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O primeiro dia das chamadas que apaziguam a saudade

Ninguém sabe quanto tempo vai durar a pandemia, mas o agravamento do isolamento social dos mais velhos já é uma realidade que a SCML quer contrariar.
13 de Agosto de 2020 às 13:58
Dona Fernanda Barbosa a receber um smartphone em casa para poder passar a ver os rostos de amigos e familiares
As equipas apoiam os utentes nas chamadas
Chamadas com vídeo vieram dar outra emoção aos telefonemas
Dona Fernanda Barbosa a receber um smartphone em casa para poder passar a ver os rostos de amigos e familiares
As equipas apoiam os utentes nas chamadas
Chamadas com vídeo vieram dar outra emoção aos telefonemas
Dona Fernanda Barbosa a receber um smartphone em casa para poder passar a ver os rostos de amigos e familiares
As equipas apoiam os utentes nas chamadas
Chamadas com vídeo vieram dar outra emoção aos telefonemas

Aos 88 anos, dona Fernanda Barbosa fez a primeira chamada para a nora por smartphone. Do outro lado da linha ouviu-se logo: "Todos os dias, várias vezes, vamos falar por aqui. Esta noite já lhe vou ligar." Entusiasmada com o seu novo telefone D. Fernanda não se contém: "Agora é que vai ser. Vou ter netos e bisnetos a ligar."

"Tinha um telemóvel dos antigos que só dava para ouvir. Às vezes, falava com pessoas a quem só conheço a voz", conta. Para Adriano Moreira, de 53 anos, tornou-se mais agradável e intenso comunicar com a filha, que está na Suíça: "Agora, já os posso ver. Nunca usei WhatsApp porque o antigo telemóvel não serve para nada, mas sei como funciona." O medo do vírus mantém Adriano em casa. "Às vezes vêm amigos aqui à porta: ‘Ó Adriano, anda daí’, mas nunca vou. Quando quero falar com alguém pego no telemóvel e ligo para essa pessoa. Agora, com este telemóvel, até posso vê-los", constata.

O rosto da voz amiga

Tão importante para o sucesso do projeto como os próprios aparelhos digitais é ter alguém do outro lado da linha, pronto a receber ou a fazer uma chamada.  As famílias e, particularmente, os mais jovens também estão a gostar das novas capacidades tecnológicas dos avós. A possibilidade de ficarem mais próximos e poderem ver o rosto dos seus familiares após vários meses de distância, é uma motivação adicional para todos.

De igual modo, as terapias desenvolvidas à distância são agora feitas com recurso aos smartphones. O apoio que alguns dos utentes recebiam por parte dos psicólogos, por exemplo, passou a ser feito por videochamada, para que os mais velhos pudessem finalmente conhecer o rosto da voz amiga que está do lado de lá....

Qualquer pessoa pode ajudar o projeto a crescer

Qualquer um de nós pode fazer parte deste novo projeto e ajudar a dar voz a mais pessoas, através da doação de equipamentos.  "A iniciativa consiste na recolha de telemóveis ou tablets usados, com capacidade para a realização de videochamadas, que, depois de formatados e verificados, são oferecidos a quem não dispõe de um", conta ao CM Filipa Neves.

O trabalho de formatação ficará depois a cargo da Câmara Municipal de Lisboa e todos os telefones oferecidos vão incluir um cartão de dados que é válido por três meses. O processo de doação é muito simples. "Os equipamentos podem ser entregues nos pontos de recolha disponíveis no site da campanha (em várias juntas de freguesia da cidade Lisboa), conforme informação veiculada no site. O equipamento, por sua vez, deverá estar a funcionar e em bom estado de conservação", explica Filipa Neves.