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Plataforma permite acompanhar seniores

Plataforma digital está a permitir dar continuidade ao projeto Radar
26 de Março de 2020 às 10:40
No apoio a idosos, encontra-se em pleno funcionamento o Serviço de Apoio Domiciliário
Hospital de Sant’Ana passa a assegurar a traumatologia ortopédica cirúrgica do Hospital São Francisco Xavier
O Radar continua muito ativo
Nas Estruturas Residenciais as visitas estão canceladas
Acesso às refeições no Centro dos Anjos segue restrições da DGS
No apoio a idosos, encontra-se em pleno funcionamento o Serviço de Apoio Domiciliário
Hospital de Sant’Ana passa a assegurar a traumatologia ortopédica cirúrgica do Hospital São Francisco Xavier
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Nas Estruturas Residenciais as visitas estão canceladas
Acesso às refeições no Centro dos Anjos segue restrições da DGS
No apoio a idosos, encontra-se em pleno funcionamento o Serviço de Apoio Domiciliário
Hospital de Sant’Ana passa a assegurar a traumatologia ortopédica cirúrgica do Hospital São Francisco Xavier
O Radar continua muito ativo
Nas Estruturas Residenciais as visitas estão canceladas
Acesso às refeições no Centro dos Anjos segue restrições da DGS

Em virtude das atuais circunstâncias desencadeadas pela pandemia provocada pelo novo coronavírus, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) adotou várias medidas de prevenção, reformulou formas de atuação em vários dos seus equipamentos e adaptou os horários de funcionamento ao novo cenário epidemiológico nacional nomeadamente: No que diz respeito ao apoio a idosos, encontra-se em pleno funcionamento o serviço de apoio domiciliário, que inclusivamente foi agora alargado de modo a chegar a todos aqueles que dele precisam.

Para proteger utentes e funcionários, todos os centros de dia da SCML estão encerrados temporariamente até o dia 9 de abril. No entanto, está a ser fornecida a alimentação a todos os utentes que necessitam deste apoio. Adicionalmente, está a ser prestado apoio telefónico diário a todos os utentes de Centro de Dia, Serviço de Apoio Domiciliário e Equipa de Apoio a Idosos.

Para evitar a propagação do Covid-19, a SCML retirou do terreno os mais de 400 voluntários da instituição. Alguns destes voluntários continuam a partir de casa a manter o apoio mais emocional às pessoas através de contactos telefónicos. Em plena atividade continua o Projeto Radar, conforme explicou ao CM o responsável pela Unidade de Missão da SCML para o programa Lisboa, Cidade de Todas as Idades.

"Quando terminámos a 3.ª fase do Projeto Radar tínhamos entrevistado 30 mil seniores de todas as freguesias (o correspondente a 23 por cento da população 65 + da cidade de Lisboa boa). Isto permitiu-nos conhecer a realidade destas pessoas e as suas necessidades e problemas. Permitiu-nos ainda constituir uma rede de parceiros (radares) com as entidades locais (ARS, Juntas de Freguesia, PSP) e também com radares comunitários (farmácias, cafés, restaurantes), pois são estes os primeiros a detetar quando algo vai mal com esta população", recorda o responsável.

Só que agora veio o Covid-19 e toda esta estrutura teve de ser adaptada. "Felizmente já tínhamos a plataforma. E se inicialmente esta servia para ligar todas as entidades, para que houvesse sinergias e articulação dos recursos, neste atual contexto esta plataforma revelou realmente o que vale, porque agora é através dela que está a ser feito todo este acompanhamento", conta Mário Rui André.

Além disso, os jovens técnicos estão a contactar telefonicamente os 30 mil lisboetas seguidos pelo projeto, tendo já conseguido alcançar oito mil pessoas para fazer as devidas reavaliações.

"Às Juntas de Freguesia foi também disponibilizámos os contactos diretos destas pessoas, para que possam no terreno (via telefone) dar continuidade a este acompanhamento, conta Mário Rui. Esta é uma fase particularmente difícil para a sociedade e sobretudo para quem está sozinho mas também recompensadora: "as pessoas agradecem, sentem-se confortadas por as instituições estarem preocupadas. A nós, mostrou- -nos todo o valor da plataforma e do Projeto Radar."

No terreno em tempos de crise

Em plena crise sanitária e social, os técnicos e voluntários do Projeto Radar continuam a prestar apoio aos muitos milhares de idosos que estão em isolamento na cidade.

Verdadeiros especialistas a derrubar as paredes da solidão, como Joana Nascimento, 25 anos, licenciada em Serviço Social e envolvida no Radar há um ano e três meses. "São pessoas que já mesmo antes da pandemia viviam isoladas. Muitas em prédios totalmente ocupados por Alojamento Local ou impossibilitadas de sair à rua por problemas de mobilidade, mas às quais esta crise soma novos problemas. Muitas contavam com o senhor do café ou o senhor da farmácia - os tais radares comunitários que o projeto identificou - para lhes trazer a comida ou um medicamento e agora estavam preocupadas que até isso lhes faltasse", conta Joana.

Mas não vai faltar. Em articulação com as Juntas de Freguesia (e graças a um corpo de voluntários mobilizado por estas), a Santa Casa está a entregar porta a porta as refeições quentes e os medicamentos. E para que ninguém fique de fora é preciso atender às dificuldades de cada um: "Quando sentimos que um idoso não consegue contactar telefonicamente a Junta, criamos na plataforma do Projeto Radar uma atividade para a Junta de Freguesia, fornecendo os respetivos contactos da pessoa, a fim de viabilizar da mesma forma esse apoio", diz

"Tristes por não ir à rua"

Diana Ferreira (29 anos) é uma das técnicas de Educação Social e Intervenção Comunitária da SCML que, no novo contexto pandémico, passa os seus dias ao telefone com os mais idosos da cidade de Lisboa. Alguns deles já conhecia do tempo em que andava no terreno. A outros, ouve-lhes pelas primeira vez a voz e as dores ao telefone.

"Há todas as reações possíveis. Alguns estão muito tristes por não poderem ir à rua, pois era a única oportunidade que às vezes tinham de falar com alguém. Outros estão muito preocupados com a saúde de filhos, netos e até com a nossa, porque sabem que continuamos no ativo. E também há aqueles que temos de sensibilizar para a gravidade do problema e para a necessidade de acatarem todos os cuidados", contou ao CM.

Proteger os utentes mais frágeis obriga a cancelar visitas

Atuando junto de uma população de risco, todas as Estruturas Residências para Idosos da Santa Casa da Misericórdia encontram-se em pleno fundamento. Tal como preconizado pelo Governo, e visto que estas instituições albergam pessoas particularmente frágeis quando sujeitas à exposição viral, foram tomadas medidas excecionais para prevenir o contágio que levaram ao cancelamento das habituais visitas.

Hospital de Sant’Ana apoia SNS

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem estado a apoiar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) com a cedência de ventiladores e uma parceria com uma das suas unidades de saúde.

A tendendo ao contexto de pandemia, o Hospital de Sant’Ana, na Parede, disponibilizou- -se para colaborar com o SNS, nomeadamente através do Protocolo, de longa data, estabelecido com o Hospital S. Francisco Xavier (integrado no Centro Hospitalar Lisboa Ocidental), formalmente estabelecido desde 2004, mas que teve início desde 1987.

O Hospital de Sant’Ana passa a assegurar a totalidade da traumatologia ortopédica cirúrgica do Hospital S. Francisco Xavier, de doentes com teste Covid-19 negativo.

De forma a apoiar o SNS nas suas carências, foram também cedidos dois ventiladores e, em breve, será entregue o terceiro. Fundado em 1904, o Sanatório de Sant'Ana - atualmente Hospital de Sant'Ana, pertence à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Esta unidade de Saúde ganhou notável reputação, quer no âmbito da Ortopedia em Portugal, quer na prestação de cuidados de saúde especializado, investigação e formação dos seus profissionais.

Como reclamar prémios dos jogos

O plano de contingência da SCML implica também mudanças a nível dos Jogos Santa Casa. Até agora, os prémios de valor igual ou superior a 5000 euros tinham que ser reclamados presencialmente numa das delegações dos Jogos Santa Casa, em Lisboa ou no Porto. De acordo com o Plano de Contingência da SCML para o Covid—19, os apostadores deixam de poder ir às delegações dos Jogos Santa Casa em Lisboa e no Porto para levantar os prémios, nomeadamente os de valor igual ou acima dos 5000 euros (que era obrigatório). Assim, os pagamento dos prémios de valor igual ou superior a 5000 euros podem ser pagos após o fim do estado de emergência, devendo para o efeito o apostador guardar o talão premiado, ou em alternativa, enviar um email para premios@jogossantacasa.pt com os documentos digitalizados necessários que podem ser consultados no portal dos Jogos Santa Casa.

População sem-abrigo também está protegida

Para apoiar a população em situação de sem-abrigo, a SCML (com a Cruz Vermelha Portuguesa) está a trabalhar num pavilhão do Casal Vistoso, com capacidade para 40 pessoas e que funciona diariamente entre as 9h00 e as 18h00, a par com o pavilhão da Tapadinha, em Alcântara, disponibilizado pelo Atlético Clube de Portugal. A SCML disponibilizou ainda a Casa do Lago, em S. Domingos de Benfica, com capacidade para 20 pessoas.