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Radar volta às ruas para alargar a sua missão

Projeto chega a cerca de 30 mil idosos da cidade de Lisboa, mas quer ir muito mais longe.
3 de Setembro de 2020 às 10:14
Equipas da SCML sensibilizam os parceiros locais para o valor do projeto RADAR
Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Sérgio Cintra com a sua equipa, no terreno, ajuda a divulgar este programa
 Em confinamento, os contactos telefónicos da SCML foram reforçados
Equipas da SCML sensibilizam os parceiros locais para o valor do projeto RADAR
Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Sérgio Cintra com a sua equipa, no terreno, ajuda a divulgar este programa
 Em confinamento, os contactos telefónicos da SCML foram reforçados
Equipas da SCML sensibilizam os parceiros locais para o valor do projeto RADAR
Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Sérgio Cintra com a sua equipa, no terreno, ajuda a divulgar este programa
 Em confinamento, os contactos telefónicos da SCML foram reforçados

Perceber quem são, onde e como vivem os idosos em risco é o objetivo do projeto RADAR, uma ideia da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que envia para a rua equipas incumbidas da missão de detetar quem mais precisa. Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da SCML, explica que a iniciativa nasceu em finais de 2018 e "constitui uma das medidas operacionais do Programa ‘Lisboa Cidade de Todas as Idades’".

A finalidade é "proceder ao levantamento das necessidades, potencialidades e expectativas das pessoas com mais de 65 anos de Lisboa" e, até ao momento, já chegou a cerca de 30 mil idosos, "aproximada mente 23% deste segmento populacional" da capital.

"A gestão da informação recolhida é feita através da Plataforma RADAR, que se pretende que venha a ser uma ferramenta digital de referência na gestão da problemática da longevidade e envelhecimento na Cidade de Lisboa", explica o responsável, acrescentando que a ideia é "aumentar a percentagem de pessoas que venham a integrar a plataforma".

Para que esta se torne "num instrumento cada vez mais poderoso na gestão do desafio do envelhecimento". Criado em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, a PSP, a Segurança Social/ISS, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e a Rede Social de Lisboa, o projeto RADAR implica a "partilha de informação e facilitação da comunicação entre as entidades, bem como a ativação de respostas de forma eficaz". "Importante é que os parceiros que têm acesso à plataforma passem a utilizá-la em benefício das pessoas.

As três palavras-chave para a consolidação do projeto são: Apropriação (por parte dos envolvidos), Atualização (de modo a que os dados não percam validade) e ‘Alimentação’ (de modo a que esta plataforma chegue à maior parte da população)", explica Sérgio Cintra. Uma boa notícia é que o RADAR está a conquistar, cada vez mais, o envolvimento de forças locais.

"Temos seis juntas de freguesia que, juntamente com as equipas da SCML, podem realizar entrevistas e integrar dados na plataforma. Em breve, a PSP também terá um perfil de acesso que permitirá aos agentes ‘alimentar’ a plataforma RADAR. Não queremos que ninguém fique para trás", conclui o responsável.

Equipas promovem novas ações e reforçam os laços

Após serem identificados e os seus dados inseridos na Plataforma RADAR, os idosos são seguidos "ativamente", por telefone, pelas equipas da SCML. Os entrevistadores detetam, assim, as "vulnerabilidades ao nível das necessidades humanas básicas" – como a alimentação ou os cuidados de saúde – mas também das necessidades psicoemocionais dos seniores, conforme explica Sérgio Cintra, administrador da Ação Social da SCML. "Quando detetam alguma necessidade, os entrevistadores abrem, através da plataforma, uma ou mais atividades de encaminhamento para o parceiro mais adequado a dar-lhe resposta", explica o responsável. E a resposta tanto pode vir da Administração Regional de Saúde como da PSP (caso, por exemplo, se trate de um problema de segurança ou de violência doméstica). A Câmara Municipal de Lisboa dá apoio nas áreas de teleassistência e pequenas obras e à Santa Casa estão reservados problemas de ação social, apoio domiciliário e acompanhamento técnico por equipas específicas. Durante o confinamento, e seguindo as indicações da DGS, as equipas deixaram o trabalho de rua, mas reforçaram os contactos telefónicos e Sérgio Cintra garante que apoio não faltou. Agora, há que recuperar o tempo perdido, com novas ações de rua agendadas. ‘Atualizar para melhor servir’ é o lema da ação e ninguém ficará para trás.

Jovens são chamdos a ajudar idosos que precisam

Para ajudar os outros é preciso ter um perfil especial e, acima de tudo, muito espírito de missão. Já agora, alguma formação académica também ajuda. Sérgio Cintra explica que as suas equipas de rua – que atualmente são também responsáveis pelos contactos telefónicos desenvolvidos no âmbito da pandemia pela Covid-19 – "são constituídas por recém-licenciados de diferentes áreas do conhecimento, em particular das áreas das Ciências Sociais e Humanas". Para que se enquadrem da melhor forma na equipa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, é preciso terem "capacidade de empatia, escuta ativa, capacidade de comunicação e relacionamento com as pessoas mais velhas em situação de vulnerabilidade". É ainda fundamental que se consigam articular com os restantes parceiros comunitários do projeto RADAR, que continua a crescer todos os dias e a abarcar cada vez mais pessoas e energias.

Saúde e higiene habitacional são as maiores preocupações

Quase 25% dos idosos abordados pelas equipas de entrevistadores da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa admitem sentir dificuldades em fazer a higiene habitacional, seguindo-se, por ordem de importância, as necessidades de cuidados de saúde (referidas por 19,3% das pessoas inquiridas).

As dificuldades na realização das tarefas da vida diária (15,2%) e a carência económica (13%) surgem logo a seguir na lista de preocupações dos mais velhos. Pouco mais de 14% dos idosos abrangidos pelo programa RADAR até agora revelam sinais de isolamento. As equipas detetaram ainda dificuldades em vestir (apontadas por 8% dos cidadãos seniores), falta de orientação (2,2%) e maus-tratos (em 60 idosos, ou seja, 0,93% dos entrevistados).