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Santa Casa prepara-se para enfrentar o vírus Covid-19

A SCML está a desenvolver ações de divulgação junto dos colaboradores, cumprindo as orientações e as recomendações da Direção-Geral de Saúde.
12 de Março de 2020 às 09:09
Se sentir alguns dos sintomas associados à Covid-19, não corra para as urgências ou para o centro de saúde. Ligue para a Linha SNS 24 (808 24 24 24)
Jorge Torgal, médico, professor catedrático em Saúde Pública na Universidade Nova e diretor do Grupo de Trabalho do plano de contingência da SCML para a Covid-19
Se sentir alguns dos sintomas associados à Covid-19, não corra para as urgências ou para o centro de saúde. Ligue para a Linha SNS 24 (808 24 24 24)
Jorge Torgal, médico, professor catedrático em Saúde Pública na Universidade Nova e diretor do Grupo de Trabalho do plano de contingência da SCML para a Covid-19
Se sentir alguns dos sintomas associados à Covid-19, não corra para as urgências ou para o centro de saúde. Ligue para a Linha SNS 24 (808 24 24 24)
Jorge Torgal, médico, professor catedrático em Saúde Pública na Universidade Nova e diretor do Grupo de Trabalho do plano de contingência da SCML para a Covid-19

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) está em alerta máximo face à Covid-19, uma ameaça particularmente significativa tendo em conta a esfera de intervenção da SCML, que inclui uma grande quantidade de equipamentos e atividades (inclusive hospitalares), nas quais presta apoio social e cuidados médicos a uma ampla população, muita da qual fragilizada.

A SCML está a desenvolver ações de divulgação junto dos colaboradores, no sentido de preparar todos os intervenientes para uma atuação concertada, planeada e calendarizada, sempre cumprindo as orientações e as recomendações da Direção-Geral de Saúde.

"A SCML adotou um plano de contingência em que detalha medidas gerais e medidas particulares para cada um dos seus estabelecimentos. E isto é particularmente importante porque a SCML tem desde casas de acolhimento para pessoas sem-abrigo a hospitais ou lares de idosos, que obviamente carecem de respostas diferentes e, por isso, existem planos específicos para cada um dos estabelecimentos", explicou Jorge Torgal, médico, professor catedrático em Saúde Pública na Universidade Nova e diretor do Grupo de Trabalho do plano de contingência da SCML para a Covid-19.

Relativamente à população sénior, Jorge Torgal esclarece que não houve qualquer restrição às visitas ("nem em número nem em horário"), reconhecendo, no entanto, que tem havido uma grande "pressão social" nesse sentido.

"É possível que no futuro venham a ser tomadas outras medidas, consoante a evolução epidemiológica e as diretrizes da Direção-geral de Saúde e do Governo, mas para já não há necessidade pois não se considera que haja ainda um vírus circulante", afirmou.

O médico aproveitou ainda para explicar melhor este conceito: "Para todos os casos da doença registados até ao momento na região de Lisboa, conhece-se qual foi a fonte de contágio. Ou seja, a origem", explicou ao CM o especialista Jorge Torgal.

Para já, o plano contempla todas as medidas necessárias para prevenir e minimizar uma eventual contagiosidade, através de uma comunicação adequada e da adoção de medidas de higiene pessoal e das instalações e, depois, inclui anexos com as diretrizes específicas para cada tipo de resposta social.

"As dúvidas e os medos dos mais velhos não têm chegado diretamente aos meus ouvidos, mas vou sabendo pelos directores das instituições que têm conseguido dar uma resposta à altura desses anseios. Há efectivamente um clima social de maior apreensão e nervosismo que é muito natural entre os mais velhos. Eles enquadram-se precisamente nessa franja da população de maior fragilidade e mais suscetível à doença", disse Jorge Torgal.

Hoje mesmo, o médico e diretor do plano de contingência da SCML estará presente numa reunião com a grande maioria desses responsáveis da SCML, onde será debatido o tema que é "um grande desafio para a Santa Casa pelas suas responsabilidades próprias".

Medidas defensivas

Se sentir alguns dos sintomas associados à Covid-19, não corra para as urgências ou para o centro de saúde. Neste caso, é preferível contactar a Linha SNS 24 (808 24 24 24), que irá encaminhá-lo para o serviço mais adequado.

1. Concentrações

Graça Freitas, diretora-geral da saúde já afirmou que a taxa de ataque do novo coronavírus pode ser "terrífica, em espaços fechados", como aconteceu com os passageiros que ficaram em quarentena a bordo do navio japonês. Por isso, nesta altura, evite permanecerem locais com maior afluência de pessoas. Faça-o só em caso de extrema necessidade.

2. Ensinar as crianças

As crianças podem ser um foco de contágio se não forem tomadas as devidas precauções. Ensine-as a lavar as mãos com frequência, a usar o braço quando espirram e a descartar de imediato os lenços que utilizam sem os deixar pousados nas superfícies. Esta é uma medida que protegerá toda a família.

3. Ligar ao médico

Não deixe de tomar a sua medicação regular e siga o seu plano de cuidados de saúde conforme estipulado pelo médico assistente. Se tiver alguma dúvida ou receio, opte por ligar em vez de se dirigir de imediato ao consultório, onde poderá ser exposto a fontes de contaminação.