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Santa Casa promoveu 3500 testes em lares

Testar é essencial para prevenir focos de contágio nos lares. No concelho de Lisboa foram feitos testes em 122 unidades residências.
14 de Maio de 2020 às 11:01
A Quinta Alegre é uma Estrutura Residencial para Idosos (ERPI) da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Estrutrura Residencial do Bairro Padre Cruz em Telheiras
A Nova Medical School faz milhares de testes de despistagem à Covid-19
A Quinta Alegre é uma Estrutura Residencial para Idosos (ERPI) da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Estrutrura Residencial do Bairro Padre Cruz em Telheiras
A Nova Medical School faz milhares de testes de despistagem à Covid-19
A Quinta Alegre é uma Estrutura Residencial para Idosos (ERPI) da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Estrutrura Residencial do Bairro Padre Cruz em Telheiras
A Nova Medical School faz milhares de testes de despistagem à Covid-19

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) e a Faculdade de Ciências Médicas da Nova Medical School, da Universidade Nova de Lisboa, assinaram um protocolo com o objetivo de estabelecer uma parceria técnica, logística e financeira, através da realização de testes de despistagem da doença Covid-19 a amostras provenientes dos utentes e trabalhadores das Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI´s) e lares residenciais na cidade de Lisboa sob coordenação da instituição.

A parceria com a Nova Medical School já está até a dar frutos no combate à Covid-19 desde o início de Abril, através da atuação das Equipas de Intervenção Preventiva da SCML, coordenadas por Maria da Luz Cabral: "Já foram feitas despistagens a cerca de 3500 funcionários de 122 instituições da capital".

As razões não podiam ser mais claras. "Prevenir e testar os funcionários é a forma mais evidente e capaz de proteger, promover saúde e percorrer o caminho que se avizinha nos próximos meses e que não sabemos ainda muito bem como será", justificou a coordenadora.

A Nova Medical School disponibilizou os seus recursos laboratoriais e as análises iniciaram- -se a 6 de Abril.

"Esta parceria surgiu ainda numa altura inicial da pandemia, quando ainda existiam problemas a nível dos materiais, zaragatoas e reagentes, e também poucos laboratórios com capacidade para dar resposta à crescente necessidade de testagem", lembrou a responsável.

Com este protocolo, porém, conseguiu-se obter respostas em 48 horas. "E estamos a trabalhar para que o processo possa ser ainda mais rápido", acrescentou Maria da Luz Cabral.

A urgência é parte implicada no sucesso do projeto, pois quanto mais depressa se diagnosticar, mais depressa se pode promover os devidos cuidados de saúde ao doente e o necessário isolamento em relação à comunidade sénior.

A Santa Casa está a levá-lo a cabo conjuntamente com os seus habituais parceiros na área da saúde: a Administração Regional da Saúde, a Câmara Municipal de Lisboa, a Segurança Social e o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Os testes a estes 3500 funcionários das ERPI’s e lares da cidade de Lisboa foram efetuados pelas Equipas de Intervenção Preventiva da SCML, que ao longo das últimas semanas têm vindo a visitar estas unidades.

As equipas são geralmente constituídas por dois elementos, sendo sempre um deles enfermeiro e outro elemento mais ligado à área da prevenção e proteção civil.

"Além dos testes, as equipas têm como missão a verificação dos planos de contingência e das zonas de prevenção. Os técnicos vão munidos com uma ‘checklist’ disponibilizada num tablet para que rapidamente percebam o ponto de situação.

Levam orientações muito precisas, pelo que estas visitas resultaram também em várias adaptações da estratégia de prevenção e proteção das pessoas que vivem nestas estruturas ou que ali trabalham", relatou Maria da Luz Cabral.

Para o final, fica a melhor notícia. Aquela que melhor protege os nossos idosos: 3500 testes realizados, o que demostra o impacto das equipas de prevenção, promoção e proteção.

Não é altura para baixar a vigilância

Na cidade de Lisboa, o trabalho desenvolvido pelas instituições da rede social e lucrativa, deve ser uma prática diária, acredita Maria da Luz Cabral, responsável da SCML.

"Acredito que este sucesso deve-se ao esforço na atuação preventiva. Sabemos que esta é uma população que está confinada há muito tempo e, por isso, os contágios só podiam chegar através dos funcionários. Apesar da gradual abertura que estamos a viver, as Equipas de Intervenção Preventiva da Santa Casa da Misericórdia têm a perfeita noção de que este tem de ser um esforço continuado", defende a responsável, precisamente num momento em que os lares se preparam para abrir novamente as portas a visitas.

Voluntários na Nova Medical School vão continuar a ajudar

O investigador Paulo Pereira, coordenador do Centro de Estudos de Doenças Crónicas (CEDOC) da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, lembra os primeiros momentos da pandemia e a forma como a comunidade científica se mobilizou em torno do problema.

"Estávamos em casa a pensar em formas de ajudar. Percebemos que podíamos colocar os nossos recursos à disposição, sobretudo porque havia ainda muita dificuldade nas análises. Desde logo surgiram muitos voluntários", explicou o diretor do CEDOC.

Voluntários que hoje são mais de 70 a fazer despistagens à Covid-19 de forma cada vez mais rápida e eficaz, para ajudar a manter em segurança as residências seniores da capital.

Os laboratórios vão entretanto voltar à sua atividade normal - a investigação - mas "nem por isso vão deixar de estar disponíveis para ajudar".