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Todos por uma política de longevidade

O contexto da actual pandemia é uma oportunidade de grande pertinência para o debate de melhores medidas associadas ao envelhecimento.
9 de Julho de 2020 às 17:06
Aumento da longevidade impõe estratégias para manter a população sénior ativa na comunidade
Maria da Luz Cabral,  coordenadora do grupo de trabalho do Projeto Políticas Públicas na Longevidade da SCML
Aumento da longevidade impõe estratégias para manter a população sénior ativa na comunidade
Maria da Luz Cabral,  coordenadora do grupo de trabalho do Projeto Políticas Públicas na Longevidade da SCML
Aumento da longevidade impõe estratégias para manter a população sénior ativa na comunidade
Maria da Luz Cabral,  coordenadora do grupo de trabalho do Projeto Políticas Públicas na Longevidade da SCML

Assinalando o início do projeto Políticas Públicas na Longevidade e considerando o diagnóstico que se impõe no momento que o País atravessa, por causa da pandemia, a Santa Casa da Misericórdia vai realizar um ‘workshop’ entre os dias 13 e 15 de julho com o objetivo de integrar a participação de todos os detentores de interesse, parceiros sociais, stakeholders e peritos no tema.

Maria da Luz Cabral, coordenadora do Grupo de Trabalho do Projeto Políticas Públicas na Longevidade da SCML explicou ao CM como vai acontecer e quais são os objetivos da iniciativa.

Este workshop decorre em circunstâncias especiais no País e no Mundo. A pandemia tornou mais evidente a importâncias das políticas públicas na proteção da opulação sénior?

A SCML está a reunir contributos respondendo ao desafio lançado pela Sra. Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social para a elaboração de uma Estratégia Nacional para a Longevidade. O contexto atual de pandemia trouxe desafios sem precedentes, impulsos à humanidade e apresenta-se como uma oportunidade de grande pertinência, uma vez que permitiu identificar algumas fragilidades nas respostas às pessoas de idade avançada. As vulnerabilidades deste grupo populacional são preexistentes à pandemia, contudo, a situação atual que vivemos veio evidenciar as mesmas. Neste seguimento, o grupo de trabalho também terá em consideração, análise e reflexão, o momento de pandemia que o país está a atravessar, a fim de melhorar e dar resposta às fragilidades e aos novos desafios já percetíveis provocados por esta nova realidade da Covid- -19.

Que resultados pretendem alcançar neste workshop?

O ‘workshop’ constitui-se como o momento privilegiado para a auscultação junto dos detentores de interesse, tendo por finalidade a recolha dos contributos que reflitam o ponto de situação atual sobre a temática da longevidade. Sendo o ponto de partida do trabalho, pretende-se a recolha de diferentes perspetivas e pontos de contacto nos mais variados domínios, que irão enriquecer a análise posterior. Vamos igualmente integrar no debate as pessoas para quem estas medidas dizem respeito e, para tal, vamos promover um estudo nacional, com uma amostra significativa que retrate aos diferentes contextos encontrados em Portugal. Este grupo populacional merece um olhar atento e comprometido em todos os aspetos da sua cidadania, que se almeja mais participativa e, por isso, integrá-lo neste Projeto de Políticas Públicas na Longevidade é um dever deste grupo de trabalho. Este evento será o ponto de partida, bem como a base de trabalho, para a elaboração e o desenvolvimento dos contributos da SCML para a Estratégia Nacional para a Longevidade, das orientações e recomendações em matéria de políticas públicas.

Que papel tem estes parceiros?

Os oradores convidados – detentores de interesse – distinguem-se a três níveis: parceiros sociais, stakeholders e peritos. Cada um deste grupo de detentores de interesse é titular de conhecimentos, experiências e perspetivas sobre a temática da longevidade, representando uma mais-valia para aprofundar o sobre esta temática.

 

Fenómeno demográfico necessita de um olhar global

Na atualidade, o envelhecimento da população representa um dos principais fenómenos demográficos e sociais das sociedades ocidentais. A relevância dada ao fenómeno do envelhecimento da sociedade é recente, e deve-se em grande parte devido à evolução demográfica que se tem registado nas últimas décadas, num país particularmente envelhecido as políticas públicas ganham particular importância. Em Portugal, tal como na maioria dos países do mundo, tem-se verificado um acentuado aumento do número de pessoas com 65 anos ou idade superior sendo o envelhecimento da população considerado um fenómeno demográfico preocupante.

"Presentemente, no ranking dos países mais envelhecidos, Portugal encontra-se no topo, mais especificamente na quarta posição", relembrou Maria da Luz Cabral.

"Os vários estudos demográficos realizados evidenciam, de forma clara e inequívoca, que o aumento da longevidade se apresenta como uma profunda transformação social, da qual nenhuma sociedade se pode alhear, exigindo que as respostas encontradas sejam integradas e livres de estereótipos sobre as pessoas independentemente da sua idade ou condição", acrescentou. Mas encontram as melhores soluções para esta viragem não é fácil: "As políticas públicas comportam um processo complexo, multidimensional e que se desenvolve a vários níveis de ação e decisão (local, regional, nacional e transnacional) com vista à criação de respostas às necessidades deste grupo populacional e transversais a toda a sociedade", afirmou a coordenadora.

Quando viver mais traz novos desejos e desafios

No âmbito da 4ª Conferência de Ministros sobre o Envelhecimento - "Uma Sociedade sustentável para Todas as Idades: Realizar o potencial de viver mais tempo", foram reafirmados os compromissos políticos assumidos, tendo sido aprovada a Declaração de Lisboa 2017, que inclui as linhas orientadoras de atuação dos Estados-membros da UNECE para os cinco anos seguintes.

Desta declaração resulta a enunciação dos três principais objetivos políticos a concretizar até 2022: reconhecer o potencial dos idosos; Incentivar uma vida ativa mais longa e capacidade para trabalhar; Garantir o envelhecimento com dignidade. Identificados os três eixos de ação - Autonomia, Participação e Proteção - todo o trabalho será alinhado com os compromissos internacionais, procurando ir ao encontro da realidade portuguesa.