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Visitas voltaram com emoção e novas regras

Um regresso à normalidade ansiado por utentes, famílias e colaboradores.
21 de Maio de 2020 às 09:35
Na ERPI da Quinta Alegre, as visitas foram reativadas e uma proteção de plástico permite abraços entre residentes e visitantes
Na ERPI da Quinta Alegre, as visitas foram reativadas e uma proteção de plástico permite abraços entre residentes e visitantes

Desde a última segunda-feira que as Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI’s) da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa voltaram a abrir as suas portas aos familiares e amigos dos seus 500 residentes. Como seria de esperar, o momento foi marcado pela emoção dos grandes reencontros, após mais de dois meses de confinamento forçado pela pandemia da doença Covid-19, mas também pelas novas regras decretadas pela Direção-Geral de Saúde (DGS) que todos os que agora visitam estes espaços têm de respeitar.

Regina Almeida, diretora da Unidade de Apoio e Promoção no Envelhecimento Ativo, confessou ao ‘CM’ que logo no primeiro dia foram vividos momentos muito especiais.

"O regresso à normalidade era já muito ansiado por todos, desde utentes, a familiares aos nosso próprios colaboradores, porque as visitas fazem também parte do dia-a-dia das residências. No caso dos utentes, esta questão fica especialmente ampliada, pois estão numa idade em que a ausência daqueles que lhes são mais queridos e o confinamento são gerados de uma grande ansiedade", explicou.

E nesta reabertura, houve até lugar para testar novas soluções, que visam transpor a distância a que o momento a todos obriga, mas sem pôr em risco a segurança de ninguém.

"Numa das nossas ERPI’s, a Quinta Alegre, no Lumiar, foi testada uma surpresa muito especial: uma proteção toda em plástico, com uns braços, que permite o abraço. Como nem os utentes nem os visitantes estavam à espera (pelo contrário, toda a gente pensava que não ia haver abraços) foi bastante emotivo", recordou.

Alguns dos utentes da SCML não têm família, mas muitos destes são também visitados por "amigos e até vizinhos", com quem continuam a manter vínculos afetivos. "E só esta abertura já é suficiente para que as pessoas se sintam mais felizes e para que haja uma melhor saúde mental.

Esta questão, a da saúde mental, é algo pelo qual temos lutado muito nos últimos anos e agora, de repente, quase sentimos que muito do que fizemos foi posto em causa", afirma Regina Almeida.

Mas está na hora de recuperar. E a todos os níveis. A SCML dispõe atualmente de 14 ERPI’S (algumas delas são residências assistidas e outras permitem alguns lugares para residências temporárias) e para elas já estão a ser igualmente pensadas soluções de forma a permitir o regresso das atividades, mesmo que isso obrigue a algumas reformulações.

"E isto porque as atividades - como a terapia ocupacional, a animação socio-cultural, a fisioterapia - fazem parte das rotinas diárias destas instituições e também têm de ser agora retomadas em condições de segurança", afirma Regina Almeida. Isso passará, por exemplo, "por usar principalmente o espaço exterior das instituições, sempre que este exista".

O mesmo, aliás, acontecerá também com as visitas. Nos lares para idosos da SCML as diretrizes da DGS serão cumpridas à risca (ver as novas regras na coluna lateral) e, por isso, nesta fase inicial, cada estabelecimento receberá apenas cinco visitas por dia. Se tudo correr bem, em "breve será certamente retomada a normalidade", acredita Regina Almeida.

Normas para os visitantes

Cumprindo as diretrizes da Direção-Geral de Saúde, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa reabriu as portas das suas Estruturas Residenciais para Idosos na passada segunda-feira.

De modo a agilizar o processo de agendamento das primeiras visitas após a pandemia da doença Covid-19, a SCML tomou a iniciativa de contactar telefonicamente os visitantes mais frequentes (familiares, amigos, vizinhos) para proceder às marcações iniciais.

Aos visitantes, é agora pedido que cumpram as seguintes indicações para sua segurança e dos utentes:

  1. Manter o distanciamento físico;
  2. Cumprir as normas de etiqueta respiratória;
  3. À entrada e saída dos edifícios residenciais é obrigatório seguir os procedimentos da DGS para uma correta de desinfeção das mãos, bem como proceder à desinfeção do calçado em recipientes próprios para o efeito;
  4. É obrigatória a utilização de máscara conforme as indicações da DGS;
  5. Respeitar o horário da visita previamente definido, que nesta fase inicial não pode exceder os 30 minutos.
  6. Só é permitida uma visita semanal.
  7. É proibido trazer objetos pessoais, géneros alimentares ou outros produtos.
  8. Sempre que possível, as visitas realizam-se nos espaços ao ar livre.

Procurar a solução mais adequada para cada pessoa

Há mais de cinco séculos que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) apoia os segmentos mais frágeis da população, com especial destaque para a infância e a terceira idade.

No que toca aos mais idosos, a SCML tem vindo a desenvolver respostas e atividades inovadoras com vista à manutenção da autonomia, quebra do isolamento e melhoria da qualidade de vida das pessoas mais velhas.

Por isso, a integração em estruturas residenciais faz-se apenas quando não é possível garantir idênticas condições de vida através de outras respostas, que podem ir desde o apoio domiciliário, à inclusão em centros de dia.

Ambas as soluções surgem muitas vezes articuladas com as Equipas de Apoio aos Idosos (equipas interdisciplinares orientadas especificamente para acolher, atender e acompanhar cidadãos idosos nas mais variadas situações) ou a teleassistência.

Mesmo dentro das chamadas estruturas residenciais, existem três tipos de situações: residências assistidas (para pessoas com um elevado grau de autonomia), residências temporárias (para situações passageiras de incapacidade ou dependência que impliquem o apoio de terceiros para a realização das atividades da vida diária, mas que não exijam um acompanhamento médico e de enfermagem 24 horas por dia) e, finalmente, as estruturas residenciais permanentes.

Para ser admitido nestas respostas é preciso ter idade igual ou superior a 65 anos ou, inferior, desde que se encontre em situação de incapacidade física ou psíquica; residir em Lisboa; encontrar-se em situação de isolamento, por inexistência de familiares ou por razões de rutura ou desajustamento familiar grave; não dispor de habitação ou viver em habitação sem as condições mínimas de habitabilidade; apresentar insuficiência de recursos materiais e financeiros, entre outros critérios.

Trabalho articulado com parceiros sociais

Os pedidos de integração nas várias respostas de ação social para apoio à terceira idade devem ser efetuado através dos próprios serviços da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Muitos destes processos, porém, chegam à SCML através da sua ação articulada com os seus habituais parceiros, como a Segurança Social ou as próprias entidades de saúde em momentos cruciais da vida dos utentes.

As respostas de natureza residencial da SCML materializam-se sempre que não seja possível disponibilizar outro tipo de alternativa que responda igualmente às necessidades específicas do candidato (nomeadamente o apoio domiciliário) e que permita a salutar continuação do idoso no seu lar.

A admissão está sujeita ao pagamento de uma comparticipação definida de acordo com o escalão de rendimentos e tabela definida no regulamento de comparticipações em vigor.