Barra Cofina

Correio da Manhã

Especiais C-Studio
Especiais C-Studio
i
C- Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do Universo
É o local onde as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

“O mundo profissional já se encontra de mãos dadas com as escolas”

Toda a estrutura de uma escola profissional visa a existência de uma forte ligação entre o ensino profissional e as empresas.
9 de Junho de 2022 às 13:05
Teresa Damásio, administradora do Grupo ensinus
Teresa Damásio, administradora do Grupo ensinus

Administradora do Grupo Ensinus partilhou connosco a sua visão sobre o atual estado da formação profissional em Portugal. Desafios vindouros nesta área não atemorizam Teresa Damásio, embaixadora portuguesa da Semana Europeia da Formação Profissional em 2019 e 2020, que vê os estudantes portugueses "muito bem preparados" para o futuro, por conta de um modelo de ensino que é "bastante personalizado".

O comportamento da curva da procura do ensino profissional no País tem vindo a crescer de forma sustentada. Quais as razões associadas e até que níveis poderá esta curva aumentar?
As razões associadas têm a ver com a dignificação do ensino profissional, nomeadamente com o facto de hoje ser a primeira escolha para os nossos alunos. Estamos certos de que vamos conseguir ultrapassar estes níveis e atingir mais de 50% do total de alunos a transitarem do 9.º ano para o ensino profissional. Creio que vamos conseguir superar essa meta que, obviamente, é muito importante para o país e espelha bem a dignidade deste tipo de ensino e o trabalho que tem vindo a ser realizado por todos os players do setor.

Deseja-se que a formação profissional nas empresas possa, um dia, correr a uma velocidade semelhante à das escolas. Estamos mais perto de ver chegar o dia da "normalização" da formação no mercado de trabalho em Portugal?
Acredito que os estudantes estão muito bem preparados. O ensino profissional é um ensino muito personalizado, que funciona com base no ensino por projeto, preparando-os para entrarem tanto no mercado de trabalho como no ensino superior e dotando-os de competências globais, tanto do ponto de vista pessoal como profissional.

O tempo avança e a globalização já não é novidade. Pelo contrário, trata-se de uma realidade estabelecida. Quão preparados já estão os estudantes para assimilar o conceito de competências globais, na antecâmara da entrada no mercado de trabalho?
O mundo profissional já se encontra de mãos dadas com as escolas. Toda a estrutura de uma escola profissional visa a existência de uma forte ligação entre o ensino profissional e as empresas, potenciada com a realização da formação em contexto de trabalho (estágios) e a realização das PAP – Provas de Aptidão Profissional. Creio que são esses exemplos que devemos seguir: fortalecer a ligação com as empresas e convidá-las a fazer parte do Conselho Consultivo da escola. No fundo, devemos trazer a realidade empresarial para o mundo do ensino.

Que mudanças são necessárias para que o mundo profissional dê as mãos ao mundo empresarial em Portugal? Que exemplos podemos e devemos seguir?
Desejamos que, pelo menos, 50% dos alunos do ensino profissional façam o prosseguimento de estudos para o ensino superior e que a taxa de empregabilidade seja proporcionalmente a mesma, ou seja, que os restantes 50% ingressem no mercado de trabalho.

Como encara os números que atualmente enquadram esta área?
Tenho-os visto de uma forma bastante positiva. Acho que se verifica uma atualização cada vez maior em resultado do trabalho fantástico que está a ser desenvolvido no que respeita à dignificação deste modelo de ensino, bem como à procura efetiva pelas instituições e outras organizações de quadros diplomados, com as qualificações que ministramos.

Enquanto administradora do Grupo Ensinus, de que forma tem visto o trajeto recente deste conjunto de organizações empresariais dedicadas à educação e ao ensino, nomeadamente ao nível da formação profissional?
Os grandes desafios prendem-se com a idade dos alunos, cada vez mais jovens, o que vem contrariar uma realidade até aqui vivenciada, e o necessário trabalho com as empresas no reforço das práticas das rotinas laborais das competências em que formamos.

Quais os principais desafios que se avizinham para o Grupo Ensinus no futuro próximo?
Aumentarmos a nossa oferta profissional de cursos e sermos cada vez melhores. Além disso, primarmos pela excelência e rigor, naquilo que sabemos fazer diariamente: formar alunos e cidadãos completos.

Erguem-se vozes suficientes para que a narrativa da educação profissional chegue aos portugueses como um caminho comum do percurso educativo, ou ainda há preconceitos enraizados nesta área face ao dito ensino regular?
Naturalmente, ainda existirão alguns preconceitos que estarão a ser esbatidos, E a prova disso é o que hoje em dia se passa nas escolas profissionais. Cabe a todos nós trabalhar no sentido inverso e valorizar este modelo, capacitando-o como um ensino de excelência, tal como se assume com o ensino científico-humanístico.

 

Formação Profissional