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Nisa abre-nos os braços

O município conta com uma forte componente histórica, preservando o seu património local e fomentando a oferta cultural

07 de agosto de 2019 às 18:37

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Estamos numa região onde impera a calma e o sossego típicos do Alto Alentejo; num município caracterizado pelo seu casario branco com faixas coloridas que alegram as ruas. Nisa tem origens antigas, muito antigas, contando os primeiros habitantes desde a época neolítica. Diz a história que a povoação se desenvolveu a partir de um castro localizado no alto do Monte de Nossa Senhora da Graça, tendo dado depois guarida aos romanos que ali deixaram uma forte influência.

Hoje em dia Nisa é um município moderno, preparado para receber quem o visita e para responder às necessidades de todos quantos habitam as suas sete freguesias.

Vai de visita?

O concelho de Nisa confina ao longo de 43 km com o curso do rio Tejo, sendo por isso detentor de um vasto património natural feito de trilhos e tesouros para descobrir nas suas aldeias piscatórias.

Na vila de Nisa é obrigatória a visita ao centro histórico, para apreciar o conjunto de monumentos ali existentes, que começam na famosa Porta da Vila e passam pelas Portas de Montalvão, Panos de Muralha, Igreja Matriz, Igreja da Misericórdia, Fonte Frade, Pelourinho, Hospital Velho, Câmara Municipal, Museu do Barro e do Bordado, Casa do Forno e por muitos outros edifícios senhoriais. Para quem for apreciador da arquitetura contemporânea, a nova Fonte Temática Luminosa, no Largo dos Postigos, é de paragem obrigatória.

A percorrer as freguesias

Nas restantes freguesias do município, o destaque vai para o imponente castelo medieval da Ordem dos Hospitalários, em Amieira do Tejo; já em Alpalhão, a visita deverá fazer-se à anta de S. Gens e à Capela da Sr.ª da Redonda, enquanto em Montalvão não será de perder a Igreja Matriz e as ruínas do castelo. Por seu lado, no Arneiro, as Portas de Rodão e a Mina de Ouro do Conhal recebem os turistas, enquanto as Termas da Fadagosa de Nisa (Alpalhão/Arês/Tolosa) são um local ideal para repousar e carregar baterias, oferecendo águas sulfurosas e medicinais.

Se a opção passar por longas caminhadas, a zona de Nisa tem mais de 150 km de percursos pedestres e trilhos, entre vales, rio e planícies, devidamente homologados pela Federação Portuguesa de Campismo e Montanhismo, incluindo o caminho Interior de Santiago.

Artesanato que salta à vista

Nisa é ainda um centro de excelência, não só do artesanato alentejano como de todo o País, graças à diversidade e à riqueza das suas artes e ofícios tradicionais, desenvolvidos em várias oficinas do barro e dos bordados que podem ser visitadas.

No edifício do Cineteatro é possível ter contacto, gratuitamente, com uma das Valquírias, da artista plástica Joana Vasconcelos, que esteve no Palácio de Versalhes e que foi executada com inspiração no artesanato de Nisa.

Turismo local é estratégico

Tendo em conta a forte oferta do município, não será de estranhar que o turismo em Nisa seja visto como um setor estratégico e em crescimento, assumindo-se como "uma aposta clara do município nas várias vertentes". Muitas são as potencialidades em termos de património, percursos, artesanato, gastronomia e um sem-número de eventos de vária índole, como o Nisa em Festa.

Em conjunto, atraem milhares de visitantes e turistas, numa região que conta já cinco unidades hoteleiras e um conjunto de alojamentos locais espalhados pelo concelho que, em 2018, acolheram cerca de 25 mil dormidas.

Eventos culturais

O município desenvolve um conjunto de atividades culturais ao longo do ano, entre as quais se destaca o Nisa em Festa, mas também os eventos Nisa em Música, em outubro, Cinema de Verão ao Ar Livre nas Freguesias, Nisa Natal, com exposições e concertos, Feira do Livro, em maio, exposições temáticas em permanência na Biblioteca Municipal e ainda a promoção regular de espetáculos de teatro e cinema de alta qualidade.

A autarquia desenvolve também projetos específicos para a população idosa, como a Universidade Sénior, em que a aprendizagem da música deu corpo a um grupo de Tocadores de Cavaquinhos; o projeto Leituras e Memórias nas IPSS ou o Chá com Letras, para todos, são outras das propostas.

Menir do Patalou em vias de classificação

O Roteiro Megalítico é uma das mais importantes atrações do município de Nisa e que poderá passar a contar agora com trunfos adicionais. O Governo abriu, já este ano, o procedimento de classificação do menir do Patalou, na Tapada da Bajanca. Segundo se pode ler no despacho da tutela, este monumento encontra-se em vias de classificação no âmbito de um processo que nasce da "proposta da Direção-Geral de Cultura".

Recorde-se que o menir do Patalou apresenta um comprimento de quatro metros e um diâmetro máximo de 0,90 metros, chegando a pesar qualquer coisa como sete mil quilos. Pela forma tombada em que foi encontrado, com a base a afundar-se no solo, e pela sua localização numa encosta virada a nascente, acredita-se que o menir do Patalou pouco terá visto a sua base deslocada face ao local de implantação original. 

Além do menir do Patalou, monolítico de granito com uma forma explicitamente fálica, datado de 6390 a 6185 anos Cal BP ("calibrated years before the present"), em procedimento de classificação, a presidente da Câmara Municipal de Nisa, Maria Idalina Alves Trindade, destaca ainda outras atrações como a anta dos Saragonheiros, a anta de S. Gens e a anta da N.ª Sr.ª da Redonda, e que integram igualmente "o Roteiro Megalítico, instrumento relevante para a promoção deste produto turístico de excelência, ao qual se associa o Centro Interpretativo do Conhal e respetivo trilho romano". Falamos de um trilho "único a nível nacional dotado de uma app interativa de realidade aumentada".

 

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