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É o local onde as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Marchas: a mais bonita é a da Santa Casa

Este ano, o grupo integra marchantes dos 7 aos 82 anos. Utentes da Santa Casa ensaiam há meses com muita energia e dedicação.
9 de Junho de 2022 às 15:39
O ensaiador da Marcha da Santa Casa, Paulo Jesus (ao centro) rodeado por alguns dos cerca de 50 marchantes que vão integrar o desfile
Maria Botelho Moniz e Ricardo Carriço são padrinhos
Os marchantes já vestidos a preceito no Altice Arena
O ensaiador da Marcha da Santa Casa, Paulo Jesus (ao centro) rodeado por alguns dos cerca de 50 marchantes que vão integrar o desfile
Maria Botelho Moniz e Ricardo Carriço são padrinhos
Os marchantes já vestidos a preceito no Altice Arena
O ensaiador da Marcha da Santa Casa, Paulo Jesus (ao centro) rodeado por alguns dos cerca de 50 marchantes que vão integrar o desfile
Maria Botelho Moniz e Ricardo Carriço são padrinhos
Os marchantes já vestidos a preceito no Altice Arena

A Marcha da Santa Casa, a mais bonita de Lisboa, está de regresso à Avenida da Liberdade. Neste dia especial, levam no estandarte o exemplo de que a alegria não tem idade, mostram que os sonhos não têm prazo de validade e espelham uma sociedade que se quer cada vez mais inclusiva.

 A estreia aconteceu em 2017, mas já tinha antecedentes, conforme explicou ao CM Sérgio Cintra, administrador do Departamento de Empreendedorismo e Ação Social. "Há uns anos, cada centro organizava a sua marcha, mas verifiquei que havia tanta qualidade que fazia sentido dar um passo em frente. Depois também constatei que algumas senhoras tinham tido sempre esse sonho! Só que, primeiro, os pais não deixavam, depois eram os maridos que não deixavam... e a Santa Casa existe para isso: construir ou completar os sonhos".

Apesar de a Marcha da Santa Casa não fazer parte da competição oficial, a sua participação obedece a todas as regras do concurso. De diferente, só mesmo as histórias de vida e a mensagem que na noite de Santo António irá espalhar pela cidade. "A Santa Casa é um mundo enorme e esta é a oportunidade de o juntarmos. Temos utentes dos Centros de Dia, do Refeitório dos Anjos, das Residências Assistidas, temos os monitores. Temos marchantes com mais de 80 anos, temos pessoas com mais autonomia, outras com menos. Esta é a marcha que tem de representar toda a sociedade", explica Sérgio Cintra. Enquanto isso, espantam-se as dores, combate-se o sedentarismo e a solidão. E ao vê-los passar, dá vontade de dizer: "A marcha é linda!"

 

Depoimentos

Elisabete Meneses, 75 anos

"Sinto-me muito livre"

Começou a marchar em 2018 e repetiu em 2019. "As marchas são formidáveis. Adoro as músicas e sinto-me muito livre. Além disso, ficam amizades depois para o resto do ano", confessa ao CM.

Manuela Loureiro, 54 anos

"Era um sonho participar"

"Desde pequena, era um sonho participar nas marchas. E como andava na Academia Santa Casa resolvi participar", confessa Manuela, que foi bailarina clássica e professora de ballet quando era mais jovem.

Carlos Esteves, 62 anos

"O mais antigo de Lisboa"

"Sou o marchante mais antigo de Lisboa. Comecei com 26 anos na marcha da Graça. Gosto do bairrismo, faz parte da cidade de Lisboa, mas esta é uma marcha especial, que eu gosto de representar", explica.

Octávia Costa, 73 anos

"Até as dores passam"

Frequenta a Academia da Santa Casa nas danças e na ginástica e, por isso, recebeu o convite para participar em 2017. "Gosto de dançar, é uma forma de libertação. Nestes dias até as dores passam", diz.

 

Paulo Jesus, ensaiador Marcha da Santa Casa

"O produto final só pode ser a glória!"

Paulo Jesus – A marcha da Santa Casa é especial. Como é ensaiá-la?
– Toda agente sabe a razão de ser desta marcha – tem pessoas mais velhas, tem pessoas com incapacidades – mas aqui somos todos iguais. Trato-os a todos da mesma maneira: puxo por eles, ralho – se for preciso. O resultado final é muito interessante porque é dar valor aqueles que a sociedade põe ‘defeito’.

– Como se viu envolvido nas marchas de Lisboa?
– Fui bailarino, sou coreógrafo há cerca de 20 anos e as marchas surgiram talvez há uma dúzia de anos. Não tinha uma relação especial, até porque sou ‘tripeiro’, mas as marchas são um ‘bichinho’ que entra e fica cá dentro. Comecei com a marcha da Madragoa, depois fiz a da Bica, Marvila e a da Santa Casa faço desde o seu início, ou seja, 2017.

E que ‘bichinho’ é esse?
– É o de trabalhar com pessoas que não são bailarinas (nem têm essa pretensão), mas que entregam tanto de si, com tanta energia, que o produto final só pode ser a glória!

Por Boas Causas

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