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A música que toca diretamente o coração

Núcleo da SCML assinalou final do ano letivo com um concerto especial. Projeto junta filhos de funcionários, famílias e crianças apoiadas pela Santa Casa.
7 de Julho de 2022 às 17:38
O projeto é atualmente integrado por cerca de 45 crianças
O projeto é atualmente integrado por cerca de 45 crianças

O final do ano letivo trouxe um momento muito especial para as crianças do Núcleo da Santa Casa da Misericórdia (SCML) da Orquestra Geração: os seus dotes artísticos foram postos à prova, num concerto que teve como cenário o bonito Convento de São Pedro de Alcântara, e que juntou na audiência técnicos, familiares e amigos dos jovens músicos. Clássicos como ‘Hino da Alegria’ ou ‘Allegro’ fizeram-se ouvir afinadinhos e compuseram uma atmosfera de ternura e esperança. Afinal, esta é uma orquestra especial em vários sentidos. “É formada por filhos de colaboradores da SCML, crianças que estão em casas de acolhimento e crianças de famílias acompanhadas pela SCMl. O que os une é o gosto pela música”, explica ao CM António Santinha, da direção de Ação Social da Santa Casa.

Para a secular instituição a integração desde projeto tem sido também uma descoberta. “Temos vindo a integrar cada vez mais instrumentos e estes têm tamanhos diferentes, de acordo com as dimensões dos braços e dos dedos dos miúdos!”, desvenda o responsável.



15 professores de música asseguram as aulas a 45 alunos



A orquestra integra atualmente 45 jovens músicos e 15 professores. “No início da aprendizagem as aulas são individuais, com o professor de cada instrumento, depois então passam a ter aulas por naipes e só passado algum tempo ensaiam com a orquestra”, explica António Santinha. Distribuídos por níveis de aprendizagem, há alunos com pouco mais de seis anos, que estão a desvendar este universos de escalas e notas musicais pela primeira vez. Outros, estão no projeto desde o início e estão quase a atingir a maioridade. Mas no momento de subir ao palco, são como uma grande família, onde ninguém fica para trás. “Não estamos à espera de encontrar ‘Ronaldos’ da música, mas sim proporcionar esta experiência da música clássica a crianças que de outra forma não a teriam. Dar-lhes acesso a portas diferentes é o mais importante”; remata.




Jovens talentos



Avilla Semonetti entrou para o núcleo da SCML da Orquestra Geração aos 12 anos. “Vim por influência da minha mãe e da minha irmã, que insistiram comigo para experimentar. Eu sinceramente achava que não ia gostar, porque era música clássica e isso era uma ‘seca’”, recorda. Mas, afinal, não foi isso que sentiu nos ensaios. “Penso que os professores tiveram muita influência. Mostraram que tocar pode ser uma coisa interessante e divertida”, ressalva.


Alan Semonetti , de 14 anos, toca violino, instrumento que começou a descobrir há cerca de cinco anos. “Eu jogava futebol e isto da música era algo desconhecido para mim. Um dia disseram-me que ia só para experimentar os instrumentos, mas quando dei por mim já estava a aprender música e disseram-me que ia tocar numa orquestra! Foi uma surpresa”, conta o adolescente. “Toco como um hobbie. É relaxante. Tranquiliza-me”, explica.


Antes mesmo de chegar à Orquestra Geração, Amanda já tinha o sonho de tocar. “Sempre gostei de instrumentos, mas não tinha possibilidade de aprender. Um dia convidaram-me para um ensaio, eu gostei e fiquei”, conta a jovem contrabaixista. Está há seis anos na orquestra, onde se sente rodeada de amigos e professores. Aos 18 anos, quer continuar na música, mas não como profissional: “Gosto de música como hobbie. Mas no futuro gostava era de trabalhar crianças!”





Oroleni Semonetti é mãe dos três jovens integrantes da orquestra, que hoje estão entre os mais antigos no projeto. Foi com alguma surpresa, todavia, que a os viu ingressar na música clássica: “Foi um convite que surgiu na escola. Eles estavam na idade certa para começar a fazer qualquer coisa, em termos de atividades. A Amanda, principalmente, ficou muito feliz. Depois os irmãos seguiram-na”, recorda a mãe, que não escondeu o seu orgulho durante a atuação.





O Convento de São Pedro de Alcântara abriu as portas para celebrar o final do ano letivo





O concerto de final de ano letivo do núcleo da Orquestra Geração da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa decorreu no Convento de São Pedro de Alcântara, perante técnicos, familiares e amigos das cerca de 35 crianças que integram atualmente o projeto.



Orquestra tem crianças dos 6 aos 18 anos


Projeto envolve vários técnicos e professores





Sérgio Cintra, Administrador executivo da SCML


“Crianças têm capacidades inatas”

Qual a importância deste momento?

Há momentos em que nós conseguimos fazer a diferença na vida das crianças. Muitos destes meninos que estão aqui connosco vivem em ambientes mais vulneráveis. Imagine-se o que é a magia de um violino, de um violoncelo, de um obué... habitualmente as crianças, na rua, só jogam à bola e vêm aparelhos digitais. Mas eles têm capacidades inatas e têm o direito de as desenvolver e mostrar.


Para as famílias também um dia de emoções fortes.

Muitas vezes, são o orgulho e o sorriso de toda a família, de todo o prédio ou bairro, que identifica neles os sonhos que não tiveram condições ou oportunidade para concretizar.


Há a intenção de expandir o projeto?

Há. Conforme eles progridem de nível, vamos inserir mais instrumentos e aumentar a orquestra.


Por Boas Causas