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Aprender com magia

Projeto “Magos” ajuda alunos do 1ª Ciclo no Português
28 de Julho de 2022 às 10:15
Os alunos vão poder aprender em ambiente misto
Alguns dos elementos da equipa da Spot Games, que nasceu em 2018
Os alunos vão poder aprender em ambiente misto
Alguns dos elementos da equipa da Spot Games, que nasceu em 2018
Os alunos vão poder aprender em ambiente misto
Alguns dos elementos da equipa da Spot Games, que nasceu em 2018

À primeira vista, podia até ser uma cena passada numa sala de aula do castelo de Hogwarts, num dos filmes da saga ‘Harry Potter’. Mas apesar de falar de magia, o projeto "Magos", desenvolvido pela Spot Games com o apoio da Casa do Impacto, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e do Banco Montepio, já é uma realidade nas escolas portuguesas e promete revolucionar o ensino do português aos alunos do 1º ciclo.

Na prática, ao lançar o "Magos", um professor de 1º ciclo "transforma a sala de aula num mundo de fantasia onde os seus alunos colaboram para superar desafios do currículo de português, mascarados de poções, invocações mágicas ou construções de artefactos místicos", explica Francisco Miranda, um dos responsáveis pelo projeto. As aulas passam a combinar um ambiente físico e digital onde os livros de fichas de português são substituídos por um Grande Livro da Magia (em formato físico) e a escolha e correção dos desafios é feita automaticamente através da plataforma digital Magos, acedida de forma fácil em computadores ou tablets partilhados pelos alunos.

"O professor, com a autonomia conseguida por este sistema, fica livre para acompanhar o desempenho dos seus alunos em tempo real através do seu computador e prestar o apoio individualizado necessário para a superação das lacunas específicas de cada aluno", acrescenta.

Além disso, o Magos foi desenvolvido para que todos os alunos, de qualquer contexto no universo de escolas portuguesas, tivessem uma oportunidade de aprender e de se superarem na escola. "Este é um direito que parece estar garantido pela escolaridade obrigatória em Portugal, mas os números contam outra história: os alunos de famílias de contextos mais pobres e com menor instrução têm percursos escolares mais limitados do que os alunos de famílias mais ricas e com mais habilitações. Não é obviamente uma questão de mérito ou de capacidade dos alunos, é, na nossa leitura, uma questão negligenciada desde sempre, a questão motivacional", justifica o responsável.

O Magos pretende justamente "promover a equidade e a inclusão" porque procura motivar os alunos para a aprendizagem "pelo prazer, pelo divertimento, pela fantasia e pela descoberta". Outras funcionalidades da plataforma contribuem também para a inclusão em sala de aula: cada aluno tem um percurso de progressão individualizado, a colaboração e a aprendizagem entre pares é incentivada e até dispõe de um sistema de comunicação colaborativo onde cada aluno pode oferecer e solicitar ajuda aos colegas ou professor de forma facilitada. Uma fórmula mágica, de fazer chegar a escola a todos.


A escola onde todos querem ir

A Spot Games surgiu em 2018, no seguimento do trabalho que os seus dois co-fundadores, Francisco Miranda e Joana Lopes, vinham já a desenvolver nas escolas, num âmbito mais associativo. Mas foi na Casa do Impacto, o hub de empreendedorismo social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que o projeto cresceu e encontrou as sinergias e parcerias necessárias para ‘voar’.

"Foi o sucesso da parte diferenciadora desse trabalho, as nossas primeiras ferramentas gamificadas para a sala de aula, que nos fez crer que havia uma oportunidade para um negócio de impacto", explicam.

A relação com a Casa do Impacto começou com a participação na primeira edição do programa de aceleração ‘RISE for Impact’. "A participação nesse programa foi muito importante para a definição do nosso modelo de negócio e consolidação do nosso conceito. Durante seis meses tivemos acesso a mentores, empreendedores que nos ajudaram e no fim ainda ganhámos o 1º prémio!", recorda Francisco. A integração na Casa do Impacto permitiu-lhes ainda ter oportunidades de financiamento, sendo o Magos financiado e mentorado pela SCML e pelo Banco Montepio.

Atualmente, a equipa da Spot Games já integra 15 pessoas com diferentes áreas de especialização, desde a pedagogia, design motivacional e design gráfico à programação ou ao suporte e formação a professores. Esta diversidade de formações e experiências tem um grande ponto de união no propósito: "todos nós acreditamos numa escola onde todos querem ir para aprender e aprendem".

Motivação e melhores resultados

– Que benefícios e mais-valias têm vindo a observar nos alunos?
Francisco Miranda, co-fundador –
 A grande mais valia vê-se logo quando os alunos recebem os seus livros da magia e entram na plataforma a primeira vez. Sentem que isto é feito para eles, é um sítio que querem estar porque é um espaço seguro e divertido na sala de aula. Tem um grande impacto na sua motivação, nos níveis de colaboração e na autonomia, impactando a sua performance escolar.

– E os professores, como foi a recetividade?
– Todos os professores querem cativar todos os seus alunos e ficam tristes quando não conseguem. Os professores reconhecem nos Magos uma ferramenta que vai entusiasmar muito a sua turma mas que lhes dá, simultaneamente, a segurança de que estão a trabalhar conteúdos que estão alinhados com o currículo definido pela Direção Geral de Educação.

Por Boas Causas