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Avanço da tecnologia otimiza cirurgia vascular

Tecnologia possibilita formas menos invasivas de tratamentos das doenças das artérias, veias e vasos linfáticos.
8 de Setembro de 2022 às 11:59
João Inocentes, cirurgião vascular do Hospital Cruz Vermelha
João Portas, cirurgião vascular do Hospital Cruz Vermelha
João Inocentes, cirurgião vascular do Hospital Cruz Vermelha
João Portas, cirurgião vascular do Hospital Cruz Vermelha
João Inocentes, cirurgião vascular do Hospital Cruz Vermelha
João Portas, cirurgião vascular do Hospital Cruz Vermelha

A Cirurgia Vascular é a especialidade médica que se dedica ao estudo, diagnóstico, tratamento e acompanhamento das doenças das artérias, veias e vasos linfáticos. Graças à tecnologia, este procedimento tem vindo a ser otimizado. "Devido aos avanços tecnológicos e das técnicas cirúrgicas é possível uma abordagem minimamente invasiva abordando os vasos através da pele com controlo ecográfico. Antes, a única maneira que tínhamos de ultrapassar uma obstrução era fazendo um ‘bypass’. Agora, também utilizamos uma tecnologia que nos permite abordar as doenças por dentro das ‘canalizações’", explica António González, cirurgião vascular do Hospital Cruz Vermelha.


Existem dois grandes grupos de doenças onde se recorre à cirurgia vascular: as doenças por insuficiência arterial ou por insuficiência venosa (tromboflebites e varizes). "As causas mais frequentes de consulta estão relacionadas com queixas nos membros inferiores: dor, peso, inchaço até mesmo as inestéticas, as chamadas ‘aranhas vasculares’, as varizes ou as queixas desencadeadas durante o andamento, que podem estar relacionadas com situações de insuficiência arterial", refere.

"Na patologia arterial conseguimos substituir cada vez mais os ‘bypass’ por procedimentos endovasculares. Vamos por dentro abrir a obstrução. Conseguimos ultrapassar obstruções muito fechadas e obter um bom resultado. Na aorta, conseguimos corrigir os aneurismas por dentro", salienta. "Os sintomas dos aneurismas são muito silenciosos e, na maioria das vezes, só se descobrem através de exames". Daí a importância de realizar exames de rastreio que ajudam a detetar o problema.

Houve também uma grande alteração no período de recuperação dos doentes. "Antes, um doente com um aneurisma da aorta ficava cinco dias numa unidade de cuidados intensivos; agora, pode ter alta ao fim de 24h-48h", explica o cirurgião.



António González, cirurgião vascular no Hospital Cruz Vermelha



AVC surge sem aviso


O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a principal causa de morte e incapacidade permanente em Portugal. A cada hora três portugueses sofrem de um AVC, um deles não sobrevive e metade dos sobreviventes ficarão com sequelas importantes. Regra geral, os AVC surgem de uma forma súbita sem sinais de aviso, mas podem ser evitados através de exames não invasivos.

 "O AVC pode ser muitas vezes evitado com o diagnóstico precoce de patologia obstrutiva carotídea, as placas ateroscleróticas, com recurso a uma simples eco-Doppler", alerta o cirurgião vascular João Inocentes, do Hospital Cruz Vermelha. "A cirurgia para remoção destas lesões é rigorosa e delicada porque o órgão alvo é o cérebro, mas com muito bom prognóstico", explica.

A hipertensão, diabetes, dislipidemia, tabagismo, obesidade e sedentarismo são os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença carotídea. "Devemos ter atenção a estes fatores e fazer exames de rastreio. Como a maioria dos doentes não têm sintomas, só através de um exame de rastreio é que se deteta a lesão obstrutiva que tem que ser corrigia", explica João Inocentes.



Recuperar de varizes


As varizes afetam cerca de 60% da população em Portugal, com especial incidência nas mulheres. Nos casos mais graves o tratamento é cirúrgico. Na cirurgia clássica retira-se a variz e na mais recente utiliza-se um cateter que inutiliza a variz sem a retirar. Ambas são feitas em ambulatório com rápida recuperação sendo o maior incómodo o uso de meia elástica por 3 semanas, refere o cirurgião vascular João Portas, do Hospital Cruz Vermelha.

 A doença apresenta 4 graus de gravidade: assintomática, com sintomas (cansaço e peso), com lesões da pele, e ulcera de perna. As lesões da pele são irreversíveis, a úlcera cura-se, adianta João Portas. O cirurgião lembra, ainda, que não há forma de evitar as varizes, mas algumas recomendações retardarão o seu agravamento, assim: usar meias de contenção, andar a pé, tomar medicamentos para as varizes e não ganhar peso. Os sintomas mais comuns são: peso e cansaço, inchaço dor e cãibras.





Principais áreas de intervenção da cirurgia vascular


Doenças das artérias | Obstruções e aneurismas

Doenças das veias | Varizes e trombose venosa

Doenças dos vasos linfáticos | Linfedema

Vasculites e doenças vasomotoras

Hiperhidrose e quadros de hipersimpaticotonia

Malformações vasculares | Arteriais, venosas e artério-venosas

Lesões tróficas de causa vascular | Úlceras da perna ou pé diabético

Fatores de risco das doenças vasculares arteriais | Obesidade | Diabetes | Sedentarismo | Tabaco | Colestrol | Hipertensão


Por Boas Causas