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Centro de Alcoitão renova acordo com o SNS

Entidade de referência na área da Medicina de Reabilitação no País, o CMRA vai continuar a receber doentes diretamente referenciados pelas unidades hospitalares da Grande Lisboa
30 de Dezembro de 2021 às 11:25
Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão pertence à SCML
CMRA chegou a ser o único no País especializado na reabilitação
Maria de Jesus Rodrigues, diretora clínica e administradora do CMRA
Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão pertence à SCML
CMRA chegou a ser o único no País especializado na reabilitação
Maria de Jesus Rodrigues, diretora clínica e administradora do CMRA
Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão pertence à SCML
CMRA chegou a ser o único no País especializado na reabilitação
Maria de Jesus Rodrigues, diretora clínica e administradora do CMRA

O Governo renovou com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) o contrato para a prestação de cuidados de saúde na área da medicina de reabilitação a doentes do Serviço Nacional de Saúde no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA).

O referido contrato foi celebrado em 2010 e é renovado anualmente, após reunião entre os pares, para pequenos acertos, para a prestação de cuidados de excelência a doentes de AVC, politraumatizados e portadores de lesão medular naquela que é a principal entidade de referência na Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

Maria de Jesus Rodrigues, diretora clínica e administradora do CMRA, descreveu ao CM a alteração do padrão de patologias dos doentes nos últimos anos e explicou como foram feitas as devidas adaptações nos serviços, para que "a luta" continue mesmo em tempo de pandemia.

Correio da Manhã – Que tipo de acidentes e patologias trazem mais doentes para reabilitação no Centro de Alcoitão?
Maria de Jesus Rodrigues – Atualmente, cerca de 60% dos nossos doentes sofreram Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC). Entre 25 a 30% são lesões medulares, traumatismos cranioencefálicos e politraumatizados. Os restantes dizem respeito a doenças neurológicas, sequelas de outras doenças e amputados.

 Qual a média de idades?
– Bastante jovem. Entre os 50 e os 60 anos. A média nos AVC’s é mais alta (60 a 70 anos), mas como temos muitos doentes na casa dos 30 anos com lesões medulares e politraumatizados, a média baixa.

–  E de quanto tempo, em média, necessitam para recuperar?
– A média anda entre os dois meses e os dois meses e meio, mas há muitos doentes que precisam de mais tempo e ficam. O doente nunca sai penalizado. A taxa de altas para domicílio é de 70 por cento, sendo os restantes encaminhados para outro tipo de respostas, como os cuidados continuados. Depois do internamento, muitas pessoas continuam em ambulatório.

Este acordo é imprescindível para tratar estas pessoas?
– Neste momento, o CMRA recebe grandes incapacitados e referenciados diretamente pelos hospitais, muitas vezes até pela própria necessidade urgente de camas, portanto esta parceria é fundamental para uma maior eficácia do Serviço Nacional de Saúde no apoio a estes doentes, que são também a nossa principal vocação. Os doentes menos graves, aqueles que são referenciados pelos médicos de família, dispõem atualmente do apoio de outro tipo de entidades. Chegámos a ser o único centro de medicina de reabilitação em Portugal, e recebíamos doentes de todo o País. Hoje em dia, já existem outros centros, que também têm acordos com o SNS, mas continuamos a ser o centro de referência para os hospitais de Cascais, Amadora-Sintra, Loures, Almada, Setúbal e todos os hospitais centrais de Lisboa.

Uma instituição como o Centro de Reabilitação de Alcoitão não pode parar, mesmo em tempo de pandemia. Como fizeram?
– A nossa luta continua sempre. Reorganizámo-nos, reestruturámos serviços. Pusemos o ambulatório a funcionar no auditório, os doentes este ano não puderam ir a casa no Natal e tem sido um esforço grande para todo o pessoal. Mas a vida continua... adaptámo-nos.

187,3 milhões para cuidados de proximidade

Além da renovação do contrato com o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA), o Governo aprovou outros 11 acordos de cooperação com entidades do setor social para a prestação de cuidados de saúde, no valor total de 187,3 milhões de euros. Dez acordos foram estabelecidos com parceiros na Região de Saúde do Norte, um na Região de Saúde do Centro e firmou-se o acordo com o CMRA na Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

Esta ligação entre o SNS e as entidades do setor social, tem por intuito "aumentar a capacidade de resposta às necessidades em saúde dos utentes do SNS (...) e, no caso do Acordo com o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, do acesso a prestações especializadas de cuidados", pode ler-se no documento.

Por Boas Causas

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