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Santa Casa da Misericórdia tem cerca de 340 voluntários ativos. Candidatos podem inscrever-se online: voluntariado@scml.pt ou telefone: 213 235 171 | 213 235 569.
15 de Setembro de 2022 às 11:25
Voluntários são todos os anos homenageados pela sua dedicação
Voluntários são todos os anos homenageados pela sua dedicação

Combater a solidão, promover a atividade física, cultural e recreativa, prestar apoio aos estudos, entreter e animar crianças e idosos, são algumas das atividades do voluntariado da Santa Casa da Misericórdia, que conta atualmente com cerca de 340 voluntários.

“O voluntariado na Santa Casa desenvolve-se três áreas: ação social, saúde e cultura. Na ação social, onde se encontra a maioria dos voluntários, pode-se fazer voluntariado junto de pessoas idosas, crianças, jovens, adultos, doentes. Neste momento precisamos sobretudo de voluntários para a área das pessoas idosas”, afirma Luísa Godinho, diretora do Unidade de Promoção do Voluntariado.

Quem quiser candidatar-se, basta aceder ao site da Santa Casa e inscrever-se. Depois, será contactado para uma entrevista. “Para ser voluntário não há nenhum requisito que exclua a pessoa à priori. A entrevista é para conhecermos as expectativas e interesses de cada um, assim como a disponibilidade”, explica Luísa Godinho.

“Não estamos à procura de competências profissionais. Procuramos pessoas altruístas, responsáveis, disponíveis e que façam a diferença na vida de alguém”, acrescenta.

O voluntário tem um papel muito importante, não só para os utentes mas também para a instituição, que conta com mais de 500 anos de história.



“Não há nenhum requisito que exclua a pessoa 'a priori'”



“Os voluntários fazem parte da equipa Santa Casa. E nunca estarão sozinhos na sua atividade, terão um técnico de enquadramento que lhes vai dar apoio e prestar todos os esclarecimentos”, acrescenta.

“Nós procuramos ir ao encontro às expectativas e interesses dos voluntários. Têm de se sentir bem a fazer o que fazem para não desistirem. Têm formação inicial obrigatória e contínua e todos os anos avaliamos o grau de satisfação, porque queremos que estejam sempre motivados”, salienta a diretora.

Os voluntários podem começar com uma função, mas com o passar do tempo podem optar por outra.

“Com a pandemia, o voluntariado presencial foi suspenso, mas os voluntários continuaram a apoiar os beneficiários de outra forma, como por exemplo explicações online, ioga online, atividades e até mesmo companhia, tudo através da internet”, diz Luísa Godinho.

A administração da Santa Casa homenageia todos os anos os voluntários, o mais antigo é uma voluntária, que já leva 24 anos de voluntariado.

“Eu não preciso de saber que a minha presença é desejada basta-me saber que a minha ausência é sentida”, palavras de uma voluntária.


Luísa Godinho, diretora do Gabinete de Promoção do Voluntariado




"Aulas sempre cheias"


Alexandre Marques de 52 juntou-se à equipa de voluntários da Santa Casa da Misericórdia há cerca de três anos. Era algo que queria há muito tempo, mas que vinha a adiar. “Eu sempre pensei fazer voluntariado, mas a minha vida não permitiu. Não tinha tempo. Depois, um dia, decidi fazer e fui à internet pesquisar. Encontrei a Santa Casa e inscrevi-me”, conta o engenheiro civil de profissão. “Inicialmente a minha ideia era ensinar ou dar explicações de matemática, porque tinha a ver com a minha área, mas quando souberam que eu tinha o curso de Ioga disseram para eu dar aulas de Ioga. Correu bem e desde então tenho dado aulas em centros e em lares. Os utentes gostam e faz-lhes bem e a mim também. É uma troca”, confessa. Alexandre dá aulas a pessoas que vão dos 25 aos 94 anos. “O feedback é muito positivo. Querem sempre continuar com as aulas e agradecem muito. As aulas estão cheias todas as semanas”, conta.



“O ioga faz-lhes bem e a mim também. É uma troca”, diz Alexandre



Alexandre Marques diz que tem alunos quase há três anos e que a pandemia não os demoveu. “Durante essa fase, dei aulas via zoom. A maneira de chegar aos utentes foi através da internet e correu muito bem”, conclui o engenheiro.








"Não custa nada ajudar"


“Não custa ajudar quem mais precisa. Um dos meus objetivos é ser feliz ajudando os outros”, confessa Bernardo Azinheiro, de 30 anos, e voluntário há oito.

Bernardo é, atualmente, administrativo na Santa Casa e faz voluntariado no Programa Mais Voluntariado Menos Solidão, mas também já fez voluntariado com crianças. Atualmente, acompanha uma utente de 83 anos, que vive sozinha.

“Faço voluntariado todos os dias. Falamos todos os dias pelo telefone e costumo ir a casa da Dona Maria José”, afirma.

Nos últimos três anos, Bernardo e Maria José Belo já criaram uma amizade. “Há muitos idosos sozinhos devido à falta de tempo das famílias e nós fazemos companhia e cria-se uma grande amizade”, confessa.

Bernardo Azinheiro sempre soube que queria fazer voluntariado. “O objetivo é ajudar as pessoas no quotidiano, como por exemplo, ir às compras, ler uma carta, combater a solidão. É também escutá-los e criar laços”, concretiza. Desde os 22 anos que abraçou esta causa e está longe de deixá-la. “Alguns amigos foram desistindo devido à falta de tempo, mas eu mantenho porque tenho um compromisso com as pessoas”, afirma.


Bernardo é voluntário há oito anos







"É o melhor amigo que tenho agora"


Maria José Belo tem 83 anos e vive sozinha, em Lisboa. Confessa que o voluntário Bernardo Azinheiro “é o melhor amigo” que tem agora. “Abençoada a hora em que o Bernardo entrou na minha casa. É o meu neto adotivo. Só lhe tenho a agradecer!”, afirma.

Maria José tem alguns problemas de saúde e o papel do voluntário tem sido muito importante. “O Bernardo foi a melhor coisa que me aconteceu. Toda a gente devia ter ajuda domiciliária assim. Ele vai às compras, lê-me cartas ou um livro. Ajuda em tudo o que eu preciso”, confessa.


Maria José Belo tem 83 anos




Áreas da atividade volutária



ESTUDO
Explicações, apoio escolar, alfabetização, "atelier" de línguas


ANIMAÇÃO
Atividades lúdicas, leitura, visualização de filmes, visitas e passeios ao exterior, tertúlias, jogos e fotografia


APOIO NAS ATIVIDADES
Atividades planeadas nos serviços, apoio às rotinas dos utentes, nas diligêngias e atividades culturais


EXPRESSÃO ARTÍSTICA
Música, dança, teatro, canto


INFORMÁTICA
Inclusão digital, informática e multimédia


COMPANHIA
Ouvir, conversar ou passear


TRABALHOS MANUAIS
Costura, colagens, pintura, desenho, bijuteria, reciclagem, artesanato, jardinagem e horticultura


LOGÍSTICA
Apoio a tarefas administrativas


APOIO TÉCNICO
Aconselhamento jurídico, preenchimento do IRS


BEM-ESTAR
Cuidados de autoimagem, est+etica, relaxamento, movimento, Tai-Chi, Yoga, Reiki, ginástica ou apoio religioso


ATIVIDADES PONTUAIS
Divulgação do voluntariado SCML, ações culturais e outras patrocinadas

Por Boas Causas