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Intervir nas cidades para as tornar mais saudáveis

Lisboa é palco do lançamento de uma nova ferramenta para combater a doença. Estudo na freguesia da Ajuda mostrou dificuldade em aceder a alimentos mais saudáveis.
17 de Novembro de 2022 às 11:17
Sessão realizou-se segunda-feira na Câmara Municipal de Lisboa
Sessão realizou-se segunda-feira na Câmara Municipal de Lisboa

No Dia Mundial da Diabetes, Lisboa foi o palco mundial do lançamento do Foodscapes Toolkit, um dos primeiros grandes projetos no âmbito do Cities Changing Diabetes Lisboa (CCD Lisboa), que se propõe a combater à escala global dois dos maiores flagelos do nosso tempo: a diabetes e a obesidade.

Com apresentação de Fernanda Freitas, os vários participantes – Paula Barriga (diretora-geral da Novo Nordisk Portugal), João Raposo (APDP), Paul Bloch (Steno Diabetes Center Copenhagen), Jeff Risom (GEHL), Olivia Flynn (GEHL), Carlos Moedas (presidente da CML), entre outros – apresentaram estudos, perspetivas sobre a problemáticas apontaram-se soluções para mudar o ambiente urbano.

Logo no arranque da sessão, recordou-se que a diabetes é um desafio de saúde global e urgente, assistindo-se ao aumento da sua prevalência a um ritmo alarmante, em todo o mundo. “Atualmente, cerca de 537 milhões de adultos no mundo vivem com diabetes – um número que deverá aumentar para 783 milhões até 2045, se não forem tomadas medidas que revertam esta tendência. As cidades são onde vive mais de metade da população mundial e onde residem três em cada quatro pessoas com diabetes”, afirmou Paula Barriga, da Nordisk.

Um bom exemplo deste impacto foram os resultados apresentados sobre o projeto-piloto que foi desenvolvido na freguesia da Ajuda, no bairro 2 de maio, para avaliar o impacto do ambiente urbano na saúde pública desta população. Durante cerca de um ano, foi estudado o ambiente urbano da freguesia da Ajuda, para perceber quais os comportamentos alimentares dos residentes, as opções de comida e a qualidade dos espaços públicos neste bairro municipal.

Dos resultados obtidos, destacou-se o facto de existir uma oferta reduzida de opções de alimentação saudável no bairro. No total, somente um em cada cinco dos locais de compra e aquisição de comida observados vende frutas e verduras frescas. Mas o problema não está apenas na dimensão da oferta, mas também na própria localização destes espaços, que estão afastados dos locais onde a população reside ou estuda, uma realidade agravada pela topografia do território, no fator tempo, dinheiro, na literacia alimentar da população e organizações locais, fatores considerados fundamentais pelos inquiridos para a adoção de uma alimentação saudável.

Para combater este tipo de situações, a nova ferramenta, o Foodscapes Toolkit, permite às comunidades avaliar o impacto do ambiente urbano na saúde pública da sua população e definir medidas que combatam o problema.

Lisboa integra o Cities Changing Diabetes desde novembro de 2019. A adesão que foi formalizada com a assinatura de um Memorando de Entendimento de Cooperação entre a Câmara Municipal de Lisboa, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), a Administração Regional da Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a NOVA Medical School e a Novo Nordisk Portugal. Em 2020, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa junta-se ao CCD Lisboa. Este projeto nasce, assim, do reconhecimento das partes do interesse e objetivo comum de contribuírem para uma melhor saúde e maior bem-estar físico e social da população de Lisboa, e da vontade de colaborarem entre si para responder ao desafio que a Diabetes e a Obesidade representam para a cidade.


Por Boas Causas