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Levar a casa o apoio à população mais frágil

Ajuda domiciliária da Santa Casa está a colmatar o fecho dos centros de dia
18 de Junho de 2020 às 10:27
O transporte e as atividades dos utentes dos centros de dia vão ser repensados para que o retomar seja feito com toda a segurança e confiança
Etelvina Ferreira explicou de que forma o apoio foi mantido na pandemia (imagem de arquivo)
O transporte e as atividades dos utentes dos centros de dia vão ser repensados para que o retomar seja feito com toda a segurança e confiança
Etelvina Ferreira explicou de que forma o apoio foi mantido na pandemia (imagem de arquivo)
O transporte e as atividades dos utentes dos centros de dia vão ser repensados para que o retomar seja feito com toda a segurança e confiança
Etelvina Ferreira explicou de que forma o apoio foi mantido na pandemia (imagem de arquivo)

Ainda não se conhece a data para a reabertura dos centros de dia em Portugal, mas a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa continua a assegurar o apoio fundamental aos seus utentes no domicílio.

Enquanto se pensam em soluções para uma retoma em segurança e com confiança, Etelvina Ferreira, diretora da Direção do Desenvolvimento e Intervenção de Proximidade, explicou ao CM como se mantêm a proximidade e o suporte em tempos de distanciamento social.

Quantos utentes aguardam a reabertura dos centros de dia? De que forma a SCML está a apoiá-los?

Temos 1200 utentes em centros de dia que agora estão a receber apoio domiciliário, que se juntam a outros 2400 utentes que já beneficiavam deste tipo de apoio. Portanto, prestamos assistência em casa a 3600 seniores neste momento particular.

Que tipo de suporte vos é pedido?

Os utentes que já tinham apoio domiciliário necessitam de um reforço da vigilância, da higiene, do controlo da medicação, porque são utentes menos autónomos e têm agora as famílias ou os amigos e vizinhos que os apoiavam mais distantes.

No caso dos beneficiários da resposta de centro de dia, que são mais autónomos, além do fornecimento das refeições e de outras necessidades básicas, temos mantido um contacto telefónico muito frequente, de forma a apoiá-los emocionalmente, sugerindo (através dos nossos animadores e monitores) atividades lúdicas e recreativas que os mantenham mais ativos.

Temos mantido algumas atividades, como por exemplo a celebração dos aniversários, à janela, com a ajuda dos nossos parceiros. Cada utente tem um gestor de caso que, quando nota alguma situação de maior negatividade e fragilidade emocional, sinaliza a situação e aciona uma equipa criada neste período com o intuito de chegar a pessoas em situações mais complexas. Este apoio tem tido um resultado que faz a diferença na vida das pessoas.

O distanciamento social tem tido efeitos negativos?

Sem dúvida. Há idosos que compreendem e preferem manter-se seguros. Outros têm mais dificuldade em aceitar que não podem ver filhos, netos ou amigos.

Reformular nestes moldes o apoio prestado implicou reforço dos meios?

Temos feito autênticos milagres. O Serviço de Apoio Domiciliário da SCML tem cerca de 600 agentes de geriatria e apoio à comunidade em equipas coordenadas por 40 técnicos.

A solução foi robustecer o apoio domiciliário, redistribuindo funcionários de forma a ir buscar recursos que permitissem manter este serviço a funcionar em pleno. Mas também é preciso ver que durante este mesmo período contámos com menos 25 por cento destes recursos humanos, por diversos motivos, por exemplo, pessoas que tiveram de ficar em quarentena e outras que tiveram de ficar em casa a tomar conta dos seus filhos.