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Nem a distância impede a formação na Santa Casa

O confinamento não impede a continuidade das sessões no Centro de Educação, Formação e Certificação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, onde as sessões decorrem com o apoio das novas tecnologias e muito empenho das equipas.
11 de Fevereiro de 2021 às 08:55

O ano de 2020 colocou grandes desafios para toda a equipa e para os formandos do Centro de Educação, Formação e Certificação (CEFC) da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, mas deu frutos. Os resultados alcançados na adaptação do ensino e da formação profissional às circunstâncias do confinamento estão agora à vista e refletem-se no empenho de quem aprende e de quem ensina. Quem o diz é Anabela Azevedo, formadora de Linguagem e Comunicação e gestora de um curso tecnológico do CEFC.

"Estamos mais preparados e isso possibilitou uma estruturação da formação à distância ajustada aos diversos níveis de escolaridade e componentes dos diversos percursos formativos desenvolvidos pelo CEFC", conta. Nos seus dois polos, o de jovens e o de adultos, o CEFC tem 210 formandos dos 15 aos 64 anos. São vários os cursos oferecidos: alfabetização, equivalência aos 1.º, 2.º e 3.º ciclo do ensino básico e também cursos com dupla certificação (escolar e profissional).

Na segunda categoria, a oferta formativa inclui cursos de Agente em Geriatria, Cabeleireiro, Cozinheiro, Assistente de Cuidados de Beleza, Técnico de Ação Educativa, Informática (dois níveis), Operador de Acabamentos em Madeiras e Mobiliário Tecnológico e Padaria/Pastelaria. Os cursos têm uma empregabilidade na ordem dos 76%. A todos os formandos foi fornecido um ‘kit’ de aprendizagem para poderem trabalhar os conteúdos em casa.

Aos percursos formativos com componente tecnológica foi igualmente disponibilizado um ‘kit’ de material a cada formando, viabilizando o acompanhamento e desenvolvimento da formação prática à distância.

"O curso de Operador de Acabamento de Madeira e Mobiliário teve acesso a uma caixa com material de desgaste, ceras, betumes de vários tipos e pequenos pedaços de madeira, para treino de malhetes. Na área de Cabeleireiro, os formandos levaram para casa um ‘kit’ com material de cabeleireiro e uma ‘cabeça’ e, na área de Assistente de Cuidados de Beleza, foi igualmente atribuída uma mala com material de manicura/pedicura, de epilação e de extensão de pestanas", explica Anabela Azevedo.

Já os formandos do curso de Cozinha estão envolvidos no desafio permanente de desenvolver nas suas casas as diversas receitas de cozinha e pastelaria que lhes são propostas. "Todos os trabalhos são depois partilhados através de fotos ou vídeo", explica Anabela.

Recursos tecnológicos permitem continuidade

Neste momento particular que Portugal atravessa, no Centro de Educação, Formação e Certificação, a formação decorre com todos os recursos tecnológicos disponíveis para apoio ao ensino à distância - como o Zoom, o Moodle, o Classroom, o Teams, o Google Meets, o WhatsApp, o Skype e, claro, também o email e o telemóvel. "Estão a ser explorados e utilizados, em "modalidades de ensino assíncrono, síncrono ou trabalho autónomo, de acordo com orientações dos diversos elementos da equipa técnico pedagógica e conforme o acesso e os ‘saberes’ de cada percurso formativo", relata Anabela Azevedo. "Recorre-se também ao contacto telefónico, para esclarecer dúvidas e fazer um balanço dos trabalhos entregues. No caso da Alfabetização são igualmente realizadas leituras telefónicas, com base no conjunto de materiais entregue aos formandos", explica a professora e diretora do Centro. "Nesta turma existem graus diferentes de literacia. Assim, tal como no ensino presencial, também no ensino à distância favorecemos a diferenciação pedagógica, quer nas técnicas de estratégias de ensino, quer nas atividades propostas", explica. Os kits entregues aos formandos da alfabetização e dos cursos correspondentes ao ensino básico incluem fichas, lápis de cores, folhas pautadas e de desenho, o que lhes permite "trabalhar também a motricidade fina e o treino das letras e dos números".

Formandas apresentam vídeos no dia da leitura em voz alta

Apesar dos desafios que o atual confinamento coloca, o centro tem sido "um elemento de suporte" fundamental para os formandos. "Constatamo-lo no acompanhamento e nos contactos telefónicos permanentes efetuados pela nossa equipa", afirma Anabela Azevedo, que é também responsável pela ligação e atividades desenvolvidas em conjunto com o Plano Nacional de Leitura (PNL). Até nesse âmbito, a formação à distância tem sido concretizada de forma positiva.

"Os formandos continuam comprometidos com a formação, cooperantes e muito trabalhadores. Este empenho e motivação reflete-se até nas atividades extras, como a comemoração do Dia Mundial da Leitura em Voz Alta (1 de fevereiro), em que as formandas de dois cursos, após a apresentação do espetáculo ‘Absurdez’, do PNL, realizaram vídeos excelentes com leituras em voz alta", recorda.