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No coração da cidade para alcançar todas as idades

Graças às equipas multidisciplinares e à articulação com parceiros locais, o Centro Intergeracional Ferreira Borges reúne um conjunto de respostas indo ao encontro das necessidades de cada pessoa e das novas gerações na sua particularidade.
27 de Maio de 2021 às 11:15
O novo Centro Intergeracional Ferreira Borges abriu portas este mês na freguesia de Campo de Ourique sob gestão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
O novo Centro Intergeracional Ferreira Borges abriu portas este mês na freguesia de Campo de Ourique sob gestão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa inaugurou um novo centro intergeracional. De acordo com Etelvina Ferreira, Diretora da Direção de Desenvolvimento e Intervenção de Proximidade, o espaço quer contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e ser um projeto "em permanente co-construção, flexível e ajustado às necessidades e potencialidades do território, reforçando uma comunidade para que esta se torne ainda mais participativa e inclusiva".

O que motivou a instalação deste equipamento?
A motivação surge da necessidade de dotar a freguesia de Campo de Ourique de uma resposta inovadora, que vá ao encontro das necessidades dos públicos que até agora já abrangíamos, perspetivando-se, no entanto, um leque de respostas mais alargado, indo assim de encontro à estratégia definida para a cidade de Lisboa, no âmbito do Programa "Lisboa cidade de todas as idades". Desta forma pretende reinstalar o Centro de Dia de Santo Condestável e a Residência Assistida Carlos da Maia, proporcionando aos seus utilizadores melhores condições físicas e de acessibilidade promovendo assim o seu bem-estar.

Que parceiros têm neste projeto?

O Centro de Dia de Santo Condestável já vinha a desenvolver um trabalho em rede e de grande proximidade com parceiros do território, contudo este novo espaço, situado numa das vias mais emblemáticas da Freguesia de Campo de Ourique, que se encontra devidamente equipado, com um design inovador e atrativo, vai permitir consolidar ainda mais o trabalho em rede e potenciar sinergias, congregando vários recursos numa lógica de partilha e de co-construção, a saber: Junta de Freguesia de Campo de Ourique, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Projetos Caravana Agroecológica e Center for ecology, evolution and environmental changes -CE3C), PSP, Associação Embuscada, 55+, Fundação Lar Nossa Senhora dos Cegos, Grupo Informal Campo Vivo, Associação Margens com o Projeto Bip-Zip Germinar um banco de sementes, Associação Coração Amarelo, Ajuda de Mãe, Casa Fernando Pessoa, Colégio Place 4ALL e Salesianos de Lisboa. Estas são algumas das instituições e grupos informais que em conjunto com o Centro de Dia têm desenvolvido inúmeros projetos e ações no território de Campo de Ourique e com os quais se pretende continuar a desenvolver num trabalho de proximidade, numa dinâmica intergeracional e de promoção da participação.

Pretende-se uma dinâmica de trabalho em rede, flexível, ajustável às realidades locais e aos interesses de todos os intervenientes, sendo o foco da intervenção a pessoa como potencial agente de mudança e a conjugação de sinergias, numa articulação e partilha de responsabilidades entre várias entidades, celebrando parcerias e protocolos interinstitucionais, para otimização de recursos.

Há também um espaço de inclusão digital, outro para crianças e jovens e distribuição de refeições à população carenciada. Como se consegue integrar dinâmicas tão diferentes num único espaço?

Implica uma boa gestão, mas o sucesso deve-se essencialmente ao trabalho de proximidade e de articulação entre os diferentes parceiros. As equipas multidisciplinares constituídas por técnicos com diversas formações, nomeadamente das áreas da psicologia, terapia ocupacional, fisioterapia, animação sociocultural, serviço social, agentes de geriatria e apoio à comunidade assumem nestas respostas uma importância fulcral.

O modelo de intervenção que se pretende implementar preconiza a existência de equipas altamente motivadas e tecnicamente robustas que garantam uma avaliação integral da pessoa, com vista à definição de um Plano de Intervenção Individual onde a própria pessoa é o elemento principal da intervenção.