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Santa Casa acolhe jovens afegãos

Menores refugiados chegam sozinhos a Portugal e recebem apoio da Santa Casa. Apoio no desenvolvimento de competências e na transição para a vida adulta e inserção na sociedade.
7 de Outubro de 2022 às 11:56
Menores chegam a Portugal muitas vezes sozinhos
Menores chegam a Portugal muitas vezes sozinhos

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa criou, em julho do ano passado, o Apartamento de Pré-Autonomia para Migrantes (APAM) num protocolo com a Fundação Aga Khan. Trata-se de um projeto com o objetivo de dar apoio à autonomização de menores refugiados que chegam a Portugal, sozinhos. “É um local que prepara os jovens para uma vida em comunidade e que visa a melhoria das suas competências pessoais, sociais e de autonomia”, explica a coordenadora do APAM, Cláudia Sá.

Neste apartamento em Lisboa, com capacidade para seis pessoas, os jovens têm as condições necessárias para que seja feita a sua integração na sociedade portuguesa.

“Há um técnico que os acompanha, 24 horas por dia. No entanto, são os jovens que têm de gerir muitas coisas, como fazer as suas refeições, as compras e as limpezas. No fundo, aprendem a gerir as tarefas no dia a dia. Fazem uma adaptação a um mundo e rotinas muito diferentes do que estavam habituados”, refere Cláudia Sá.

A maioria destes jovens não tem um percurso escolar, uma vez que começaram a trabalhar com 10, 11 anos.

“Nós damos apoio a vários níveis, desde o financeiro à escola, nomeadamente a nível da língua portuguesa, e depois na integração no mercado de trabalho”, salienta a coordenadora. A questão da língua traz sempre entraves na comunicação e adaptação. A maioria dos menores só falam a língua do seu país de origem. No entanto, não é impeditivo de uma integração a nível laboral. Alguns deles já têm contratos de trabalho.





Cláudia Sá é a coordenadora do Apartamento de Pré-Autonomia



“Temos várias parcerias com diversas empresas, com a RedEmprega da Câmara de Lisboa e com a Associação Positive Benefits, que têm projetos específicos para apoio aos refugiados. Há, por exemplo, quem tenha estagiado no El Corte Inglés e como o estágio correu bem depois assinou contrato”, relata Cláudia Sá.

Além do Apartamento de Pré-Autonomia, a SCML tem um conjunto alargado de respostas de autonomia para jovens com processos de promoção e proteção. São apoiados cerca de 250 jovens, distribuídos por 16 Apartamentos de Autonomia, cinco residências autónomas para jovens com comprometimento cognitivo e jovens em meio natural de vida acompanhados pela Equipa de Integração Comunitária.




"Quero ficar em Portugal"


Mohammad Ali tinha 15 anos quando chegou a Portugal, em 2019. No Afeganistão ficou a família - pais e sete irmãos -, de quem tem muitas saudades e com quem vai mantendo o contacto.

Mohammad Ali foi um dos muitos jovens que já passou pelo Apartamento de Pré-Autonomia para Migrantes. “Vivi no apartamento durante oito meses e, atualmente, estou a viver num quarto, por minha conta. Viver no apartamento foi uma grande ajuda a nível da língua, da escola, de tudo. Foi muito importante para me adaptar a esta nova vida”, revela.

Mohammad Ali é um caso de sucesso. Com a ajuda da Santa Casa tornou-se autónomo e, neste momento, está a terminar o 9.º ano, ao mesmo tempo que trabalha num supermercado, como repositor. “Fiz um estágio de três meses e depois assinei contrato. Os colegas receberam-me muito bem e ficavam curiosos quando eu dizia que era do Afeganistão”, revela.

Mohammad saiu do Afeganistão à procura de uma vida melhor. Passou pelo Irão e pela Turquia até chegar a Portugal. “Quero ficar cá e fazer a minha vida aqui. Não sei o que será o futuro, mas gostava que fosse aqui, em Portugal”, relata.





Mohammad Ali tem 17 anos e trabalha como repositor num supermercado



O jovem, agora com 17 anos, confessa que aprender a língua não foi fácil. “O português é difícil e demorei até habituar-me à cultura. As comidas, as roupas, é tudo muito diferente”, afirma. Apesar das diferenças culturais, o jovem afegão conseguiu uma boa adaptação.



Apartamento de pré-autonomia para migrantes


Resposta Social
Santa Casa da Misericórdia dispõe de um T3 com três quartos, uma sala, cozinha e duas casas de banho. Tem capacidade para seis pessoas. Os jovens que aqui moram contam com a ajuda de um técnico, 24 horas por dia. São auxiliados a vários níveis, por forma a que o processo de transição para uma vida independente seja um sucesso.












MAHDI ANSARI, uma história de sucesso


O afegão Mahdi Ansari, 19 anos, chegou a Portugal em julho de 2021 e viveu no Apartamento de Pré-Autonomia para Migrantes, em Lisbo. Mahdi é um dos muitos jovens que a Santa Casa da Misericórdia acolheu e ajudou. O afegão nunca pensou que, ao chegar ao nosso país, tivesse a oportunidade de iniciar um percurso no mundo da moda. Foi no âmbito de uma parceria entre a Santa Casa e a agência Good Casting que Mahdi Ansari realizou sessões fotográficas e vídeos de apresentação. “Tratou-se de um trabalho de melhoria de autoestima destes jovens e permitiu que tivessem um primeiro contacto com esta realidade”, adianta Cláudia Sá, coordenadora do Apartamento de Pré-Autonomia para Migrantes.

Afegão também viveu no Apartamento de Pré-Autonomia

Por Boas Causas