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Santa Casa premeia cuidado e conhecimento

Os Prémios Nunes Corrêa Verdades de Faria vão mais uma vez distinguir o trabalho excecional de portugueses que se dedicam a melhorar, em várias áreas, a vida e a saúde do outro.
8 de Julho de 2021 às 12:51
O provedor da Santa Casa Edmundo Martinho
A dedicação aos mais idosos é uma das áreas distinguidas pelos Prémios Nunes Corrêa Verdades de Faria
A criação dos prémios foi um desejo do benemérito Mantero Belard
O provedor da Santa Casa Edmundo Martinho
A dedicação aos mais idosos é uma das áreas distinguidas pelos Prémios Nunes Corrêa Verdades de Faria
A criação dos prémios foi um desejo do benemérito Mantero Belard
O provedor da Santa Casa Edmundo Martinho
A dedicação aos mais idosos é uma das áreas distinguidas pelos Prémios Nunes Corrêa Verdades de Faria
A criação dos prémios foi um desejo do benemérito Mantero Belard

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa vai atribuir, mais uma vez, os Prémios Nunes Corrêa Verdades de Faria. Após a análise das 11 propostas apresentadas, o júri decidiu premiar por unanimidade, Leonel Francisco Franco, Ângela Lopes Simões e a Maria Júlia Barbosa.

Leonel Francisco Franco distinguiu-se na categoria de ‘Cuidado e Carinho Dispensados aos Idosos Desprotegidos’, pelo trabalho realizado, como voluntário, aos idosos apoiados pelo Lar de São José – Fundação de Solidariedade Social, em Torres Vedras. Movido por um forte sentimento de solidariedade e dedicação aos mais vulneráveis e doentes passou a integrar, em 1994, os órgãos sociais da Instituição. Em 2020, ocupou o cargo de Vice-Presidente do Conselho Diretivo.

Na categoria de ‘Progresso da Medicina na Sua Aplicação às Pessoas Idosas’, a premiada foi Ângela Lopes Simões, pelo desenvolvimento, em 2017, da tese ‘A Promoção e Preservação da Dignidade no contexto de cuidados em Lares de Idosos’. Doutorada em Enfermagem e especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica e em Enfermagem à Pessoa em Situação Paliativa, Ângela Lopes Simões viu este trabalho de investigação ser publicado em várias revistas científicas e editado em 2019.

Atualmente, é considerado leitura obrigatória para todos os que estão envolvidos nos cuidados aos idosos. No trabalho desenvolvido junto dos séniores, a premiada aprendeu que o mais importante "não são as ações e intervenções relacionadas com o processo fisiopatológico, mas, sobretudo, a experiência humana e humanizadora exercida por um conhecimento profundo do outro", uma relação sensível, intencional, ética, responsável e competente que dignifica a pessoa cuidada e dignifica o cuidador. "Nesta relação, o objeto do cuidado não deve ser a doença ou o corpo biológico, mas as necessidades da pessoa, num cuidar complexo, que inclui a emoção e os afetos", afirma.

Na terceira categoria, ‘Progresso no Tratamento das Doenças do Coração’, distinguiu-se a médica Maria Júlia Barbosa. Licenciada em medicina, dedicou toda a sua vida ao serviço público hospitalar, ao ensino pré e pós-graduado e aos doentes. Chefe de Serviço de Cardiologia Jubilada no Hospital de São João e Professora Auxiliar Jubilada na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto é ainda responsável pela organização das Jornadas de Cardiologia.

Com uma brilhante carreira hospitalar e académica, é especialista em cardiologia e em cardiologia pediátrica, contribuindo de forma notável para a melhoria do tratamento das doenças do coração ao longo da sua carreira.

Júri atribui mais três menções honrosas


O júri decidiu também atribuir três Menções Honrosas, que destacam o trabalho de Rute Moura ( a Associação Ecológica e Cultural Peña Mourisca) e aos cardiologistas Sílvia Ribeiro e Rui da Providência e Costa (pelo trabalho de investigação no âmbito da arritmologia cardíaca). Criados em 1987, os Prémios Nunes Corrêa Verdades de Faria cumprem a vontade expressa em testamento pelo benemérito Mantero Belard, sendo entregues, anualmente, a pessoas que tenham contribuído para os cuidados à terceira idade, avanço na medicina ou tratamento das doenças do coração.