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Santa Casa procura projetos de inovação social

Casa do Impacto tem 40 mil euros para acelerar ideias de negócio na área social e da saúde alinhadas com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas
29 de Setembro de 2022 às 18:21
Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto da SCML
Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto da SCML
Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto da SCML

A Casa do Impacto, ‘hub’ de empresas na área do empreendedorismo de impacto da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), tem a decorrer, até 2 de outubro, as candidaturas para o RISE for Impact, um programa de aceleração destinado a soluções que querem inovar no setor social e da saúde.

O programa é desenvolvido em três fases. A primeira, que arranca já em outubro, consiste num ‘bootcamp’ intensivo com os 30 projetos selecionados para a fase inicial. Apenas dez projetos passarão à segunda fase. Estes receberão uma bolsa mensal de 691,70 euros e um pacote de formação, workshops, masterclasses e mentoria, que permitirá a aceleração das ideias e projetos de negócios. Esta segunda fase termina com um ‘demo day’, no qual serão escolhidos os três projetos finalistas, que receberam um prémio de 1500 euros e a passagem à fase seguinte. A terceira fase consiste na ‘incubação’, ou seja, no desenvolvimento, destes três projetos, e culmina na entrega de prémios aos vencedores.

A decisão acontece em junho de 2023. O primeiro classificado recebe um prémio de três mil euros, o segundo dois mil euros e o terceiro terá mil euros. Todos os projetos vencedores poderão continuar ligados à Casa do Impacto. Mas, para já, faltam os candidatos e ideias com impacto.

"Procuramos empreendedores motivados, que promovam soluções inovadoras na resolução de problemas e necessidades sociais, de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, da ONU, especificamente projetos ligados ao combate à fome e pobreza, saúde, saúde mental, igualdade de género, trabalho digno e crescimento económico, redução de desigualdades, paz, justiça e instituições eficazes. Aceitamos projetos em desenvolvimento ou equipas que queiram apenas desenvolver inovação de produto para um projeto existente", descreve Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto da SCML.

Até porque o RISE é um programa com provas dadas. "Nos últimos quatro anos, mais de 120 projetos e 200 empreendedores tiveram a oportunidade, em pelo menos uma fase do programa, de melhorar os seus projetos, receber o apoio e feedback de uma comunidade de fazedores com experiência, ter acesso a oportunidades de financiamento e de networking com algumas das mais importantes organizações e personalidades do setor", ressalva a responsável.

Ser útil à comunidade

Existem mais de 2,5 milhões de pessoas inativas com mais de 55 anos em Portugal. E se para alguns a idade é um impedimento, outros ganham vida se forem úteis para a comunidade. Quando Elena Duran chegou a Lisboa e observou a população envelhecida nasceu uma ideia: criar uma plataforma onde as pessoas com mais de 55 anos pudessem colocar os seus conhecimentos e talentos à disposição, dando explicações, aulas de guitarra, fazendo jardinagem ou simplesmente confecionando uma refeição para uma família ocupada.

Foi assim que surgiu a 55+, uma plataforma humana com base tecnológica que oferece serviços variados e comunitários. "O programa Rise foi para nós fundamental. Fizemos parte deste programa quando tínhamos uma ideia de como imaginávamos a 55+."

Apenas tínhamos muito claro o desafio social para o qual queríamos contribuir, pois conhecíamos a realidade do envelhecimento em Portugal que afeta uma parte muito alargada da população e em continuo crescimento. Foi com o programa Rise que a ideia da 55+ foi estruturada, definida e lançada em forma de projeto piloto num pequeno território de Lisboa", recorda Elena.

Prevenir o cancro

A Glooma, uma ‘startup’ de saúde digital que atua na área da prevenção do cancro da mama, foi um dos projetos vencedores numa das anteriores edições do RISE for Impact. Francisco Neto Nogueira e Frederico Stock, co-fundadores da ‘startup’ que neste momento desenvolve um dispositivo doméstico e portátil (SenseGlove) que complementa a autopalpação da mama, lembram que "o RISE foi um programa fulcral" para a start-up, "nomeadamente na definição das métricas de impacto".

"Com a ajuda dos mentores, na definição de estratégias de negócio e áreas de atuação prioritárias fomos capazes de iniciar os nossos estudos clínicos, realizar uma prova de conceito, aumentar a nossa equipa e desenvolver o nosso produto e modelo de negócio", recordam.

Daí advieram várias oportunidades. "Investimentos privados, novos parceiros e a própria visibilidade no ecossistema de impacto. Todo o trabalho desenvolvido durante sete meses neste programa tem impacto no projeto e, portanto, todos os sucessos que conseguirmos alcançar são consequência da nossa participação no RISE", explicou Francisco Nogueira.

Apoio já chegou a mais de 200 candidatos

- Os vencedores das anteriores edições continuam ligados à Casa do Impacto?
- Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto - Sim, para além do prémio financeiro, o RISE for Impact tem uma componente de apoio não-financeiro muito importante. Fazemos acompanhamento dedicado durante 4 meses na fase da incubação, onde acresce mais um ano de incubação gratuita na Casa do Impacto para os três projetos finalistas, com acesso a todas as vantagens do nosso Hub, bem como o acesso direto à fase de seleção de outras iniciativas da Casa do Impacto, como o fundo +PLUS. São vários projetos que depois do RISE for Impact continuaram a "viver na Casa do Impacto", como a SPOTGAMES, a 55+, MyPolis, Nevaro, Equalfood.co, Skizo, Actif, Clynx, entre outros.

- Quantos projetos já foram apoiados?
- O programa já apoiou mais de 120 projetos de impacto e duas centenas de empreendedores, conseguindo apontar o caminho para um processo empreendedor sustentável.

Por Boas Causas