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Cardiologia pré-natal

A ecocardiografia fetal é o exame ideal para diagnosticar ou excluir as doenças cardíacas congénitas, conhecer a sua gravidade e prognóstico, preparar adequadamente o parto e o acompanhamento do bebé e, em alguns casos, iniciar atempadamente o tratamento adequado.
16 de Agosto de 2019 às 08:49

As doenças cardíacas congénitas podem afetar até 1 em cada 100 recém-nascidos, sendo ainda mais frequentes durante a idade fetal. A ecocardiografia fetal é uma ecografia dirigida ao coração do bebé, que permite avaliar a sua estrutura, ritmo e função através do uso de ultrassons. O estudo Döppler permite observar o fluxo do sangue através das válvulas cardíacas e dos vasos sanguíneos mais importantes.

Este exame é da responsabilidade de um cardiologista pediátrico com experiência na área de cardiologia pré-natal e é preferencialmente realizado no segundo trimestre da gravidez, entre as 18 e as 24 semanas. Em alguns casos deve realizar-se a partir do final do primeiro trimestre (ex: translucência da nuca aumentada, alterações cromossómicas, malformações fetais, alterações do ritmo cardíaco, gravidez gemelar monocoriónica, doenças maternas como lúpus ou Sjögren).

Como qualquer ecografia para diagnóstico pré-natal, é um exame rápido, indolor e sem riscos para a saúde do bebé.


Este exame é especialmente recomendado nos casos de:

- Familiares próximos com doença cardíaca desde a infância;

- Idade materna acima dos 35 anos sem amniocentese;

- Gravidez gemelar (especialmente se monocoriónica);

- Abortos de repetição de causa desconhecida e/ou feto anterior falecido;

- Fertilização in vitro (FIV);

- Doenças maternas (diabetes, fenilcetonúria, doença do colagénio, infeções, hipertensão arterial);

- Exposição materna a medicamentos e tóxicos (anticonvulsantes, corticosteroides, lítio, álcool, etc);

- Alterações detetadas no feto (suspeita de cardiopatia na ecografia obstétrica, focos hiperecogénicos intracardíacos, alterações do ritmo cardíaco, translucência da nuca aumentada, restrição do crescimento, alterações do líquido amniótico e derrames fetais, alterações cromossómicas, malformações fetais extracardíacas, fístula arteriovenosa, artéria umbilical única, ausência de ductus venosus, anemia);

- Dificuldades técnicas no estudo do coração fetal.


Em alguns casos, para além da realização de uma ecocardiografia fetal, a gravidez deve ser acompanhada numa consulta de cardiologia pré-natal:

- Doenças maternas (diabetes mal controlada, lúpus, doença de Sjögren);

- Exposição materna a medicamentos anti-inflamatórios;

- Gravidez gemelar monocoriónica com transfusão feto-fetal;

- Fetos com cardiopatia congénita ou alterações do ritmo cardíaco.



Redigido por Dr. Tiago Rito (OM53357), cardiologista pediátrico no Trofa Saúde Hospital em Loures e na Amadora