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Cuidado com a dor no peito, a angina de peito e o enfarte do miocárdio

A dor torácica, ou dor no peito, é um sintoma muito frequente na população adulta e pode ter diversas causas. A avaliação médica, baseada na caracterização da dor e na observação, tem como objetivo determinar a origem da dor, focando-se principalmente nas causas potencialmente mais graves, entre as quais se salienta a angina de peito
8 de Outubro de 2019 às 08:48
Redigido por Dr. Pedro Carrilho Ferreira (OM47183), cardiologista no Trofa Saúde Hospital na Amadora e em Loures
A angina de peito é a manifestação mais frequente da isquemia miocárdica, ou seja, o sofrimento do músculo cardíaco provocado pela falta de oxigénio e nutrientes, que habitualmente se deve a estenose ou “obstrução” das artérias do coração (artérias coronárias) por placas de aterosclerose. Esta doença está associada a vários fatores de risco como a hipertensão arterial, a diabetes, a dislipidemia (“colesterol alto”), o excesso de peso ou o tabagismo. Habitualmente os doentes com angina de peito referem uma dor muito característica, desencadeada por esforços, emoções ou stress, localizada no centro do peito e que irradia ou “vai” para os braços, principalmente o esquerdo.

Após a observação médica inicial são frequentemente necessários exames complementares para avaliação global, tais como análises de sangue e urina, eletrocardiograma e ecocardiograma. Em relação à abordagem específica da dor torácica, o exame habitualmente mais realizado como primeira linha é a prova de esforço. Este exame, simples e não invasivo, permite avaliar vários aspetos muito importantes, designadamente a capacidade de realização de exercício físico, a resposta da pressão arterial ao esforço, a presença de arritmias e a ocorrência de isquemia.

Quando a prova de esforço não é conclusiva ou é útil ter informação adicional, pode recorrer-se a outros exames como ecocardiograma de esforço ou de sobrecarga, cintigrafia de perfusão do miocárdio ou angiografia por tomografia computorizada (TC).

Nos casos em que, após estes exames, o médico considera necessário confirmar de forma definitiva a presença de doença nas artérias do coração, isso faz-se através de cateterismo cardíaco. O cateterismo é um exame invasivo, realizado numa sala de angiografia (semelhante a um bloco operatório), habitualmente sob anestesia local (com o doente acordado) que permite visualizar as “obstruções” das artérias e definir o melhor tratamento para cada caso.

Os objetivos do tratamento são controlar os sintomas provocados pela doença coronária (angina de peito, cansaço, falta de ar) e prevenir as complicações mais graves, nomeadamente o enfarte do miocárdio, ou “ataque de coração”. A terapêutica inclui sempre medicação, sobretudo medicamentos para “diluir o sangue” como aspirina, para a tensão arterial ou para o colesterol, e pode ainda haver indicação para intervenção percutânea (“desobstrução” da artéria durante o cateterismo) ou, nos casos mais graves, cirurgia.

Podemos assim concluir que apesar de a dor torácica e a angina de peito serem muito frequentes na população adulta, atualmente com os métodos de diagnóstico e os tratamentos disponíveis, é possível determinar a causa dos sintomas e oferecer um tratamento eficaz e seguro à grande maioria dos doentes.