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Demência: sinais de alarme, exames de diagnóstico e intervenção clínica

A demência é uma doença neurodegenerativa, progressiva, que afeta o cérebro e por consequência as funções cognitivas como a memória, a atenção e a aprendizagem, que leva à perda da independência para realizar as atividades diárias.
4 de Outubro de 2019 às 09:02
Redigido por Dr.ª Sofia Peralta (OPP7142), psicóloga no Trofa Saúde Hospital em Loures e na Amadora, com formação em Neuropsicologia
O termo demência é genérico, sendo usado para descrever um grupo de patologias em que existe declínio das capacidades, funcionais e comportamentais, levando à perda de autonomia. As principais formas de demência em indivíduos com mais de 65 anos de idade são a doença de Alzheimer e a doença vascular. A idade por si só é um fator de risco para o aparecimento da demência. Doenças como a depressão crónica, a diabetes, a hipertensão, história familiar de demência; o baixo nível de escolaridade ou estimulação cognitiva, constituem alguns dos fatores de risco a ter em conta na avaliação de um doente com demência. A memória recente é uma das funções mais precocemente afetadas. Outros sintomas da demência podem incluir: • Discurso repetitivo; • Dificuldades em encontrar palavras ou nomes; • Desorientação temporal e espacial; • Dificuldades na organização; • Mudanças de humor e de comportamento; • Esquecimentos frequentes; • Alterações nas atividades diárias. Não existe um exame específico para o diagnóstico da demência. Os médicos, neurologistas ou psiquiatras, utilizam uma bateria de testes que pressupõe exames e avaliações para determinar se os sintomas se encaixam em certos critérios e para exclusão de causas tratáveis. Um dos exames é a avaliação neuropsicológica. Trata-se de um exame escrito em que cada área/função do cérebro é avaliada para verificar se está a funcionar dentro do que é esperado para a faixa etária. Estes testes são vitais no diagnóstico de demência e frequentemente são utilizados no diagnóstico diferencial. A neuropsicologia, área da psicologia, é a responsável pela sua realização. Este exame permite fazer a monitorização da evolução da doença e a sua resposta aos fármacos. Ter um diagnóstico precoce é precioso, pois permite melhorar a sua qualidade de vida. O tratamento existente é tanto mais benéfico quanto mais cedo começar. Fale com o seu médico neurologista. No Trofa Saúde Hospital, temos ao seu dispor uma equipa de prestadores de cuidados de neurologia, psiquiatria e neuropsicologia com uma ampla experiência na área das doenças da memória. Não se esqueça!