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Epidemia do novo Coronavírus 2019: devemos estar preocupados?

Segundo dados disponibilizados até à data de ontem, desde 31 de dezembro 2019 foram confirmados 45.179 casos de infeção pelo novo Coronavírus 2019 e 1115 mortes. A fonte da infeção deste novo Coronavírus 2019 ainda se encontra sob investigação e pode estar ativa
14 de Fevereiro de 2020 às 07:02


Redigido por Dr.ª Raquel Mesquita (OM53374), médica especialista em medicina interna no Trofa Saúde Hospital na Amadora
Até ao momento foram identificadas sete estirpes diferentes de coronavírus, sendo a mais recente descoberta o novo Coronavírus 2019 (2019-nCoV), confirmado no início do mês de janeiro de 2020, após o alerta sobre vários casos de pneumonia grave na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China.

Até ao momento sabe-se que este vírus se dissemina facilmente através da tosse e dos espirros de pessoas infetadas e com sintomas, estimando-se que um doente habitualmente contagie 2,2 pessoas. O período de incubação da doença, isto é, o período compreendido entre a infeção e o início dos sintomas, é de 14 dias mas o período de contágio exato ainda é desconhecido.

Os sintomas associados à infeção pelo novo Coronavírus 2019 são febre, tosse e falta de ar. Os casos mais ligeiros podem apresentar-se como uma simples gripe mas, sobretudo nos idosos ou nos indivíduos com doenças crónicas, a infeção pode causar pneumonia grave, falência respiratória e mesmo morte.

Para além da China, até à data de ontem foram confirmados apenas 437 casos em 24 países, dos quais Portugal não faz parte. Até à data atual, a taxa de mortalidade associada ao novo Coronavírus 2019 tem sido inferior à registada noutras epidemias (inferior a 3%), ocorrendo principalmente em indivíduos mais vulneráveis (idosos e com doenças crónicas).

A possibilidade de importação de casos para os países da Europa é moderada mas se forem cumpridas medidas de prevenção e controlo de infeção, o risco de infeção dentro do espaço europeu é baixo.

Não existe vacinação e não há tratamento específico para este tipo de infeção. Por isso, o tratamento é sintomático e de suporte de órgãos, de acordo com a gravidade da doença.

Como prevenir?

Uma vez que em Portugal ainda não foi reportado nenhum caso, não estão indicadas medidas específicas de proteção. A não ser que apresente sintomas, não está recomendado o uso de máscara de proteção.

Até ao momento, a Organização Mundial de Saúde não aplicou restrições ao tráfego internacional.

Se vai viajar, a Direção-Geral de Saúde recomenda:

• Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país;
• Evitar contacto próximo com pessoas com sinais e sintomas de infeções respiratórias agudas;
• Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes;
• Evitar contacto com animais;
• Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e a boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
• Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir.

Se regressou de uma área afetada, a DGS recomenda a vigilância de sintomas respiratórios durante 14 dias.

Se regressou de uma área afetada nos últimos 14 dias e apresenta febre, tosse e eventual dificuldade respiratória, evite deslocar-se aos serviços de saúde e ligue para o SNS24 (808 24 24 24), seguindo as orientações dadas.

Até ao momento não é conhecida a capacidade de transmissão do vírus através do contacto com superfícies e/ou objetos. Por isso, não há risco de contágio em encomendas online, compras em lojas chinesas ou consumo de alimentos em restaurantes chineses. Devem ser realizadas as medidas de higiene habituais, como lavar frequentemente as mãos com água e sabão.

É importante estar atento às informações emitidas regularmente pelas entidades de saúde.

Para mais informações consulte:

www.dgs.pt

www.sns24.gov.pt

www.ecdc.europa.eu

www.who.int