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Hérnia da parede abdominal

A hérnia da parede abdominal corresponde a uma área de fraqueza dos tecidos que formam a parede abdominal, permitindo que parte do intestino ou outros órgãos abdominais a atravessem.
25 de Outubro de 2019 às 06:17


Redigido por Dr. Celso Nabais (OM49456), especialista em cirurgia geral no Trofa Saúde Hospital na Amadora
Existem diversos tipos de hérnias da parede abdominal, sendo as mais comuns as umbilicais, as inguinais (surgem na zona da virilha) ou as epigástricas (situam-se acima do umbigo). Podem também surgir hérnias em locais de anteriores cicatrizes operatórias, designando-se de incisionais.

É uma doença muito comum, que afeta cerca de 10% da população e, consequentemente, uma das cirurgias mais realizadas em todo o mundo. As causas mais frequentes que levam ao aparecimento de hérnias podem ser agrupadas em fatores relacionados com o aumento da pressão abdominal (como a obesidade, gravidez, problemas respiratórios crónicos associados a tosse, obstipação) e fatores que promovem uma fraqueza dos tecidos da parede abdominal (como o tabagismo, idade, história familiar de hérnia, fatores genéticos ou doenças específicas que alteram a composição dos tecidos).

Sintomas
Numa fase inicial, uma hérnia poderá não causar qualquer tipo de sintoma, e apenas ser visível uma saliência, sobretudo com o esforço físico. Esta saliência poderá ao longo do tempo ir aumentando de tamanho e associar-se a um desconforto no local.

Nessa fase, o esforço físico poderá fazer aumentar o desconforto ou mesmo a dor e, pelo contrário, o repouso e a posição deitada permitirem o alívio e até o desaparecimento da saliência. Em fases mais avançadas, essa saliência é constante e já não é possível empurrar o seu conteúdo para o interior da cavidade abdominal, designando-se de hérnia encarcerada.

A probabilidade de complicações relacionadas com o sofrimento do intestino (que fica sem fluxo sanguíneo ou obstruído) ou outros órgãos encarcerados na parede abdominal é maior, podendo levar à necessidade de uma cirurgia de urgência. Diagnóstico O diagnóstico é maioritariamente clínico, apoiado na história do doente e no exame objetivo feito pelo cirurgião. A ecografia e a tomografia computorizada poderão ser meios complementares importantes em situações específicas.

Tratamento
Nem todas as hérnias da parede abdominal obrigam a tratamento, havendo necessidade de individualizar caso a caso, tendo em conta o doente, o tipo de hérnia e os sintomas associados. O tratamento passa pela reparação cirúrgica, que pode ser feita de duas formas:

- Cirurgia convencional (”aberta”), em que é realizada uma incisão no local da hérnia para depois recolocar o conteúdo na cavidade abdominal e reforçar a zona de fraqueza (a maior parte das vezes recorrendo a uma prótese ou “rede”).

- Cirurgia laparoscópica, na qual são feitas pequenas incisões na parede abdominal (que não ultrapassam 1 cm), e através de equipamento próprio é executada a reparação da hérnia. Este tratamento envolve habitualmente um internamento breve ou mesmo realizado em regime ambulatório (o doente não fica internado, tendo alta no próprio dia da cirurgia).