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Hipertensão: a doença que não se sente, mede-se

Em Portugal, um em cada três adultos sofre de hipertensão arterial, muitos dos quais não estão diagnosticados ou não estão adequadamente controlados.
28 de Agosto de 2020 às 06:53


Redigido por Dr.ª Ana Rita Francisco (OM52611), Cardiologista no Trofa Saúde Amadora e Loures
Esta é uma doença crónica caracterizada por níveis elevados de pressão sanguínea nas artérias, fazendo com que o coração tenha de exercer um esforço maior do que o normal para distribuir o sangue por todo o corpo.

Assim, a hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, nomeadamente acidente vascular cerebral e enfarte agudo do miocárdio, sendo um problema de saúde pública, não só pela sua prevalência, mas também pelo impacto que pode ter na qualidade de vida dos doentes.

Esta doença diagnostica-se pela elevação da pressão arterial acima dos valores considerados normais, como regra 140/90 mmHg.

Uma vez confirmada a existência de hipertensão, deverão ser realizados outros exames que ajudem a esclarecer a sua causa e a avaliar as lesões de órgãos causadas por esta doença, bem como avaliar o risco cardiovascular global do doente.

São vários os fatores que contribuem para o aumento da pressão arterial, incluindo, entre outros, sedentarismo, obesidade e fatores genéticos. Numa pequena percentagem de casos, a hipertensão arterial tem origem em causas orgânicas, como alterações hormonais, doenças renais ou dos vasos sanguíneos. Na maior parte das pessoas, e nos primeiros anos de doença, esta revela-se mas de forma silenciosa, não existindo sintomas ou sinais da doença.

Os sintomas costumam aparecer somente quando os valores da pressão arterial sobem bastante ou abruptamente. Nestes casos, podem ocorrer, entre outros, dor no peito (angina), dor de cabeça, tonturas, zumbido, fraqueza e visão turva.

No entanto, com o decorrer do tempo, a hipertensão arterial leva a lesão dos vasos sanguíneos nos principais órgãos, podendo originar complicações graves que incluem o acidente vascular cerebral, a insuficiência cardíaca, a doença coronária / enfarte agudo do miocárdio e a insuficiência renal.

Assim, é fundamental a prevenção e o tratamento adequado. Praticar exercício físico regularmente, combater a obesidade e evitar excesso de sal na alimentação são algumas das formas de combater a elevação da pressão arterial, contribuindo não só para a sua prevenção, mas também para o seu tratamento.

Contudo, a adoção destes hábitos saudáveis muitas vezes não é suficiente, sendo necessário tratamento farmacológico para o controlo adequado e prevenção de complicações. Existem diversos medicamentos disponíveis para o tratamento da hipertensão arterial que podem ser utilizados isoladamente ou em combinação. Caberá ao seu médico decidir qual o melhor tratamento para cada caso.

A Cardiologia tem um papel primordial na abordagem do doente hipertenso, não só para o tratamento desta doença, mas também para a avaliação do risco cardiovascular global.

No Trofa Saúde Loures, dispomos de uma equipa de cardiologistas altamente especializados e diferenciados, apoiados por equipamentos de última geração. Consulte os nossos especialistas e despiste esta doença!

Referências:
• Williams B et al. 2018 ESC/ESH Guidelines for the management of arterial hypertension. Eur Heart J. 2018 Sep 1;39(33):3021-3104.
• Rodrigues Ana, et al (INSEF Research group). Hypertension prevalence in Portugal: results from the first Portuguese Health Examination Survey 2015 (INSEF 2015).
• Sousa Uva M, Victorino P, Roquette R, Machado A, Matias Dias C. Epidemiological research on the incidence and prevalence of arterial hypertension in the Portuguese population: a scoping review. Rev Port Cardiol. 2014 Jul-Aug;33(7-8):451-63.