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Pedras na vesícula: quais os sinais de alerta?

A vesícula biliar é um órgão que se localiza no lado direito do abdómen, sensivelmente abaixo do bordo das costelas, e os cálculos biliares não são mais do que depósitos solidificados da bílis
15 de Dezembro de 2020 às 07:36


Dr. Francisco Toscano (OM46351), médico especialista em Cirurgia Geral no Trofa Saúde Amadora e Loures

A vesícula biliar define-se como um pequeno reservatório que armazena bílis, substância produzida no fígado, que serve para ajudar na digestão de gorduras e é secretada no intestino durante as refeições. Pensa-se que os cálculos biliares, comummente conhecidos como pedras na vesícula, se formam em resultado de fatores como desequilíbrios nos constituintes da bílis, o incompleto esvaziamento da vesícula, fatores genéticos e a dieta.

Os principais fatores de risco são:

• Obesidade e a rápida perda de peso
• Jejuns prolongados
• Dieta rica em gorduras animais, e pobre em vegetais e fruta
• Sedentarismo (pouco exercício físico)
• Uso desregulado de hormonas
• Contracetivos

Os principais sinais de alerta são dores após as refeições na região abaixo das costelas, à direita, que podem chegar à zona do umbigo e irradiar para as costas ou para o ombro. Frequentemente, acompanhadas por náuseas, vómitos, suores e calafrios. A sua causa deve-se ao entupimento do canal cístico ou vias biliares (que ligam a vesícula ao intestino) por uma pedra. O diagnóstico precoce é essencial para o sucesso de qualquer tratamento. Se não forem tratadas atempadamente, põem a vida do doente em risco.

As pedras da vesícula podem ser múltiplas e milimétricas ou únicas e com vários centímetros, existindo casos em que vários tamanhos coexistem. Os cálculos vesiculares são mais frequentes em mulheres e pessoas com mais de 60 anos assim como também existe associação desta doença à diabetes, anemias hemolíticas, cirrose hepática, entre outras.

A “cólica biliar” (dor isolada) é a mais frequente, mas poderão existir complicações como a infeção da vesícula (colecistite aguda), infeção da via biliar (colangite aguda) ou inflamação do pâncreas (pancreatite aguda).

Assim que a presença de pedras é sintomática, o doente passa a ter indicação para fazer uma cirurgia “definitiva” chamada colecistectomia (tirar a vesícula), sendo, por norma, uma cirurgia de baixo risco. No entanto, existem pessoas que pertencem a “grupos de risco” que podem ter indicação para tirar a vesícula mesmo sem sintomas, nomeadamente os diabéticos, imunodeprimidos ou em casos com maior probabilidade de risco de complicações.

A laparoscopia, cirurgia minimamente invasiva, é feita através de orifícios na parede abdominal, tipicamente 1 de 10 mm no umbigo e 2 ou 3 de 5 mm, dispensando a necessidade de abrir o abdómen. Sendo que a dor e os riscos de infeções são drasticamente menores, oferecendo uma recuperação mais rápida e menos dolorosa, com ótimos resultados estéticos.

O facto de a pessoa não ter vesícula não provoca qualquer alteração da componente “digestiva”, sendo, portanto, um órgão que ao ser removido não causa qualquer limitação.

O Trofa Saúde Amadora dispõe de uma equipa de médicos especialistas em cirurgia geral com vasta experiência, disponível em horário alargado e com capacidade e meios técnicos para dar resposta à sua situação, num ambiente NÃO COVID-19, com toda a segurança e conforto.

Se dispõe de um vale-cirurgia SIGIC emitido pelo hospital público para realização de uma cirurgia no âmbito da cirurgia geral, saiba que o pode utilizar nesta unidade.