Barra Cofina

Correio da Manhã

Especiais C-Studio
8
Especiais C-Studio
i
C- Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do Universo
É o local onde as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Perda de dentes e falta de osso: implantes e dentes fixos em casos extremos

Apesar de, nas últimas décadas, ter havido uma evolução positiva nos cuidados de saúde oral em Portugal, continuamos a assistir a uma percentagem muito elevada de pessoas que sofrem com a perda de todos (ou quase todos) os dentes.
18 de Setembro de 2020 às 07:23


Redigido por Dr. Leandro Morgado (OMD10257), Médico Dentista com formação em Implantologia e Coordenador do Serviço de Medicina Dentária do Trofa Saúde Loures

Com a ausência de todos os dentes (edentulismo) durante muitos anos e, na maioria dos casos, com a utilização de próteses removíveis, assistimos diariamente às consequências negativas deste problema:

- Mastigação ineficaz;
- Perda do paladar;
- Problemas digestivos e gastrointestinais (causados pela má mastigação);
- Baixa autoestima, ansiedade e depressão por falta de conforto e estética.

A implantologia é a área da medicina dentária que contorna este problema, através da colocação de dentes fixos, a melhor alternativa às próteses removíveis, devolvendo ao doente o conforto na mastigação e a confiança do sorriso.

A perda de dentes é acompanhada por uma reabsorção óssea que, com o passar do tempo, tem a tendência para piorar até atingir níveis críticos.

O estudo da quantidade de osso nas arcadas dentárias, mediante a utilização de meios complementares de diagnóstico (radiografias e tomografias), é fundamental para planear a colocação de implantes dentários em casos extremos. Este planeamento irá definir o tipo de abordagem que se tem perante o caso específico.

A técnica All-on-4 surge como a solução mais adequada para este problema, pois permite a colocação de apenas 4 implantes convencionais sem utilizar enxertos ou substitutos ósseos, numa cirurgia única, proporcionando a fixação dos dentes provisórios no mesmo dia (conceito de carga imediata).

Quando existem perdas ósseas extremas (atrofia) especificamente no maxilar superior, por vezes torna-se impossível a utilização de implantes convencionais. Nestes casos opta-se pela colocação de Implantes Zigomáticos. Estes implantes têm este nome pelo facto de serem colocados no osso zigomático e são a alternativa mais viável ao All-on-4 convencional, mantendo as mesmas vantagens.

Quanto maior a atrofia maxilar, maior o número de implantes zigomáticos a colocar. Ou seja, podemos utilizar este tipo de implante em simultâneo aos implantes convencionais consoante o tipo e a localização da reabsorção óssea.

Em ambos os casos, falamos de técnicas utilizadas há várias décadas, com taxas de sucesso muito elevadas a longo prazo, que devolvem ao doente uma mastigação eficaz.

Com o conjunto de técnicas avançadas que existem atualmente e a constante evolução das mesmas, importa referir que todos os casos têm solução, realçando a importância da Implantologia na melhoria da vida dos doentes.